PCC contrata snipers para matar policiais em São Paulo

A facção criminosa PCC que tem hegemonia no Estado de São Paulo contrata matadores de aluguel bem pagos, para cumprir a missão de assassinar policiais fora do horário de serviço. Os atiradores profissionais seriam ex-militares e snipers com experiência em forças especiais de países estrangeiros e prática de ações terroristas, principalmente do Oriente Médio e do Leste Europeu.

Além dos ataques aos policiais, alguns dos atiradores são também especialistas em bombas e ações assimétricas de guerrilha urbana.

São eles quem coordenam ataques incendiários a ônibus. Também aprimoram os brasileiros na tática de difusão de boatos, para provocar medo na população).

O PCC também trabalha com parceiros recrutados das FARC – Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – cujos membros são exportadores de pasta de coca e cocaína para o narcovarejo no Brasil.

O esquema de recrutamento de matadores de aluguel pelo Primeiro Comando da Capital é sigilosamente monitorado por empresas transnacionais de segurança que atuam em São Paulo e contam com especialistas em ações anti-terror.

Os analistas avaliam que os atuais “sicários” do PCC são os mesmos usados nas 251 ações urbanas de terrorismo, em maio de 2006, em São Paulo. Na ocasião, PMs, guardas municipais, famílias de policiais, seguranças privados e civis também foram alvos dos ataques e ameaças.

A especialidade dos matadores é tiro certeiro de pistola de grosso calibre, com precisão milimétrica, a partir da garupa de motocicletas. Este é o sistema mais comum e “seguro” empregado nas quase cem mortes de policiais em São Paulo.

Só este ano foram assassinados 100 policiais – uns 90 PMs, sendo que apenas 5 deles em serviço fardado. O Estado responde por 43% das mortes de policiais em 2012. No Brasil, temos hoje a macabra média de um policial assassinado a cada 32 horas.

Guerra desigual

PCC contrata snipers

A Polícia de São Paulo é vítima de uma guerra assimétrica. A Secretaria de Segurança Pública nem pode cometer o desatino admitir o assunto publicamente.

Mas investiga o esquema do PCC, que é monitorado, pelas inteligências das Forças Armadas, da Polícia Federal e de empresas privadas de segurança e gerenciamento de risco.

Até agora, nenhum matador de aluguel foi apanhado em flagrante. – o que dificulta a comprovação da “tese de emprego assimétrico do terrorismo urbano”.

Por isso, não se tem nem ideia precisa de quanto custa a “terceirização” de um assassino pela facção hegemônica do crime organizado em São Paulo.

O que a polícia sabe – e não divulga – é que o PCC também possuiu ramificações em milícias que promovem “serviços de segurança” em áreas periféricas da capital e cidades do interior.

Neste “negócio”, o PCC “concorre” com empresas privadas de segurança ou com policiais que prestam tais serviços legalmente, nos seus horários de folga. Outro problema: o Estado se limita a praticar ações táticas contra os criminosos – e não contra a organização criminosa.

Como o PCC financia suas operações

O curioso é que a ação do PCC hoje muito se assemelha ao modelo de guerrilha urbana para implantação do comunismo que o Exército brasileiro conseguiu derrotar na década de 70.

Além do tráfico de drogas e dos “serviços ilegais de segurança”, o PCC usa os recursos obtidos em assaltos e sequestros para financiar suas operações – tal qual a “luta armada” do passado, cujos membros da cúpula, muitas vezes, embolsavam a grana “expropriada dos burgueses e imperialistas”.

A diferença agora é que, com o dinheiro arrecadado, o PCC presta serviços de assistência social aos seus filiados. A facção tem “planos” de assistência médica, dentária e funeral para seus membros e familiares deles.

Boa parte do dinheiro também é investida em assessoria jurídica e em “bolsas de estudo” para formar estudantes de Direito.

