29 de setembro de 2011

A proibição de amar

Thomas Mann decifrou a mensagem da modernidade no seu livro Doutor Fausto. Adrian Leverkhün, que é Nietzsche, que é Fausto, foi proibido por Mefistófeles para duas coisas: amar quem quer fosse e curar-se da doença sexualmente transmissível que adquiriu no intercurso com a misteriosa mulher mandada pelo Demo, Esmeralda. A primeira proibição tem a validade de um mandamento e espelha aquilo que vivemos sob o que João Paulo II chamou de cultura de morte.

[A cultura de morte é a antinomia da ética cristã, a sua negação. Hoje os proibidos de amar são todos os que praticam aborto e eutanásia, monstruosidades que se elevaram à prática de políticas de saúde pública. Os praticantes dessa lástima são a encarnação da proibição de amar os próprios descendentes e ascendentes. Uma ruptura com a mais elevada ética do cristianismo].

Na verdade, um anti-mandamento: a negação do primeiro artigo das Tábuas da Lei: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. A modernidade, desde a Reforma, tem cultivado a negação. A própria ruptura com a Igreja assume esse tom de rebelião contra Deus. Não escapa a Thomas Mann a trajetória do mal que se instalou na Europa desde Lutero. Ele, como luterano e seguidor de Goethe, como ninguém viveu essa cultura da negação, que se condença integralmente no esteticismo.

Fernando Bayón, o espanhol que fez a melhor resenha que conheço da obra de Thomas Mann, assim intitulou seu precioso livro: La prohibición del Amor - Sujeto, cultura y forma artística en Thomas Mann, disponível para leitura no link do Google. Bayón expôs a fórmula correta de se ler e compreender o romancista alemão. Toda sua obra foi a tentativa de decifrar o mito faustico que engolfou não apenas a Alemanha, mas a Europa e o mundo todo. É a própria modernidade.

É uma perspectiva definitiva para a leitura do Doutor Fausto. Thomas Mann fez com este livro seu acerto de contas com Goethe e Nietzsche de uma maneira artística, mas sem fazer concessão. Mais não precisou dizer para descrever todo o drama metafísico que redundou nas grandes tragédias do século XX. A proibição de amar é a maldição dos tempos modernos, que se opõem frontalmente aos tempos da chamada Idade Média.

Não há dúvida de que a origem mestiça de Thomas Mann foi o fator decisivo para a sua briga com os nazistas e o elemento determinante para ele desconfiar da tal germanidade, o elemento perverso que engendrou o racismo genocida de Hitler. Sem o brasileiríssimo Silva no nome da mãe teria sido mais difícil a ele denunciar essa tolice que ele mesmo defendeu no livro Considerações de um Apolítico. O elemento moreno e tropical que carregava consigo contribuiu para que se elevasse acima dos preconceitos.

Não curar-se da doença sexualmente transmissível é também algo da maior relevância. Ao ascetismo cristão colocou-se o hedonismo da modernidade, que com ele sacrificou também o casamento monogâmico. Casamentos sucessivos de divorciados são uma forma de poligamia. Na verdade, a própria sexualidade tornou-se enfermiça, ela é a doença, a obsessão dos tempos. Daí porque a homossexualidade deixou de ser prática restrita e reservada para adquirir também o status de movimento de massa politicamente organizado. Não se pode perder de vista que o andrógino é a expressão simbólica mais completa para retratar Mefistófeles.

Misoginia, homossexualidade e poligamia formam o trinômio determinante do sexo como a doença moderna por excelência. Um determina o outro, pressupõe o outro e não vive sem o outro. A ruptura do sacramento engendra as forma degenerada da sexualidade humana. Nivaldo Cordeiro

O novo PSD

O prefeito Gilberto Kassab conseguiu o registro do Partido Social Democrata, PSD. Depois disse que o partido é de centro, contrariado suas declarações originais, nas quais apregoou que o PSD nem era de direita e nem de esquerda. Na verdade, o partido será o que suas lideranças quiserem. Katia Abreu, Guilherme Afif Domingos e Ìndio da Costa são políticos de direita e as lideranças mais expressivas da nova agremiação. E o eleitorado político de direita está órfão e o partido só crescerá se encontrar o discurso adequado a esse segmento. Apesar do prefeito Gilberto Kassab. Nivaldo Cordeiro

23 de setembro de 2011

Dilma Rousseff na ONU

O discurso de Dilma Rousseff na Assembléia Geral da ONU seguiu o figurino de usar uma tribuna internacional para passar mensagem político-eleitoral, objetivando as próximas eleições. Dilma nada falou de original, além das habituais bravatas e lugares comuns do imaginário esquerdista. Não se esqueceu de pedir, ainda uma vez, um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, para o qual o Brasil não tem as devidas qualificações, sobretudo força militar e dinheiro. Nivaldo Cordeiro

