31 de agosto de 2011

Dirceu e um desgoverno paralelo?

Os ingênuos chegam a vislumbrar ressentimentos entre a Presidente e o seu mentor, por causa dos diletos assessores cheios de graça e rabo preso que herdou, ou os que escolheu por indicação do famigerado. Foram os ossos do oficio.

Ao sair do nada para a mais alta posição, o custo seria alto. Ela é limitada e ruim em conectar os neurônios. Por isso, reclamar jamais e decretou como recomendado, o fim de uma faxina na qual não deu a primeira, nem pode impedir as demais vassouradas. Límpido assim.

Basta acompanhar os périplos do Ex aqui e no exterior, de avião pra lá e pra cá, de palestra em palestra, e de soslaio mirar seus cumpanheiros de viagens, de andanças demagógicas, em Cuba e adjacências para saber que lá estavam, entre outros próceres da bandalheira, o nefasto Dirceu.

Dirceu acusado e afastado foi blindado pelo seu ex–chefe com palavras sobre sua magnificência, sobre a sua grandeza, sobre a sua conduta impar. Na saída do cargo, recordemos como Dirceu saudou a “cumpanheira de armas”. Foi tocante.

Assim, se alguém dúvida que estejamos falando da mesma quadrilha, do mesmo acumpliciamento, pretendendo visualizar um desgoverno paralelo, vai morrer imaginando bobagens.

Estejam certos tantos quantos não acreditam em Papai Noel e no Coelhinho da Pascoa, que o Dirceu se locomove hoje com tanta ou mais desenvoltura do que antes, mas não para enfraquecer o atual desgoverno, na verdade, oficiosamente engendra tramoias, encena arrufos, apenas para desviar atenções e confundir ameaças.

Não esqueçam que uma parte substancial da mídia e o próprio gestor da mídia do desgoverno, o Franklin Martins foi um dos convivas das viagens de sua majestade. O quanto e como tramaram, nem o diabo sabe. Juntos confabularam, planejaram e soltaram torpedos enganadores.

O contexto faz parte de uma ação diversionária para confundir e criar impressões falsas. No fundo, devem gargalhar dos equívocos que plantam na cabeça dos ingênuos. A atual investida contra São Paulo sublinha o maquiavelismo que se esconde nas confabulações da asquerosa cúpula.

Felizmente, não dominaram toda a imprensa e, ainda, são surpreendidos com reportagens investigativas, que ao demonstrarem o poder de Dirceu, apenas comprovam que sua liberdade de ação é tão descarada que somente com o conhecimento, a orientação e o financiamento da cúpula do desgoverno, ele poderia transitar tão leve e solto.

A leitura correta seria buscar, como por detrás dos bastidores, além da falsa impressão de liderar um desgoverno paralelo, o que realmente está acontecendo, seria olhar mais ao longe, por detrás dos muros, por detrás dos morros, para descortinar qual a verdadeira missão do senhor Dirceu.

Enfraquecer a Presidente no momento atual, seria a última ação a ser praticada pelo petismo, seria o tiro no pé, seria atestar que a terna senhora foi um tremendo equivoco do seu guru.

Por tudo, cuidado com as conclusões precipitadas, o bando é um só, uns menos, outros mais vermelhos, mas todos têm um objetivo comum, submeter esta Nação.

Eles são mestres em criar falsas impressões, subverter mentes, iludir os incautos. Não esqueçamos de que eles eram terroristas, mas hoje, como num passe de magica, são cultuados como heróis.

Dirceu, carinhosamente, é o que podemos denominar de "o aloprado oficial" do atual desgoverno. Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

João Pereira Coutinho comenta Buffett

O artigo de hoje de João Pereira Coutinho na Folha de São Paulo contém grandes equívocos, que pretendo aqui esclarecer. Sou admirador e divulgador dos textos do João, jovem português muito talentoso. O mote do artigo foi o apelo de Warren Buffett para que haja elevação de tributação sobre os ricos. João tentou analisar o aparente non sense do ângulo da subjetividade do ricaço norte-americano, associando estupidez e vaidade. Isso é falso. Estamos diante daquilo que Olavo de Carvalho chamou de metacapitalistas, que se locupletam com a elevadíssima carga tributária, que é a marca da social-democracia. Quanto mais impostos, mais essa gente ganha. Além do fato de que mais impostos agora significa aumentar a longevidade da social-democracia, que para mim vive uma crise terminal, tanto na América como na Europa. Nivaldo Cordeiro

29 de agosto de 2011

Senadora petista diz, não podendo resistir a propaganda, e não podendo comprar, é legitimo furtar

“Não é uma questão de punição do ponto de vista penal. É social. Essas pessoas não são perigosas, não pegam em armas, não agridem ninguém. Essas pessoas têm dificuldade de lidar com a incapacidade financeira. Hoje, você tem uma questão de propaganda de shampoo, comida, iogurtes e roupas que é insuportável. É muito difícil você resistir. Isso não justifica pegar nada que seja dos outros. Mas uma vez que não deu pra resistir a essa vontade, isso é um problema que deveria ser levado a um serviço social”.

Ficou surpreendido com este falatório insano? Pois é, partiu da senadora petista Ana Rita (PT-ES). Ana Rita apresentou projeto de Lei no Congresso que recomenda aplicar admoestação verbal (popular pito) a pequenos crimes de furto. No discurso da senadora pessoas com dificuldades financeiras não divisam a fronteira entre a legalidade e a ilegalidade. Mais, chega a culpar os meios de propaganda por estimular o consumo. Ana Rita, petista que é tem a solução para este problema, é proibir a propaganda de consumo, assim ninguém deseja nada, ninguém é seduzido a desejar e querer algo. Imagine a cena, a vingar a idéia da senadora, o comerciante do mercadinho da esquina ao flagrar o ‘ladrão, dedo em riste vai ralhar com ele “Furtado de novo seu moleque?”. O ladrão sai perdoado…

Petistas tem a incrível disposição de enxergar o crime como coisa menor, desde quando o criminoso possa servir de massa de manobra e fonte de promoção pessoal.

28 de agosto de 2011

A lógica dos EUA na Líbia

Por que Barack Obama, depois de longa hesitação, permitiu que a França massacrasse a Libia e depusesse Muammar Kadafi? Porque a Líbia estava se tornando satélite chinês. A África toda está sendo assediada pela China, que agora anda a fabricar porta-aviões, para garantir seus interesses no Oceano Índico. A França trouxe de volta seu satélite e continua a roubar seu petróleo. A Otan defendeu os interesses estratégicos. Tudo feito ao baixo custo do derramamento do sangue líbio, que nada vale para os senhores do mundo. A China está longe de ter força para defender seus interesses diante das potências ocidentais unidas. O jogo acabou. Nivaldo Cordeiro

A Líbia e o governo mundial

Na Líbia o pano de fundo do conflito foi a medição de forças entre o Ocidentee a China. A Otan representa uma tentativa de implantação da Nova Ordem Mundial pela via da social-democracia, que passa por grave crise política. A China representa o velho marxismo-leninismo, repaginado pela aceitação das empresas privadas. O totalitarismo comunista continua, agora usando o mercado como instrumento de enriquecimento, em substituição ao obsoleto planejamento central. O Brasil alinhou-se aos interesses chineses e perdeu com o conflito na Líbia. Nivaldo Cordeiro

O significado da queda de kadafi

É o fim para o regime de Muammar Kadafi na Líbia. É preciso meditar sobre esse acontecimento. Kadafi fez o bem à Líbia, apesar de seu comportamento grotesco, seu mau gosto consumista e dos seus arroubos de terrorista. Deu ao seu país quarenta e dois anos de paz em uma região em que a paz é um bem raro. E também prosperidade. A Líbia, sob seu comando, era uma das economias melhor administradas da África. Sua presença pacificadora garantiu a prosperidade fornecida pelo farto petróleo.

Quem derrubou Kadafi? Certamente não foram os rebeldes, minoritários de tribos minoritárias, eles que, inicialmente, eram mal armados e mal treinados. Kadafi foi derrubado pela vontade da França, que obteve o nihil obstat de Barack Obama e o apoio da Otan. A França fez uma guerra de conquista. No começo, as forças da Otan limitaram-se a neutralizar a Força Aérea Líbia, que lhe dava absoluta vantagem sobre os rebeldes, e a sua marinha de guerra. Há notícias de que tropas de elite da Otan também entraram em ação. Em suma, estamos diante de um golpe de Estado perpetrado por potências estrangeiras, usando como gendarme o arremedo de revolucionários maltrapilhos. O primeiro navio com o petróleo da área conquista teve como destino a França, fato que simboliza o real motivo da guerra: pilhar o petróleo líbio.

Estamos diante de um ato novo de imperialismo, o renascer dos velhos tempos, anteriores à Segunda Guerra Mundial, em que as potências européias invadiam países militarmente mais fracos para tomar à força suas riquezas. É isso que estamos vendo acontecer com a Líbia. E por que a Líbia? Porque ela combina três fatores: riqueza abundante, fraqueza militar e um governante antipático ao Ocidente. Foi o mesmo que tirar pirulito de criança. Claro, a Líbia sempre esteve na esfera de influência francesa, que viu sua hegemonia minguada com o voluntarismo de Kadafi, de se aproximar da China e dar uma banana aos seus antigos “amigos” espoliadores.

Gerou-se um paradigma, que poderá ser repetido no futuro. Essa guerra foi completamente diferente da guerra no Iraque e no Afeganistão. Há motivos militares relevantes para que estas últimas tenham ocorrido. Na Líbia, pelo contrário, foi uma guerra de conquista, mais especificamente, um ato de pirataria puro e simples. A França garantiu para si fonte abundante e barata (preços politicamente administrados) de petróleo, nos termos que ela tinha com o Iraque de Saddam Hussein. Penso que a motivação francesa está calçada na forte crise econômica que atravessa a Europa. O preço do petróleo tem subido muito e o inverno se aproxima. Resolvido um gargalo econômico com o uso puro e simples da força bruta.

E se a crise se agravar na Europa, algo que me parece o cenário mais provável? A experiência na Líbia, fácil e rendosa, pode ser tentada novamente em outra parte. Claro, uma presa tão fácil não há mais, mas os benefícios podem valer os riscos. A social-democracia agoniza em desespero pelas ruas das grandes cidades da Europa. Podemos aqui até parafrasear a célebre frase de Lênin: o estágio superior da social-democracia é o imperialismo. É essa a lição mais completa que podemos retirar desse fato histórico. Quanto mais a crise econômica se agravar, mais haverá a tentação da ação direta contra países com matérias primas fartas e baratas e fraqueza militar. Melhor ainda se tiver internamente um movimento de rebelião organizado, a ser usado como aríete.

A queda de Kadafi só comprova que os velhos demônios do imperialismo, de triste memória, estão novamente à solta. Um mau sinal. Tempos de grandes perigos. Nivaldo Cordeiro

24 de agosto de 2011

O “DIA DO SOLDADO” ou um breve perfil de CAXIAS

Em nossos esporádicos textos sujamos os dedos citando patifes e patifarias, corruptos e corruptores, tramoias e golpes, mentirosos e mentirosas, verdadeiras metamorfoses matreiras e ardilosas.

Comemoramos os mais esdrúxulos dias, homenageando minorias e categorias vergonhosas, tudo pelo social, mas hoje, vamos mudar, falaremos de um HERÓI. Perdoem - nos os que já conhecem o valoroso Duque de Caxias.

O insigne brasileiro Luís Alves de Lima e Silva foi uma das mais fulgurantes personagens da história do Brasil. Sua trajetória é brilhante em todos os aspectos, aliando o soldado que se tornou a figura maior do Exército Brasileiro, escolhido que foi como o seu Patrono, pela retidão de seu caráter, pelo guerreiro nunca vencido, pelo genial estratego, mentor de manobras dignas dos mais renomados capitães da história da humanidade, trajetória enobrecida como cidadão brasileiro pelos tantos serviços dedicados ao País.

Cognominado o “Pacificador”, sua grandeza foi escrita com habilidade nas lutas pela independência, nas hábeis ações contra as inúmeras tentativas de fracionamento da unidade nacional, onde transparecem as decisões magnânimas do estadista.

Em todas as suas participações na história da Pátria se houve com grandeza exemplar, sobrelevando–se como um ícone, cuja vida baliza a trilha do idealismo, do militar que galgou os píncaros da excelência, do político probo, do homem acima dos interesses materiais, e inteiramente dedicado ao serviço da pátria.

O respeito aos vencidos foi uma das qualidades sublinhadas pelo jornalista e acadêmico Barbosa Lima Sobrinho ao nomeá – lo “O Patrono da Anistia”, em artigo no “Jornal do Brasil”, de 22 de maio de 1988.

É por demais conhecida a gloriosa saga do Duque de Caxias nos fastos da História do Exército Brasileiro, sendo reverenciado, anualmente, como “Patrono do Exército”, galardão que lhe foi conferido, pelo Decreto nº 51.429, de 13 de março de 1962, homologação justa ao maior prócer do Exército Brasileiro. Pacificador do Maranhão, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, e Estadista, foi um exemplo de integridade, de total dedicação às causas da Pátria, independentemente dos Governos que conduziam os destinos do País.

Em resgate à memória do maior Soldado do Brasil, o Ministro da Guerra, General Setembrino de Carvalho, instituiu em 25 de agosto de 1923, a “Festa de Caxias”. Posteriormente, em Aviso nº 366, de 11 de agosto de 1925, estabeleceu a data de 25 de agosto, data do nascimento do glorioso Caxias, em 1803, como o “Dia do Soldado”, justo reconhecimento ao magnífico militar, reconhecido estadista e exemplar cidadão que atingira as mais excelsas posições, cargos e títulos que emolduram uma vida de superlativa relevância e consagram a quem foi Marechal do Exército, Conselheiro de Estado e da Guerra, Generalíssimo dos Exércitos da Tríplice Aliança, Barão, Conde, Marquês, Duque, Presidente das Províncias do Maranhão e do Rio Grande do Sul, Deputado, Senador, Ministro da Guerra e Presidente do Conselho de Ministros, em ambas, por três vezes e, coroando sua incomparável trajetória, “Patrono do Exército Brasileiro”.

O ilustre e respeitado escritor Gilberto Freire, absorvendo, sobretudo o iniludível significado de sua imagem, sentenciou: - “Caxiismo não é conjunto de virtudes apenas militares, mas de virtudes cívicas, comuns a militares e civis.

Os “caxias” devem ser tanto paisanos como militares. O “caxiismo deveria ser aprendido tanto nas escolas civis quanto nas militares”.

Carlyle em sua obra “Heroes and Hero – Worship” proclamou: - “A História Universal, a História daquilo que o homem consumou neste mundo, é no fundo a história dos grandes homens que aqui obraram”.

E, entre tantas loas com as quais se possa enaltecer sua figura, valemo – nos da primorosa e sintética referência do Coronel José Fernando da Maya Pedrosa, in “O Exército e a Sociedade Brasileira”, ao consignar: - “A atuação de Caxias sugere a figura carlaileana do homem providencial”. Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

23 de agosto de 2011

O novo colonialismo na Líbia

A ação da Otan apoiando supostos rebeldes contra o regime de Kadafi, na Líbia, é o ressurgimento do imperialismo nos mesmos termos que o vimos no período anterior à II Guerra Mundial. Potências européias simplesmente se apropriam de petróleo e submetem as populações, roubando riquezas, por meio de testas-de-ferro. Kadafi garantiu quarenta anos de paz na Líbia, agora vai se abrir um período de incerteza, pobreza e mesmo fome. A França é o principal protagonista, ela que que desde a queda de Saddam Hussein perdera sua preciosa fonte de petróleo farto e barato. Tudo isso acontecendo sem uma nota de protesto na mídia internacional, sem uma denúncia, como se escravizar e matar o povo líbio fosse uma ação edificante. Nivaldo Cordeiro

22 de agosto de 2011

Políticos vão participar do reality show A Fazenda IV

"Para eliminar o ministro Pedro Novais, aperte 1, para eliminar Mário Negromonte, 2, para eliminar Paulo Bernardo, 3, para eliminar Ideli Salvatti, 4…”. Roberto Jefferson Presidente do PTB revelando em primeira mão que Dilma Roussef vai criar o espetáculo ministerial a Fazenda, com as seguintes regras, o Fazendeiro (Ministro), que não voar em jatinho, não beneficiar amigos suspeitos ou que não fraudar licitações corre o risco de ir ao 'paredon' e ser eliminado. Ah, sim e vai ter aquele deputado que nunca vota nada e falta a muitas sessões, só pensa na morte da bezerra. Brasil, um país de Todos!

Me engana que eu gosto

Aproveitando a onda de descobertas de um rosário de falcatruas engendradas no seio dos Ministérios, entidades do Estado aos serviços do petismo, por inexorável incapacidade de acobertamento, diversos patifes estão patinando nas suas imundices.

Por incrível falta de muitas coisas, de bom senso, de mancômetro, temos escutado cumprimentos à presidente por portar–se tal qual o esdrúxulo Jânio Quadros com sua vassoura de araque, recebendo loas por sua novel função de faxineira.

Ledo engano. Na sua maioria, os acusados de hoje, talvez por excesso de confiança ou por sua longa ficha corrida de gatunagens, deixaram extensos rabos de fora, tanto que as suas patifarias surgem de modestas reportagens investigativas. A podridão vem à tona sem qualquer ação ou descoberta pelo aparato policial ou judicial.

Portanto, nenhum miserável deslize foi descoberto por ação da máquina governamental.  De repente, o escândalo. E o desgoverno, pesando os prós e os contras, impedido de conter a avalanche, por imposição, e mesmo a contragosto, tem que adotar alguma medida. Daí a faxina.

A faxina dependerá do tamanho e dos laços familiares do peixe que cair na rede. Se fosse da oposição, a PF receberia a ordem de trancafiar o meliante, se não; todo o cuidado é pouco. Dependendo do trato não amigável com o indiciado, lá se vai uma pretensão por água abaixo, lá se vai a aprovação de alguma lei ou projeto de interesse do desgoverno.

Assistimos como os interesses se somam e as mais nobres atitudes rolam por terra quando acenam com a criação de uma CPI, que em geral não chega a lugar nenhum, mas que invariavelmente destampa fedorentas panelas.

Em geral, os meliantes foram selecionados e apadrinhados pelo desgoverno e seus partidos coligados. São velhos conhecidos, e amiúde fazem parte da velha herança do desgoverno anterior. Herança que contou com a valiosa colaboração da atual mandataria. É uma súcia de celerados que se eterniza no poder.

Acreditem que a faxina sempre irá até certo ponto, se chegar às dependências dos interesses de seus correligionários importantes ou nos nichos ocupados pelos seus integrantes, ela será torpedeada imediatamente, e os órgãos policiais serão tolhidos nas suas investigações.

No passado era vergonhoso como as autarquias eram usadas para o apadrinhamento de gestores escolhidos a dedo para utilizá - las aos serviços do próprio e dos partidos políticos.

Aqueles gestores, que primavam pelo desconhecimento mínimo na atividade, afundavam, literalmente, a entidade, além de utilizá-la para negócios escusos e fajutas licitações. Com a privatização, acabou -se a mamata. Aquelas empresas, livres dos seus parasitas, em geral progrediram.

Hoje, por outro lado, podemos afirmar que os Ministérios foram privatizados, ou melhor, transformados em feudos do petismo. Depois, segundo os interesses, como moeda de troca, são sublocados para os partidos amigos.

Não se enganem, estamos diante de um falso brilhante, de um raciocínio tatibitate, de uma marionete com algumas dificuldades de expressar-se. Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

15 de agosto de 2011

O Pastor cara de pau pede ajuda em rádio e TV

"Nosso martírio ainda não acabou. Até as 16h, eu tenho de levantar o dinheiro da fiança. O único patrimônio que nós temos é a nossa casa. Eu queria pedir ajuda, a quem puder ajudar, que deposite. A gente vai devolver assim que dispusermos do nosso patrimônio". O patético apelo é de Wladimir Furtado, que foi preso semana passada com mais 35 pessoas em atuação da Operação Voucher da Policia Federal.

Para continuar livre Furtado deve  cobrir um cheque de R$ 109 mil, valor estipulado pela justiça como fiança. Logo, Furtado vai estar numa destas emissoras apresentando um programa evangélico e pedindo encarecidamente aos fieis que contribuam com a obra de Deus. Muitos constroem fortunas para poucos. Os fiéis continuam sendo explorados por vigaristas que usam a fé e prometem os céus para os incautos… Em outra vida

Dilma faz governo republicano?

Eu me surpreendi com o tom governista e francamente irrealista do artigo de Denis Rosenfield de hoje, no Estadão (Princípios republicanos). O autor conclamou a oposição a apoiar o governo de Dilma Rousseff, supondo que ela está fazendo uma faxina ética e supondo que seu governo se pauta por princípios republicanos. Suas suposições são falsas e, para um filósofo de sua envergadura, um batalhador incansável na denúncia das mazelas do PT/MST nos últimos anos, confesso que me fez cair o queixo após a leitura. De entristecer.

[Indo trabalhar pela manhã ouvi no rádio a notícia de que o Governo Dilma chamou para dezembro conferência nacional sobre a causa gay. Ora, um governo que se pauta por princípios republicanos não pode tomar partido por uma causa religiosa, custeando um mega evento com verbas públicas. O gaysismo, como o abortismo, é bandeira do ateísmo militante de corte nitidamente religioso, que quer se impor aos demais credos abraçados pelos brasileiros, sobretudo os de vertente cristã, contrários ao ataque ateísta apoiado pelo governo.]

Toda a era do PT no poder, desde 2002, tem sido a negação da propaganda ética que o partido fez para chegar ao poder. O momento mais conspícuo foi o do mensalão. E temos visto reiteradas tentativas que estabelecer a censura à imprensa, como eu mesmo pude testemunhar por ocasião de uma outra conferência nacional, de triste memória (Confecom). No episódio da recente queda de Antonio Palocci, subitamente enriquecido por meios ignorados e suspeitos, vimos o empenho da Sra. Presidente em segurar o ministro do poder, contrariando tudo que se entende por valores republicanos.

O que temos visto é uma luta surda dentro da base de apoio de Dilma Rousseff por cargos, poder e áreas de influência. A própria presidente declarou-se surpreendida pela ação da Polícia Federal, que prendeu dezenas de pessoas no Ministério da Agricultura. Claro que a declarada ignorância não convenceu a ninguém, menos ainda aos atingidos. O ministro da Justiça também posou de marido traído e, a modo de confirmar tais falsas surpresas, membros da Polícia Federal têm se comportado como se suas atividades profissionais estivessem sendo prejudicadas pela ação do comando político. Vejo em tudo isso um grande circo. A Polícia Federal, ao empreender ações que têm por alvo agentes políticos, se comporta como polícia política. Seus alvos são preferenciais. Basta lembrar que, em todos os episódios em que partidários do PT foram denunciados, como no mensalão, a Polícia Federal ou foi ausente ou foi nula. Seu rigor tem sido usado sempre contra os desafetos do PT.

O próprio Denis Rosenfield tem escrito ótimos artigos denunciando as preferências nada republicanas do PT pelos sistemas de cotas raciais e “sociais”, inclusive pelo revisionismo da propriedade da terra para quilombolas e para índios, em prejuízo da maioria da Nação, criando quistos raciais e até mesmo extra-nacionais, inexistentes até então no Brasil. É o oposto da prática republicana de defender o bem geral. É essa militância pelo bem comum nos antigos artigos que tem tornado o filósofo gaúcho figura querida em meio aos brasileiros de bem, preocupados com os destinos do Brasil.

O filósofo chegou a ser patético ao escrever, em defesa do suposto republicanismo do Governo Dilma: “Isso, porém, exige das oposições uma conduta responsável. Devem fazer frente comum com o governo, não procurando fustigá-lo partidariamente. As oposições não deveriam fazer oposição como têm feito durante os últimos nove anos, imitando o que o PT tinha de pior.” As oposições nada têm feito de eficaz contra o governo, esta é a realidade conspícua, até porque não dispõem nem de força e nem de vontade para isso. Estão castradas. Piormente, quem está contra as ações supostamente moralizadoras da presidente não são as oposições, mas a mal afamada “base aliada”, os atingidos diretamente pela suposta faxina. Denis Rosenfield deveria fazer apelo a Michel Temer, a José Sarney, a Waldemar da Costa Neto. O filósofo gaúcho terá sido tomado de súbita cegueira? Anda desinformado?

E concluiu o artigo de modo ilógico e francamente inaceitável: “Isso significa que, no caso em questão, as oposições deveriam partir para um apoio ao governo Dilma em torno de princípios, abandonando até mesmo a ideia de CPI. Para que uma CPI, se os responsáveis foram punidos e as maiores falcatruas já apareceram? Na situação atual, trata-se apenas de uma forma partidária de fustigar o governo, fazendo o jogo dos descontentes com a faxina, o dos infratores. Apenas estes poderiam tornar viável uma CPI.” Ora, se o apego ao republicanismo e à faxina é, de fato, veraz por parte do governo – e do próprio filósofo travestido e arauto do poder – que se façam tantas CPIs quantas forem necessárias para restabelecer a moralidade. Governos empenhados na moralização não teriam, por suposto, nada a esconder.

A democracia sairia engrandecida e os ideais republicanos enobrecidos se no Congresso Nacional a questão das falcatruas, afinal todas elas oriundas das hostes governistas, do PT e da sua base aliada, fosse investigada no poder que é o emblema da democracia e da República. Cabe à oposição ser oposição e vigiar para que a coisa pública não seja vilipendiada. Confesso que fiquei muito constrangido ao ler o apelo de Denis Rosenfield. Nem Lula seria capaz – incapaz que é – de fazer apelo tão obsceno. Sua mudança de posição em relação ao governo do PT foi total. Nivaldo Cordeiro

13 de agosto de 2011

É grave a crise política

As operações policiais em larga escala abriram um fosso entre o governo e sua base aliada. O "Centrão", liderado pelo PMDB, sempre teve na indústria de propinas o seu objetivo e o seu meio de sobrevivência. Querer moralizar destrói o pacto político.

Ademais, o PT é muito mais corrupto do que a base aliada, de modo que não tem moral para querer prender corruptos. Brasília deveria chamar-se Propinópolis. Dilma criou para si grave crise política. Espero que seja um crise "não planejada". Uma situação de falta de governança é perigo institucional e um convite para aventuras cesaristas. Nivaldo Cordeiro

4 de agosto de 2011

Hey, dee dee, take me back to piauí

Nelson Jobim o demissionário ministro da Defesa  afirmou que admira Juca Chaves, e que vai imitá-lo mudando-se para o Piauí, juntos vão cantar  o hit de Juca “hey, dee dee, take me back to piauí". Jobim não quer nem ouvir falar de manga, ele acha que quem provou quase morreu, quanto a  sua saída do governo Dilma, Jobim disse que vai tirar uns dias de folga, ocasião em que vai ouvir a dupla Jacó e Jacozinho cantando “Eu não quero mais pipino”.

Governo faz licitação para compra de GPS

Por solicitação de Gilberto Carvalho, ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência, o governo Dilma faz licitação para compra de GPS. O objetivo é dar a cada ministro um aparelho para que eles se localizem em Brasilia. Carvalho teve a brilhante idéia depois do ministro demissionário da Defesa Nelson Jobim ter afirmado em entrevista a revista Piaui que a ministra da Casa Civil Gleise Hofmman não conhece Brasilia e que a ministra das Relações Institucionais Ideli Salvatti é fraquinha.

O ministro do Turismo Pedro Novais que é maranhense, mas mora no Rio se entusiasmou com a idéia e solicitou logo 49 aparelhos para ele e assessores, quanto a Ideli ela desmente categoricamente Jobim dizendo que precisa é perder uns quilinhos, uma vez que está bastante acima do peso. Eita, quanta fofoca!

3 de agosto de 2011

Consequências geopolíticas do acordo

É preciso decifrar o enigma que esconde os motivos reais que levaram os membros do Partido Democrata e o próprio Barack Obama a aceitar o acordo na hora derradeira. O default nos EUA traria conseqüências catastróficas para o mundo todo e o meu cenário mais provável é que o dólar seria imediatamente desacreditado como a moeda das trocas internacionais. Impacto de um tsunami sobre o comércio mundial, que poderia regredir, empobrecendo instantaneamente todas as nações. Veríamos multidões de famintos em poucos dias, como aquelas registradas nos memoráveis filmes de Charles Chaplin.

A esquerda dos EUA não quis pagar esse preço. Seu projeto de governo mundial e de redução do poderio da Nação norte-americana prevê passos homeopáticos, não movimentos abruptos. Um gesto tresloucado desses colocaria o país na iminência de uma guerra civil. Não preciso dizer da gravidade da situação.

Houve uma ruptura, com o acordo, que basicamente tem dois pontos: uma mínima margem de elevação de endividamento, que impede na prática a gastança adicional e a realização dos nefastos bailouts, que vimos acontecer nos últimos anos, e a decisão de fazer cortes profundos nas despesas. Significa: o abandono das políticas caras à social-democracia e aos que querem implantar o governo mundial. Em um século de história, desde a virada do século XIX para o século XX, os EUA jamais fizeram essa combinação de políticas. Nenhum governante teve barrado o privilégio de expandir a dívida e, ainda que por momentos tenha havido redução pontual de impostos, o movimento secular tem sido de elevação. O fato cristalino é que tanto o Partido Democrata como o Republicano comungavam de idéias a respeito da gestão da economia, no rumo do socialismo.

O projeto mais óbvio da escalada da dívida e das emissões nos últimos anos era mesmo retirar o dólar como moeda das trocas mundiais, de forma paulatina e controlada, abrindo terreno para uma eventual criação de uma moeda globalizada, o fundamento do futuro governo mundial. Não deu tempo, a crise precipitou os acontecimentos e, pela graça de Deus, de novo e de novo levantou-se uma maioria consciente que abortou essa loucura. Penso que os globalistas, como Clinton e Obama, vão ter que esperar ao menos cinqüenta anos para fazer retornar essas idéias insensatas para o eleitorado norte-americano. Os tempos são dos conservadores.

Os globalistas tiveram seu projeto profundamente prejudicado. Com os conservadores controlando o Estado norte-americano seus planos malograram.

Consertar os estragos dos socialistas, todavia, não será indolor. É provável que a taxa de desemprego cresça e que os “sócios” do Tesouro que perderem suas rendas enfrentarão situação de miséria. Paciência! Colhe-se o que se planta. Isso é necessário para que a economia retome o rumo saudável do Estado mínimo, de incentivo à livre iniciativa, da desregulamentação, do fortalecimento do dólar. É o resgate da responsabilidade individual e do empreendedorismo como fonte do bem estar econômico.

O acordo de Obama foi uma rendição incondicional. Uma capitulação política, que é também uma capitulação ideológica e intelectual. É o triunfo das idéias conservadoras sobre a alienação socialista. O sensacional é que tudo se fez dentro da ordem democrática e ao abrigo das instituições. O requisito essencial foi a consciência cívica do eleitorado norte-americano, que elegeu os imprescindíveis membros do Tea Party, algo que precisa ser sublinhado. É tudo que não temos no Brasil, onde a idiotia esquerdista virou unanimidade.

O fortalecimento do dólar colocará novamente os EUA na sólida liderança do mundo “livre”. Sim, livre se comparado com o totalitarismo chinês e a ossificada esquerdista União Européia, com suas multidões de vagabundos vivendo do trabalho alheio.Notícia melhor não poderíamos ter do cenário mundial. Nivaldo Cordeiro

Eu não sou cachorro, não

Desde que deixou o ministério dos Transportes  o Senador Alfredo Nascimento (PR) estava recolhido em silêncio e insignificância, ontem soltou o verbo da Tribuna do Senado. Nascimento parecia um menino mimado e birrento e mandou um recado todo choroso a presidente Dilma. