27 de novembro de 2011

Lição de puxa-saquismo

A coluna do jornalista Fernando Rodrigues, na Folha de São Paulo de hoje, é um exemplo de como se planta notícias e se constrói, em doses homeopáticas, a imagem do governante do dia. Pinço aqui duas informações que foram ali colocadas, absolutamente incompatíveis com a realidade dos fatos:

“A presidente Dilma Rousseff já ganhou a batalha da imagem. Mandou embora seis ministros e ficou com a fama de não transigir com o erro. Pouco importa se no miolo de alguns ministérios a bandalha continue ou se alguns outros ministros também já devessem estar no olho da rua. Para efeito externo, a petista é durona e está fazendo uma faxina na política”.

“Nos seus três próximos anos, é possível que Dilma avance sobre outras áreas e de maneira mais real. Uma delas é a notória ineficiência do setor público”.

O artifício retórico é introduzir uma mentira como se fosse um fato consumado (Dilma Roussef como “faxineira”), fato incompatível com o noticiário que dá destaque à vida e à ação administrativa pouco proba de dois ministros, Carlos Lupi e Mário Negromonte, sobre os quais a presidente não exerce qualquer autoridade moralizadora. E também incompatível com todos os ministros do PT caídos em desgraça, desde o “mensalão”. Aliás, este deveria ser o mote de um artigo decente, a incompatibilidade entre o discurso ético e a ação deletéria da presidente acobertando os malfeitos de seus auxiliares ilustres.

Assim, Fernando Rodrigues se comporta como se fosse uma pena de aluguel, mesmo que não tenha a intenção deliberada de fazê-lo. Está ajudando a criar a imagem mitológica da “faxineira” comprometida com a ética.

Quanto à competência, esse campo nunca foi o forte do PT e da antiga ministra da Casa Civil, ora presidente. Lula assumiu que era despreparado do ponto de vista técnico e levou a vida presidencial em cima de palanque, fazendo populismo barato. Dilma sempre que ficou sozinha aos microfones falou besteira, revelando despreparo equivalente. Sua fama de administradora deriva unicamente da sua veia autoritária, que tratava funcionários e negociantes com o governo a pontapés. Isso não é e nunca foi competência, apenas despreparo, falta de liderança.

Fernando Rodrigues é dos melhores jornalistas em atividade. Dá para imaginar o que são os piores. E os alugados. Nivaldo Cordeiro

13 de novembro de 2011

O Doutor Fausto de Thomas Mann V

Algumas características de Adrian Leverkuün, ao longo da narrativa, vai acentuando o modelo tomado de Nietzsche. O riso sardônico e a cefaléia que perseguiu o filósofo vida a fora são duas de suas características. A presença pedagógica do professor Ritchl na vida de Nietzsche é celebrada pelo do enigmático Kretzschmar, que conduz o personagem para a Universidade de Leipzig, para cursar Música.

No capítulo XV foram inseridos excerto da correspondência entre mestre e aluno, ocasião que determinou o abandono da escola de Teologia e a escolha do curso de Música. Podemos ler em uma das cartas: “O senhor acha que tenho vocação para a Arte e me dá a entender que o desvio que me conduziria até ela nem sequer seria muito grande. Meu luteranismo concorda com isso, já que reputa a Teologia e a Música esferas vizinhas, muito afins, e para mim, pessoalmente, a Música sempre tem representado uma combinação mágica entre a Teologia  e a tão divertida Matemática. Item, ela se aproxima muito das experiências de laboratório e das insistentes atividades dos alquimistas e dos nigromantes de um outrora, que igualmente vivia sob o signo da Teologia, mas, ao mesmo tempo sob o da emancipação e da apostasia, não da fé, o que seria simplesmente impossível, e sim dentro da fé; apostasia é um ato de fé, e tudo existe, tudo se realiza em Deus, especialmente a deserção que nos fala dEle”.

O grande apóstata é Satã. O trecho da carta é uma espécie de manifesto esteticista, com o resplandecer da gnose tão própria daquela escola filosófica, da qual Nietzsche foi o apogeu. A dualidade suposta de Deus, com o mal operando como se emanasse do ente divino, é a sua tese mais cara, o mal como motor da história. A filosofia desse tempo é esse misturar do bem e do mal. Para além do bem e do mal, diria Nietzsche. O maior crente em Deus é o próprio Diabo, como bem está relatado na obra de Goethe. O Diabo é o ente que mais entende das Escrituras.

Prossegue Leverkhün em resposta a Kretzschmar: “Vós, amigo Alberto Magno, havereis de enfronhar-me na teoria arcana, e seguramente – sinto-o, sei disso de antemão – não serei um adepto inteiramente bronco. Captarei todos os truques e expedientes, e com grande facilidade, porque meu intelecto vai ao seu encontro. O solo está preparado para eles e já abriga em si certos germes. Hei de enobrecer a prima matéria, acrescentando a ela o magisterium, e para purificar a substância, pelo espírito e pelo fogo, farei com que ela atravesse muitos alambiques e retortas. Que ocupação magnífica! Não conheço outra mais fascinante, mais secreta,mais elevada, mais profunda, mais valiosa, nenhuma que necessite de menos eloqüência persuasiva para conquistar-me.”

Com muita felicidade Thomas Mann utiliza aqui a rebuscada linguagem esotérica, que nos nossos dias está tão vulgarmente divulgada. Aqui a ânsia do indivíduo moderno para sobrepujar o Criador, tornando-se ele mesmo capaz de criar. É a arrogância intelectual que foi iniciada como movimento de massa a partir da Reforma. A tentação mefistofélica é precisamente essa, a de anular o primeiro mandamento, de amar a Deus sobre todas as coisas, substituindo-se ao criador. Não ao acaso Leverkhün refere-se ao artista (ao que domina a Arte) como aquele que copula com as massas, que a possui. Era o que se via na Alemanha. Anular o primeiro mandamento equivale automaticamente a anular o segundo, de amar ao próximo como a si mesmo. É a receita certeira para o genocídio. A alusão ao ”meu luteranismo” sublinha que Thomas Mann não descuida da origem primeira da tragédia moderna, da tragédia alemã: a Reforma.

No capítulo seguinte (XVI) foi inserida a carta de Leverkhün ao narrador, utilizando uma estranha linguagem renascentista, para comunicar seu passeio inaugural por Leipzig. Aqui está a gênese do pacto faustico, selado com o intercurso sexual com Esmeralda em um prostíbulo. Ao final do livro teremos os detalhes dessa saga, mas aqui importa notar que a entrega da alma ao Diabo é a condição para o artista dominar a Arte e alcançar seus delírios de grandeza. A presença do cicerone misterioso é marcante, aquele que leva Leverkhün ao seu destino. É pelo intercurso com Esmeralda que Leverkhün/Nietzsche recebe o germe criador, a sífilis, que o atormentará por toda a vida.

Leverkhün faz duas tentativas para se curar do mal. A primeira resulta na súbita morte do médico; a segunda na prisão. Descobriu que não mais poderia voltar atrás, que ninguém poderia curá-lo. Quantas vezes tentasse se livrar dos germes, que representavam seu pacto com o Diabo, tantas seriam as tragédias com os possíveis curadores. Estava condenado ao mal físico, assim como ao espiritual. Nada tinha a fazer que não ir em busca do seu destino trágico. Nivaldo Cordeiro

Continua do tema no próximo post

10 de novembro de 2011

Os heróis do futuro

 

Imagem - Veja Online Tudo depende do momento. Hoje a “sociedade” se horroriza com a bandalha que se instalou na USP por alguns dias. São os agitadores travestidos de universitários, alguns tarimbados profissionais da anarquia, ou melhor, são massas de manobra, cabeças feitas por espertos intelectuais, que afrontam a tudo e a todos por seus direitos. Deve ser o direito ao caos.

Mas recordem, vivemos um momento em que a preocupação com o direito pretere a tudo. Sobre os deveres, nem tocar.

Imaginem, quando estivermos vivendo sob a égide da anarquia ou da liberação total do uso de drogas, pois cada um é dono de si, como serão cultuados os jovens que hoje, mascarados, invadem instalações, depredam o bem publico, e são corajosos para afrontar os agentes da ordem publica? Ah, seguiram a cartilha do MST? Quem sabe.

Do entrevero, do acinte, do deboche, certamente emergirão futuras lideranças, predestinados batalhadores, indivíduos de convicta postura, e dispostos a lutar pelos seus ideais e posições.

E contam com o apoio de determinadas entidades; tanto que elas já levantaram os recursos para libertação dos novos guerreiros. Provavelmente, assistimos ao nascimento de FUTUROS HERÓIS.

Um voto de louvor aos intransigentes, pois agregaram ao seu cabeludo currículo, a palavra de ordem “a baderna acima de tudo”.

Na universidade serão respeitados, citados, amados, cultuados e admirados. Percebam que hoje, grupos de universitários se manifestam na frente da Universidade em apoio aos pândegos presos. Quanto ao apoio ou à complacência da sociedade, será uma questão de tempo.

Passado o primeiro momento, hábeis advogados estarão às portas da justiça desenrolando o carretel de atrocidades que o aparato policial desencadeou contra seus inocentes jovens idealistas.

A começar pela agressão, que como num pesadelo, na calada da noite, adentrou nos sonhos dos desordeiros, para expulsá - los de seu merecido sono.