21 de setembro de 2011

Thomas Mann hoje

Nos últimos meses mergulhei na obra de Thomas Mann e de seus comentaristas, com o objetivo de apresentar um curso sobre o autor agora em outubro (A música do apocalipse - Thomas Mann e a lenda do Doutor Fausto). Eu tinha clareza do que queria, mas esse mergulho me permitiu ir além: ver o autor alemão em sua plenitude, seu lento processo de amadurecer para ser a consciência crítica do seu povo. A obra de Thomas Mann é o fecundo diálogo com as obras de Goethe e Nietzsche, especialmente estes dois. O decorrer da sua vida permitiu que ele partisse do deslumbramento inicial da juventude para a crítica mais implacável e corrosiva.

No Doutor Fausto essa crítica se mostra por inteiro. É o mesmo Fausto de Goethe reescrito sob a pele de Nietzsche que lá aparece. O livro é um apogeu. Com as guerras e a subida dos nazistas ao poder Thomas Mann não teve dúvida de que estava diante do mal mefistofélico integral, encarnado na saga de seu povo, a amada Alemanha. A história da Alemanha então se confundiu com a história de todo o mundo, pela guerra, pela ânsia opressora dos nazistas e pela violência sem tamanho que perpetrava. Mann percebeu onde foi dar aquele conceito de germanidade que ele próprio havia abraçado com firmeza ingênua em 1918, ao publicar o livro mais ridículo que poderia ter feito: o Considerações de um Apolítico. A germanidade é desses conceitos alucinados que só intelectuais fáusticos poderiam fabricar. Propunha um abismo entra os germânicos – a Alemanha – , tida por berço da cultura, em oposição e contra a civilização, identificada difusamente com a França, mas que na verdade é o cristianismo e o catolicismo. Foi a base para a política racista e genocida de Hitler. Certamente Thomas Mann descobriu que ele também contribui para a explosão de violência louca dos anos trinta e quarenta, ainda que de forma inconsciente.

Thomas Mann, todavia, era grande demais e ético demais para cair nessa estreiteza caricata de forma permanente. Na verdade, não obstante as idéias idiotas contidas no Considerações de um Apolítico, a exegese da obra dele mostra que, desde o início, ele colocou reservas severas a essas idéias. Tomemos o livro A Morte em Veneza. Ali está o esticismo em seu esplendor, apresentado de maneira bela e sofisticada, uma obra digna de um Platão. O que nos diz? Que o esteticismo é morte, é louco, é o Mal. Sem tirar e nem pôr. Viu o real, embora estivesse integralmente mergulhado no quadro da cultura do início do século XX. Essa grandeza ética vai explodir em 1922, ano em que proferiu o famoso discurso que, no espaço de duas laudas, negou tudo que escreveu em 1918. E repudiou violentamente o bestseller da época, o livro de Spengler A Decadência do Ocidente. Motivo: trabalhar com o ingênuo e mortal conceito de cultura x civilização.

Em 1924 veio à luz o livro A Montanha Mágica, o melhor dos seus livros. É um superlativo de símbolos, de psicologia, de religiosidade, de inconformismo com a modernidade. Hans Castorp, o personagem, concluiu os seus dias nas trincheiras da I Guerra Mundial. O próprio ambiente do romance é um asilo para tuberculosos, quando a doença não tinha cura. Seu diagnóstico continha algo como que uma sentença de morte. Uma doença pulmonar, do pneuma, do espírito. Tinha gente de toda Europa e do resto do mundo buscando tratamento. A humanidade inteira infectada pela pestilência espiritual. Aqui também a herança de Goethe está presente. O próprio Mefistófeles atua naquele ambiente infernal.

Será no Doutor Fausto que esse amadurecimento espiritual será exposto com todas as letras. Hitler é a conseqüência lógica da Reforma, de Goethe, do germanismo em sua batalha contra a civilização. De tal modo o livro é importante que arrisco dizer que Thomas Mann foi único que compreendeu o que estava em jogo, desde sua origem, quando o processo todo estava em marcha e as potências do Ocidente ainda falavam em desarmamento voluntário. Por isso Thomas Mann nunca fez concessões aos nazistas. Esse ponto de sua biografia o enobrece e exalta. Um gesto assim peremptório – que lhe custou dinheiro, bens, a própria nacionalidade – mostra como a sua consciência histórica foi aguda. E como jamais recuou na denúncia do Mal. Coragem e verdade combinadas, como em um Goethe renascido.