O PCC também promove melhorias nas condições de sobrevivência de seus filiados que se encontram nos presídios. Em suma, estruturado profissionalmente, o PCC tem chances de sustentar um movimento político-ideológico, inclusive financiando, ocultamente, candidaturas de vereadores, deputados e prefeitos.

Lema do PCC

Para fugir do estigma de organização criminosa, o PCC adota o apelido de “partido”, cujo lema é “Paz, Justiça e Liberdade”. Seu líder mais famoso é Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, condenado a 44 anos de prisão por assalto a banco.

O PCC usa a simbologia chinesa do ying-yang como bandeira. Também adota os números 15.3.3 como senha de identificação e tradução para as letras P, C e C.

Com cerca de 130 mil “irmãos integrados” (terminologia que adotam entre si), o “partido” usa tatuagens específicas para qualificar seus membros. A facção tem até hino veiculado no YouTube, desde 4 de junho de 2010.

Guerra negada

O governo de São Paulo nega a existência de uma guerra entre bandidos e a polícia na capital. O secretário de Segurança, Antônio Ferreira Pinto, alega que não existem toques de recolher em alguns pontos de capital e em cidades da Grande São Paulo.

O fato objetivo é que, em quatro semanas, mais de cem assassinatos foram registrados na cidade e nos municípios da região metropolitana.

CSI Sampa?

O Instituto Médico Legal de São Paulo talvez seja obrigado a comprar um detetor de metais para análise do corpo humano.

Alguns mortos que chegam para necropsia no IML apresentam tantos tiros que os legistas perdem horas para dissecar os cadáveres à procura de projéteis. Com o detetor, ficará menos complicado localizar onde estão as balas deixadas nas vítimas da guerra urbana negada oficialmente.

Desabafo da professora Mara Montezuma Assaf ao ler nos jornais que o PCC abriga em Heliópolis traficantes fugidos do Morro do Alemão, no Rio de Janeiro: “Na época em que o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro – José Mariano Beltrame – anunciou que no dia seguinte ele comandaria a invasão do Morro do Alemão.

Estranhei sua atitude, ainda mais que depois, durante a ação filmada pelas câmeras da Globo num helicóptero, percebi que a “porta de saída” da favela não tinha sido cercada, e que os bandidos fugiam na maior correria , indo se refugiar sabe-se lá Deus onde…

Ao ser inquirido sobre sua “metodologia” ele respondeu que desta forma ele evitou a morte de muita gente, que este tinha sido seu maior ganho, e estranhei mais ainda esta resposta, pois aqueles fugitivos nunca pensam duas vezes antes de meter uma bala num policial ou mesmo num civil desarmado.

Fiquei me perguntando se aqueles fugitivos não viriam buscar abrigo em São Paulo e hoje ao ler o jornal, soube que muitos criminosos do Morro do Alemão se refugiaram na favela Heliópolis a convite do PCC (Primeiro Comando da Capital). Quanta gentileza e hospitalidade!

Comando Vermelho e PCC

O resultado é que os homens do CV (Comando Vermelho) pagaram esta prova de amizade com a moeda mais forte que eles possuem: o repasse de seu know-how na prática da criminalidade.

Por isso agora estamos vivendo este inferno em São Paulo. Sr. José Mariano Beltrame, o PT , de olho na posse do Estado de São Paulo, deve estar muito grato ao senhor!

Já para nós, paulistas e paulistanos, sua atitude foi deplorável! Parece que alguns políticos usam as forças do crime organizado para desestabilizar governos de adversários políticos.

PCCard

Médicos legistas já encontram provas de como funciona o plano de assistência médica, odontológica e funerária bancado pelo PCC. Vários cadáveres, crivados de balas, apresentam dentição perfeita, sem cáries, com obturações recentes, implantes e até aparelhos ortodonticos que custam nada barato.

E as famílias das vítimas reclamam à Polícia e ameaçam fazer queixa ao Ministério Público e aos grupos de direitos humanos, se o corpo (geralmente crivado de tiros) for muito mexido por quem fizer as perícias. Um artigo de Jorge Serrão

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