Esperamos que os indignados não clamem por ridículas medidas, como a expulsão dos baderneiros, nem na indenização para ressarcir a depredação, que poderia ser da responsabilidade de cada um e, quem sabe, de 20 ou 30 % para o seu, ou seus lideres. Blasfêmia, tal penalização nunca ocorrerá.

Que ninguém duvide, ali, na USP, nasceu, nesta semana, uma nova chusma de líderes, e quando eles voltarem será um Deus nos acuda, pois serão impiedosos, e serão indenizados, e contarão suas historias de sacrifícios, de como se agarraram aos seus princípios, com coragem e determinação, e todos, de curta memória, diremos amém. Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

9 de novembro de 2011

O Doutor Fausto de Thomas Mann IV

Ao anunciar meu próximo curso on line sobre a obra de Thomas Mann (ver Sedet), a começar no próximo dia 17, recebi um e-mail interessante de um leitor. Nele, foi-me perguntado se o “tom” do curso seria o belo segundo os alemães. Não. O objetivo do curso é compreender os grandes acontecimentos do século XX, especialmente a II Guerra Mundial e o nazismo, à luz do que aconteceu na Europa (e na Alemanha, claro) desde o século XVI, conforme está na obra de Thomas Mann. Entendo que essa é não apenas a melhor explicação histórica para o que aconteceu, mas é também o resumo filosófico e teológico de toda a tragédia. O livro Doutor Fausto conseguiu essa síntese esplendorosa, por isso sua leitura é difícil e pressupõe elos de conhecimentos que não são auto-evidentes para os que não têm a visão de conjunto da obra e da biografia de Thomas Mann,

Ademais, é impossível compreender Thomas Mann sem a assistência essencial do conhecimento das obras de Goethe e Nietzsche, pelo menos. Da mesma forma, uma cultura geral sobre a música erudita é fundamental para não se perder dentro do argumento do autor, que fez a biografia de Nietzsche na pele de um músico compositor.

A questão do esteticismo é essencial não porque este tenha alguma validade filosófica em si. Está completamente desmoralizado depois da derrota fragorosa dos alemães diante do Ocidente, fazendo murchar seu falso fundamento racista, sustentáculo último dos delírios goethianos no Fausto. O esteticismo é apenas outro nome para o niilismo resultante do abandono a metafísica cristã. Autores como Schiller e Novalis expressaram o desespero de quem não tem chão debaixo dos pés para fundamentar seus preconceitos. A arte e o belo não podem ser sucedâneos para as verdades da alma e caem no vazio existencial inexoravelmente. Nietzsche será o apogeu dessa loucura.

Thomas Mann recebeu essa cultura esteticista integral e fascina acompanhar cada um dos livros seus (e sua biografia) para ver a metamorfose que sofreu ao longo da vida. Dolorosa descoberta da verdade. Quão difícil é descobrir que tudo que se tem como certo é a falsificação da verdade? O esteticismo era a verdade de Thomas Mann e Goethe Nietzsche seus gurus. Ele sempre se posicionou contra a tradição católica, para afinal reconhecer que a raiz primeira da orgia de sangue que foram as guerras da primeira metade do século XX está na Reforma, que criou o homem faustico, esta figura tipicamente moderna. O homem faustico é o pequeno Satã, o rebelde contra Deus. É aquele que foi proibido de amar ao próximo. É o Caim renascido, o matador dos irmãos.

Essa pequena síntese pode chocar um pouco aqueles que não estão familiarizados com o tema. Mas não se deve ler Thomas Mann com preconceitos. Ele foi o grande intérprete da tragédia alemã, que é a tragédia da modernidade. Daí a necessidade de se beber fundo na sua obra. Minha modesta opinião é que não se compreenderá a epopéia humana desde o século XVI não se mergulhar fundo na obra de Thomas Mann. Nivaldo Cordeiro

7 de novembro de 2011

FHC e a corrupção do governo do PT

O artigo de Fernando Henrique Cardoso publicado no Estadão (Corrupção e poder) é oportuno para nos fazer meditar sobre o surto petista que está abalando as instituições. O artigo é corajoso: " Há apenas dois lados, o dos condôminos e o dos que estão fora da partilha do saque". Disse tudo. Mas se esqueceu e analisar a gênese da corrupção, que está na revolução gramsciana por ele mesmo liderada. A destruição dos valores cristãos estão na base da corrupção, bem como a imposição da ética maquiavélica, pela qual o único critério moral é ganhar ou perder o poder. Nivaldo Cordeiro

Médici – A Verdadeira História

presidente medici Os desavisados não sabem, mas foi lançado em várias capitais do Brasil, de forma modesta, sem a divulgação merecida da grande imprensa, o livro “Médici – a Verdadeira História”, do autor Gen. Agnaldo Del Nero Augusto.

O General possui uma multidão de admiradores, e legou-nos a obra “A Grande Mentira”, imparcial e lúcido relato sobre as três tentativas de tomada do poder pela subversão aos serviços da Internacional Comunista.

Mas não vamos falar do Livro, que deveria enriquecer a biblioteca dos que amam as boas obras e as imparciais pesquisas. Vamos falar sobre um comentário sobre a obra. Trata-se das considerações emitidas por um amigo comum, nosso e do falecido Gen. Del Nero, o Gen. Paulo Chagas, que denominou o seu ponto de vista sobre o livro, de “Dever Cidadão”.

Nos comentários, como naquele jornal do RJ que vertia sangue de tanto abordar a criminalidade na cidade maravilhosa, o inspirado amigo verte constrangimento, vergonha, angústia, revolta, e nós ao lermos suas palavras, literalmente, engolimos em seco e lamentamos.

Impossível manter a passividade e não ser atingido por palavras tão contundentes. Alguns, por julgarem que elas não os atingem, repelem a pecha de covardes, de coniventes, e não se envergonham, não se constrangem e não se revoltam. Contudo, às vezes não basta ser contra a patifaria, e calar-se julgando que se a sua consciência está em paz, tudo está bem. Crasso engano, não está.

Outros, não lerão, e se lerem, não ligarão, mas muitos, caso meditem sobre o que lerem levarão uma chacoalhada na consciência, na vergonha, no pudor e na sua omissão em cumprir o seu dever de cidadão.

Nas considerações do analista, além de serem ressaltados no Livro, a personalidade forte, a honestidade de propósitos e a desambição pessoal do Presidente Médici, que recebeu o cargo supremo da Nação como uma missão a ser cumprida, o comentarista vai mais além, e assinala que o Livro mostra como líderes de hoje estão entre os que ontem praticaram toda sorte de crimes.

E o comentarista, após a leitura da obra, confessa que se envergonhou diante da coragem dos que nos antecederam e lutaram, e se revolta pela injustiça sacramentada pelo desgoverno, que tripudia sobre a memória dos repressores do terrorismo de antanho.

E se revolta contra a canalha que assomou ao poder, à custa de promessas e engodos. E se angustia pela inércia das instituições que canhestramente abrem mão de suas tradições para dizer amém às mais espúrias ações.

E se constrange pelo passado esquecido, pela falta de memória, pelo abandono dos que cumpriram o seu dever, que não amealharam riquezas, nem bens, mas foram crucificados pelo solerte domínio dos subversivos, e pela conivência e passividade vergonhosa da sociedade e das suas instituições.

Finalmente, reporta-se à disciplina militar, biombo para emudecimentos pretensamente justificáveis, que permitiram a distorção da verdade e o implacável trucidamento de abnegados cidadãos e, por via das consequências, o enfraquecimento de tradicionais instituições.

Sim, meus amigos, o comentário foi direto, verdadeiro, indignado e merece ser lido e assimilado como um pontapé na nossa vergonhosa passividade.

Bom, quem não leu o “Dever Cidadão” está perdendo uma aula de verdade nua e crua, mas ainda está em tempo: visite o site do Grupo Terrorismo Nunca Mais (Ternuma, cujo Patrono é o ínclito Gen. Médici) www.ternuma.com.br, ou abra o anexo, e divirta–se ou chore diante da triste realidade. Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

3 de novembro de 2011

A escolha de Fernando Haddad no PT

O PT rifou o nome de Marta Suplicy e indicou o de Fernando Haddad para dispor da legenda nas eleições do ano que vem, para prefeito de São Paulo. A decisão expressa o caráter marxista-leninista da legenda, cuja base sempre homologa decisões de cúpula, o tal centralismo democrático. A escolha reflete a arrogância de Lula, que se julga o senhor dos votos. Acontece que São Paulo não equivale a Brasil. Aqui a classe média é forte e numerosa e rejeita o PT, seus métodos e seus nomes. Haddad tem contra si a certa candidatura de Gabriel Chalita, que disputa o mesmo espaço eleitoral, a esquerda católica e os grupelhos de extrema esquerda. Os desacertos no Enem são contribuem para o candidato. E a infeliz ideia de distribuir o famigerado kit gay pesa como nódoa na sua biografia. Nivaldo Cordeiro

1 de novembro de 2011

O escândalo do Enem

O vazamento das questões do Enem é um escândalo, um fato que não devia e não poderia acontecer. E o terceiro ano seguido que problemas operacionais e éticos lançam suspeição sobre o concurso, uma das principais portas de acesso ao ensino superior. A Justiça Federal do Ceará foi salomônica na sua sentença, anulando as questões que comprovadamente vazaram, deixando ao Poder Executivo a decisão de eventualmente anular o concurso. O ministro Fernando Haddad, que quer ser prefeito de São Paulo, não faria isso. O vazamento foi um atestado de corrupção; a anulação do concursos seria trágico para suas pretensões. Nivaldo Cordeiro

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