Os paralelos com os tempos de hoje são óbvios. O mundo em crise; a Europa em crise. Entender o que se passa exige o resgate de Thomas Mann, a voz que continua a ser a consciência critica do povo europeu. Nivaldo Cordeiro

20 de setembro de 2011

O gaiato gritou para Miriam Belchior “Cala a boca Magda!”

"Posso decretar um feriado em São Paulo no dia do jogo e garantir que não tenha trânsito”. Miriam Belchior, ministra do Planejamento em encontro com lideres empresariais, ocasião em que defendeu que em dias de jogo todos fiquem em casa na acomodação do sofá. Um gaiato gritou do fundo do auditório “Cala a boca Magda!”.

Está no DNA dos petistas a tendência de apresentar as idéias mais absurdas. Belchior ouvia Raul Seixas, ficando vivamente impressionada com a canção O Dia em que a Terra Parou, não teve dúvidas e gritou´”É isso, vamos forçar a todos que fiquem em casa em dias de jogo!”

18 de setembro de 2011

A marcha contra a corrupção

O Grupo Terrorismo Nunca Mais (Ternuma) apoia e se solidariza com as demonstrações públicas de insatisfação de parte da sociedade brasileira, capaz de unir-se em repúdio a uma das práticas mais funestas que se instalou na vivência nacional, a CORRUPÇÃO.

A corrupção é uma das faces mais visíveis de uma série de abusos praticados à larga pelo desgoverno e seus acólitos nos últimos anos, vícios que demonstram a dimensão daqueles que por detrás do populismo e da demagogia, vangloriam–se de distribuir os bens do restante da sociedade, promovendo o equilíbrio social e financeiro, mas de forma que o seu quinhão seja substancial.

Acobertados pelo discurso de que a todos devem caber bens iguais, não se avexam em adonar–se de uma parte ponderável do botim. É o seu justo prêmio pelo discurso de benfeitores dos pobres.

Como metem a mão nas burras do tesouro, que entendem como dos mais espertos, sem cerimônia se servem do que podem. Todavia, o vergonhoso assalto aos cofres públicos foi levado aos extremos da impunidade, e atingiu a paciência de parcela de cordatos cidadãos.

brasilia marcha A última Marcha foi um breve e modesto grito de revolta, porém nada mais do que isso. A realização pública das demonstrações de repúdio, mesmo que um arremedo de indignação demonstra o óbvio, o poder e a capacidade de mobilização através da internet.

Porém, apesar de aguardarmos com esperança o seu recrudescimento, como outras redes sociais não subordinadas ao desgoverno, o Ternuma integra-se à onda que aspira por justiça, por decência e por honestidade.

Contudo, aspiramos a muito mais, pois sabemos que a marcha contra a corrupção, pelos seus propósitos, pelo desejo de correção de atitude pelos nossos homens públicos, é uma chama a ser acalentada.

Lastimavelmente, basta mirarmos os demais setores, onde vemos a pesada mão da má gestão e da incúria, para constatar que somos joguetes e subordinados ao desmando maior. E que há muito que, e do que reclamar.

Sim, que venham as marchas contra a deseducação, contra os desserviços, e poderemos congregar cidadãos para todos os tipos de marchas, pois não faltarão motivos, porém por genéricas, mesmo representando uma parcela da sociedade, duvidamos que os donos do terreiro percam o seu profundo sono.

Marchas com frases de efeito, com palavras de ordem não irão abalá-los, pois voltam-se contra princípios e atos claramente abomináveis, mas não tem alvo fixo, são por demais amplas, vagas, e não têm à sua frente uma entidade, uma aspiração palpável.

Como exigir dignidade de quem não a tem? Como reconhecer patifes se no seu rosto nada há que os identifique?

O Ternuma aplaude, pois vislumbra que a MARCHA CONTRA A CORRUPÇÃO pode transformar-se em algo mais consistente, que impregne parte da população insensível, com o vírus da indignação. Mas até lá, vê com precaução as bandeiras de propósitos etéreos, como temos assistido ao longo dos anos às demonstrações contra uma infindável lista de incompetências e desvios ocorridos por inépcia declarada do desgoverno, protestos e demonstrações públicas de insatisfação, que redundaram em absolutamente nada.

São clamores aos céus, palavras bem intencionadas contra a justiça que acoberta a impunidade, mas não contra os agentes, que não escutando seus nomes, voltam a dormir candidamente.

Precisamos de bandeiras, de união, de indignação, de motivações concretas, como marchar contra a criação desta bestialidade que é a Comissão da Verdade, contra o PNDH3, a criação de reservas indígenas atentatórias à soberania nacional, e poderíamos listar as tantas ignomínias patrocinadas pela canalha no poder que já engolimos sem a menor reação.

Mas nunca é tarde demais, por isso, acorda Brasil. Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

16 de setembro de 2011

A revolução dos anônimos, de caniço e samburá

O ilustrador britânico Martin Handford criador do livro-jogo Onde está Wally que foi um febre entre adultos e crianças do mundo todo, anunciou a imprensa que trabalha em um novo jogo. Em “Onde Está Luiz Sérgio” mostrará um pescador em um rio, a tarefa dos leitores-jogadores será descobrir a personagem entre piabas e eventuais ribeirinhos numa floresta amazônica.

O ator, roteirista e diretor de cinema norte-americano Jerry Lewis, que estrelou o filme De Caniço e Samburá foi consultado para estrelar o jogo, mas declinou do convite por conta de sua avançada idade, inviabilizado o nome de Jerry, o convite foi feito ao bigodudo Ministro da Piaba Luiz Sérgio (PT-RJ), que topou na hora. O ministro da Educação Fernando Haddad (PT-SP), topou financiar a empreitada através do MEC, Haddad tem faro para o sucesso, “Por uma Vida Melhor”´faz tremendo sucesso nas escolas brasileiras, livro em que brasileirinhos e brasileirinhas aprendem que o certo é “Nóis pega o peixe”. Por se tratar também de produção cultural, a Ministra da Cultura Ana de Hollanda batalhou para garantir incentivos fiscais  via Lei Rouanet, foi informada que o projeto já estava avançado. Ana anda embirrada e confidencia aos mais próximos que “Ninguém tem paciência comigo”.

14 de setembro de 2011

Caetano apanha da metonímia

Tomemos a definição de dicionário da metonímia: figura de linguagem que usa um nome por outro, na construção da frase, em virtude de haver associação óbvia de significado. Exemplos: ler um Drummond (autor pela obra), ir ao barbeiro (o possuidor pelo possuído), completou dez primaveras (a parte pelo todo) e assim por diante. Detenhamo-nos no primeiro exemplo, pois de fato é o que me interessa aqui, para mostrar como o nosso glorioso Caetano Veloso tropeçou na interpretação do texto de Thomas Mann (Casamento e homoerotismo), que tive oportunidade de comentar em vídeo (Caetano não compreendeu Thomas Mann).

Voltei ao vídeo do cantor e ao texto do alemão novamente e me dei conta da origem da sua grande confusão, além do fato óbvio de que Caetano não tem as qualificações necessárias para ser comentador de Thomas Mann. Nada neste autor está desconectado do conjunto do que escreveu, mesmo aqueles textos, como o Considerações de Um Apolítico, do qual aparentemente parece ter sofrido uma enantiodromia nas posições políticas e existenciais. Thomas Mann manteve admirável coerência de princípios e não menos admirável retidão moral, que o levaram a ser o maior inimigo civil do nazismo, fato que o tornou o primeiro exilado do regime.

Voltemos à origem da confusão. Ao ler a frase “De fato, não há como censurar ou zombar de uma esfera de sentimentos que produziu o túmulo do Médici e o David, os sonetos venezianos e a Patética em si menor” é que me dei conta. Obviamente que Thomas Mann não disse aqui que as obras espelham peculiaridades homossexuais, mas a condição de seus autores o terem sido. Evitou dizer-lhes os nomes por elegância, sua marca registrada. Michelangelo, Platen e Tchaikovsky foram grandes por terem sido artistas e não por terem sido homossexuais. Esta condição não precisaria necessariamente deixar marca, fato não compreendido por Caetano, daí ironizar a música de Tchaikovsky. Foi atropelado pela metonímia. Confundiu-se todo.

[Platen foi usado por Thomas Mann para modelar o personagem de A Morte em Veneza, Aschenbach].

Sem o querer, certamente, Caetano colocou uma pequena sombra, inexistente no texto de Thomas Mann. Tropeçou. Um ato infeliz. Nivaldo Cordeiro

12 de setembro de 2011

Dez anos depois

Há muitas maneiras de se analisar os acontecidos em 11 setembro de 2001. Para mim, a ferocidade islâmica que desabou sobre Nova York é aparentada daquela que se abateu sobre os judeus sob o regime nazista. Lembremos que os fatos foram precedidos por atentados a símbolos judaicos em diversos países, como a embaixada de Israel em Bueno Ayres e a sinagogas em Paris. Os inimigos do povo judeu novamente em ação.

A data também é ela mesma um simbolismo, pois os atacantes celebravam uma de suas derrotas históricas para o Ocidente. Foi em 12 de setembro de 1683 que forças militares do Império Otomano foram fechadas, depois de meses de cerco à cidade de Viena. Este acontecimento histórico, junto com a derrota em Lepanto (batalha da qual o glorioso Miguel de Cervantes participou como soldado), representou o fim de qualquer veleidade de domínio islâmico sobre a Europa cristã.

Os radicais islâmicos odeiam os cristãos ainda mais que os judeus. Vêem os EUA como uma Nova Roma e sempre suas ações procuram ter essas ressonâncias históricas seculares. É claro que isso é uma alucinação, que o Ocidente não é uma unidade, nem mesmo religiosa, e que apenas a cegueira ideológica mais funesta pode mobilizar os islamitas nessa falsa causa. A loucura está combinada aqui com a ferocidade desprovida de meios. Já disseram que os islamitas são maus soldados, mas excelentes assassinos. Os acontecidos em 11 de setembro comprovaram novamente a tese.

O Mal se levantou naquela data. A serpente islâmica se moveu. Não sou daqueles que separam os “bons” muçulmanos dos “maus”: vejo aí apenas a face duplicada da mesma entidade. Um gera o outro. O islamismo nasceu como seita cristã herética e assim permanece, dando voz ao Negador. E meios letais. O esmagamento da cabeça da serpente representado pela morte oportuna de Osama Bin Laden é também motivo para celebração. Este momento não seria completo se aquele satanás ainda vivesse.

O ponto essencial a notar é a continuidade do Mal e os seus alvos: judeus e cristãos. Eles são os inimigos jurados de morte. Azar dos elementos hostis que há sempre a mão providencial de Deus: eles fazem vítimas, mas são incapazes de vencer, porque o Mal não poderá jamais vencer o Bem. Nivaldo Cordeiro

9 de setembro de 2011

O problema da corrupção estatal

No último dia 07 de Setembro tivemos um relativamente vigoroso movimento contra a corrupção no Estado, especificamente aquela envolvendo o dinheiro público (há outras, muitas outras. Quem lida com fiscais do Estado sabe do que eu estou falando). Vi que entusiasmou muita gente, mas não a mim. O movimento na verdade me levou a meditar sobre a importância do combate à corrupção estatal. O mínimo que posso dizer é que manifestações dessa natureza são inócuas, pois as multidões em marcha não têm como mobilizar o aparelho repressivo do Estado para além do que ele se mobiliza automaticamente. E o faz seletivamente: os alvos são sempre ou adversários políticos do partido governante ou a parte da base aliada que costuma se rebelar contra os caprichos da presidente.

O primeiro ponto é que a corrupção estatal é sintoma de uma doença maior, que se encontra latente em toda gente, em cada indivíduo. O Estado será mais corrupto quanto mais a população escolher gente corrupta para governar e é isso que tem sido feito. O PT e seus aliados são os piores no poder, a gente mais degenerada que poderia ser escolhida enquanto governante. A população eleitoral vota nos piores para o poder alegremente, na expectativa não de que venham a fazer um bom governo – intuitivamente os eleitores sabem não ser possível ter bom governo com gente no naipe de Lula e de Dilma Rousseff – mas porque sempre almeja um benefício pessoal, mais das vezes descasado do bem comum. É o caso típico dos funcionários públicos, que sabem que o PT vai gerar mais vagas de emprego público e vai dar mais aumentos de salário, enquanto um governante sério faria precisamente o oposto.

O mesmo pode ser dito dos aposentados, vastas legiões de eleitores que sabem que o PT não mexerá na sua renda, quando o tempo exige que sua renda seja minorada. Assim também os portadores de bolsa-qualquer-coisa. E mais ainda os recebedores de salário mínimo, com aumento cavalar já previsto para 2012, ano eleitoral. Essa corrupção miúda, salário mínimo, não mobiliza e não sensibiliza ninguém.

Vemos então que a corrupção que explode com o Tesouro público nasce muito antes no coração dos anseios particularistas das ambições miúdas. Por um punhado de dinheiro vende-se não apenas o voto, o apoio político, a mobilização: vende-se a alma. Foi isso que levou Lula ao poder, que levou Hitler ao poder. O discurso populista encontra terreno fértil na alma de cada eleitor corrompido. Não é possível que o bem comum seja perseguido pelo Estado sem que ele contrarie frontalmente os interesses particularistas que os eleitores dos piores no poder desejam manter. Portanto, é inútil mobilizações de marcha contra a corrupção, pois muitos dos marchadores não passam de hipócritas que acreditam que seja possível construir um governo sadio sem que os egoísmos particularistas sejam abandonados. O maior de todos os egoísmos é a politização de tudo, que peleja para que benefícios particularistas sejam sacramentados na forma de lei. O sistema jurídico brasileiro hoje foi transformado numa gigantesca fábrica de privilégios. É a quintessência da corrupção. Tudo legal, tudo “direito” conquistado.

Eu até escrevi um artigo quando apareceu o movimento “Cansei” (Idiotas cansados), que desapareceu sem deixar vestígios. Obviamente que o movimento atual é da mesma natureza e desaparecerá como o carnaval em uma quarta feira de cinzas.

Há ainda uma razão pela qual eu descreio dessas marchas contra a corrupção, como descri das marchas pela paz e outras assemelhadas. Teve gente que andou propondo até que atos de corrupção sejam tidos como crime hediondo, elevando-o acima de crimes muito mais graves. Ora, eu considero o roubo de uma galinha no quintal de um vizinho um crime mais severo do que o desfalque milionário no Tesouro. Porque a galinha é de alguém mais pobre e do nome do proprietário eu sei. O Tesouro é um coletivo anônimo e dinheiro do Tesouro não é de ninguém, ou melhor, é da burocracia estatal e da classe política. Analisado melhor, roubar a burocracia e a classe política, mormente quanto o ladrão é um deles, é irrelevante para a população em geral, embora enraiveça aqueles da “categoria” que se queixam não do crime, mas do fato de terem ficado de fora do seu butim.

Não reconheço no Estado sacralidade alguma que torne os crimes contra ele mais sérios do que crimes contra pessoas. Isso é estrabismo existencial. O Estado não é o substituto de Deus. É, propriamente, o seu oposto, o representante das forças demoníacas. Aqueles que julgam diferente disso não sabem o que é o Estado. De minha parte, penso que o melhor que faríamos é lutar, até mesmo com passeatas, para reduzir o Estado, sua tributação, seu funcionalismo, seus clientes. Essa é minha luta, para isso labuto noite e dia. Infelizmente, vejo-me sozinho como um Dom Quixote. Aliás, bom lembrar aqui do herói manchego: Dom Quixote lutou para libertar os galeotes, pois El Rey não deveria aprisionar criaturas que Deus pôs no mundo para a liberdade, muito ao contrário.

A hipertrofia do Estado tem tido como conseqüência apavorante – terrificante – a hipertrofia das prisões. Se alguém rouba o Estado está ajudando a enfraquecê-lo, o que é algo de bom em si. Minha luta é por melhorar os eleitores, que essa gente da política e da burocracia já vendeu a alma ao diabo há muito tempo. Nivaldo Cordeiro

8 de setembro de 2011

O 4º Congresso do PT ou o Novo Supositório

No século passado tivemos uma série de Congressos, Reuniões e Encontros ideológico–políticos, onde foram deliberados, aprovados e impingidos no cocuruto de milhares de cidadãos, normas, leis, condutas, procedimentos e outras decisões que desgraçaram a vida de incautos, de coniventes, de distraídos e de inocentes uteis.

Quem não ouviu falar das Internacionais? Dos grandiosos Congressos Comunistas, Marxistas, Leninistas, Trotskistas? Desde o Congresso de fundação da III Internacional que ficou conhecida como Internacional Comunista (IC ou komintern) em março de 1919, os encontros se sucederam, o II Congresso, em jun/jul de 1920, o V em jul/ago de 1924, e assim, os predestinados em sucessivos e apoteóticos conclaves dos cardeais do comunismo tentaram mostrar aos beócios, o caminho para o governo universal e a trilha escabrosa para o paraíso na terra.

Em todos eles, o mesmo diapasão, a estridente cantilena de “como somos sabidos, e de como eles são idiotas”. Por detrás, uma clara ambição pelo poder, acobertados pelo delírio de serem os donos da verdade.

Em altos brados se ofereciam para salvar a humanidade e colocá - la nos trilhos, sob o seu comando, é claro. Como deixamos, promoveram-se à nossa consciência.

Alvissaras, tivemos o 4º Congresso do PT. Sem novidades no front, mais poderes para eles, mais limitações para os outros. As velhas e repetidas cantilenas. Assim, será no 5º, no 6º...

Para a nossa sorte, reuniram-se os sábios da terra, no Brasil. E do alto de sua sapiência, decidiram como será o nosso futuro, como agiremos e a que deuses cultuaremos. Ainda bem, muitos de nós nem sabe ir ao banheiro sem urinar na tampa do vaso.

Impávidos, colossais, magnânimos, os filósofos, os justiceiros, os acima da lei deliberaram e decidiram, e agora cumpra–se. A reunião no Olimpo foi supimpa.

O PT já realizou vários convescotes, o 1º, o 2º, o 3º, todos da mais relevante importância, mas o 4º, com a presença do suprassumo do triunvirato nacional; um ex-presidente, uma presidente, e um terceiro que não foi por ter escorregado numa casca de banana (alguém duvida que o Dirceu seria?), ficará marcado na história do partido, e deste País.

Este foi o Congresso do vai ou racha. Muitos petistas já estavam cheios com o tal de paz e amor, e exigiam atitudes mais drásticas, demonstrado claramente na base do “nós estamos no poder, e vocês tem que aguentar”. Agora é atropelar umas pestes que teimam em obstruir o nosso caminho e prejudicam a nossa santa missão.

É como se uma raça superior de alienígenas inteligentíssimos, vinda de uma galáxia distante, cansada de ver as besteiradas dos terráqueos, resolvesse assumir o comando da gentalha, e dar um basta nas suas inconsequências. Agora, ao que parece, vamos entrar nos eixos.

Persiste a dúvida quem descerá dos céus portando a tábua das novas regras, tal qual ocorreu nos Dez Mandamentos, e se o Congresso de notáveis que nos representam, reunidos acatarão as determinações dos iluminados, e a coisa será pública no Diário Oficial.

Quem sabe? Só o tempo dirá, embora os céticos como nós acreditem que é uma questão de tempo. Por ora, aguardemos e oremos. Já engolimos a Comissão da Verdade, o controle da mídia... , e breve, sem choro nem vela, teremos o PNDH 3, enfiado “in totum”, até a pleura. Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

5 de setembro de 2011

Detalhes tão pequenos de nós dois

"Achei-o lindo, de cabelo liso. Sempre pedi a Deus para casar com alguém que dormisse e acordasse bonito, que tivesse o cabelo liso". Bispa Sonia Hernandes em declaração ao livro de memórias Vivendo de Bem com a Vida, que retrata a vida do casal Hernandes. Sonia julga que o caráter e a moral não importa desde quando os cabelos sejam lisos. Detalhes insignificantes.

A acomodação é um grande mal

Os indícios de que em breve a democracia no Brasil emitirá o seu último suspiro estão a nossa frente. Não vê quem não quer. Depois, não adianta lamentar.

A dominação na teoria do Gramsci não ocorre de repente. Como vimos na caçada aos porcos selvagens, vai uma cerca aqui, outra acolá e um belo dia, lá está a vara, irremediavelmente, encurralada. E o pior, por seu livre arbítrio, pois durante o cerco, bastava uma firme reação para evitar a desdita. E os indícios não faltaram.

Motivações ou argumentos politicamente corretos subverteram a capacidade de reação, e ficou fora de moda criticar. Se os outros não reclamavam, os poucos atentos, esmagados com a subalternidade dos demais, calaram - se para não dar o vexame de ser isoladamente do contra.

Assim, pelas bordas, um pequeno avanço, mais uma inexorável volta no parafuso. Por vezes, um recuo, uma falsa desistência para retornar no futuro com mais ênfase, com maiores pressões, e eis o sítio aos futuros servos.

A instrumentalização de dicotomias promovidas à larga, a criação de reservas, o endeusamento verbal dos índios, a entronização dos quilombolas, a desvalorização dos princípios, o desprezo aos tradicionais heróis, a promoção de falsidades e inverdades que minaram valores, corroeram convicções e abriram o caminho para a aceitação das questões mais esdrúxulas, enfatizaram que os fins justificam os meios.

O lançamento do PNDH3 foi mais um indício gritante de que havia algo de podre no reino da Banânia. Prematuro, foi um pequeno erro de cálculo. Eles foram com sede demais ao pote. Todavia, aprenderam e recuaram, juntaram forças, investiram no convencimento, e agora retornaram ensandecidos, coléricos.

A demagogia do estado forte aos poucos deu lugar ao ESTADO TOTALITÁRIO. É o Estado na economia, é o Estado paternalista que tudo provê em troca de submissão, sugando através de pesados impostos o nosso ânimo, a nossa aspiração de liberdade e, assim, promovidos a zumbis de uma cúpula de sanguessugas, trocamos a grandeza por vileza, o orgulho por tibieza, pois o desgoverno dá tudo, desde qualquer bolsa, até camisinha, só não dar -nos-á dignidade.

Assim, abdicamos de coisas primordiais, mas que foram transformadas em desnecessárias, e de somenos. Poderíamos elencar os indícios na direção da dominação. Podemos recordar, porém que a cada dia eles estão mais fortes, mais atrevidos, mais ávidos, e indóceis para assumir totalmente as rédeas de tudo.

O que falta, que ninguém duvide, é o controle da livre imprensa, do pensamento, pois calarão as vozes discordantes, não serão assolados com denúncias, e com a indignada pena de opositores.

Quando atingirem seu objetivo de amordaçar as poucas vozes da razão, terão o domínio total e, por isso, atiram – se de corpo e alma, com todas as forças e com todas as armas para eliminar o seu último obstáculo rumo a nossa servidão.

Na história da humanidade os regimes totalitários, em geral, começaram de mansinho, e somente assumiram a monitoração efetiva, quando tolheram a liberdade da imprensa. Quando ocorre, esvai-se o último bastião dos homens livres.

E, parodiando o trecho famoso (*) da Ordem do Dia, do intrépido Marechal Manoel Luís Osório, Marquês do Erval, um dos baluartes da história nacional, no Passo da Pátria, em 15 de abril de 1866, declaramos “é fácil submeter povos livres: basta retirar–lhes o direito de expressão”.

* “É fácil comandar homens livres; basta mostrar-lhes o caminho do dever". Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Arroubos totalitários do PT

O 4º Congresso do PT, realizado neste final de semana em Brasil, revelou que, mais do que nunca, as lideranças do partido se sentem à vontade para, sem pudor, alardear seu sectarismo e seu radicalismo. Controle da mídia, extinção do Senado Federal, "igualdade" de gêneros e tudo que se abriga sob essa denominação (gaysismo, aborto, destruição da família, militância antireligiosa), tudo posto às claras e transformado em resoluções do partido. O PT se sente à vontade no poder para vomitar seu projeto totalitário, como o fez Hitler em 1933. Nivaldo Cordeiro

2 de setembro de 2011

O silêncio às vezes mata... DE VERGONHA

Em Recife foi lançado com pompa e circunstância o “Comitê da Memória, Verdade e Justiça”, cujo objetivo é massacrar o que resta da dignidade da Contrarrevolução de 31 de março de 1964. A intenção é propagar os Comitês pelo Brasil a fora, além de pressionar, pelo clamor público, a criação da Comissão da Verdade.

De um lado o desgoverno e seus ministérios, em especial os da Justiça, dos Direitos Humanos e da Defesa, além do maciço apoio de uma parte substancial da mídia, sem contar a imprensa oficial do desgoverno; e do outro, bem do outro, um silêncio do “quem cala consente”.

Nós, nem sabemos mais de que lado estamos, decididamente, somos contra a descarada perseguição e, não temos espaço nem a condescendência do outro lado, por isso, é provável que estejamos no limbo, de braços dados com os perdedores, os idiotas, os tresloucados.

O outro lado não nos quer, pelo contrário, deve ruminar reprovações, e quem sabe lamentar a existência de uns poucos, felizmente para a sua tranquilidade, que ainda tem a descarada capacidade de se indignar. Estamos enfiados no buraco negro, pensamos, lamentamos e esperneamos, mas não existimos, contrariando o filósofo René Descartes (Cogito, ergo sum).

Enquanto, com aval e sustentação sabe-se lá de quem, as forças se unem para o massacre anunciado que será perpetrado pela Comissão da Verdade; do outro lado, é proibido, inclusive, rezar.

Talvez na ânsia de atestar a total submissão fosse a hora de serem criados deste lado (que lado?) os “Comitês do nunca mais cumpro ordens, do não acredito em mais nada, e do eu não faço nunca mais”.

Meus preclaros e tartamudos sacos de pancada, no Araguaia cavoucam em busca de ossos, nos comitês cavoucam as armas do achincalhe, da desonra e da condenação.

O revanchismo, se é que existe, foi substituído de há muito, pela pura e simples perseguição, e é na verdade um instrumento de pressão que nunca deixará de ser usado, mesmo após a morte do ultimo combatente das tropas legais que impediram, que eles, os coitadinhos, tomassem a ferro e fogo o poder neste Pindorama.

Sem duvida, a tática opressiva tem dado excelentes resultados, pois nas baias, falar em contrarrevolução é pecado capital, nos agentes que combateram a subversão e a desordem, um crime de lesa-pátria.

Chegaremos num ponto que cochichar será proibido, mesmo sob o forte impacto de xingamentos e de palavras injuriosas, nossa atitude deverá ser a de subalternidade, e, sublinhando uma imoral condescendência, teremos que responder... AMÉM.

A lei do silêncio imposta é ensurdecedoramente vergonhosa, pois agride a liberdade de expressão, avilta a democracia, cala a verdade, abafa insatisfações, atende o opressor e condena os que insistem em clamar por justiça. Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

PT quer extinguir o Senado Federal

Está havendo novo congresso do PT em Brasília e uma das propostas, que deverá ser transformada em resolução, é a que quer a extinção do Senado Federal. Vejam o link http://dilma13.blogspot.com/2011/09/documento-do-pt-propoe-extincao-do.html. Na mesma senda da Reforma Política, o PT quer também o financiamento público de campanha. Na verdade, uma reforma política dessa natureza instituiria a ditadura legal no Brasil, nos termos vigentes na Venezuela.  Nivaldo Cordeiro

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More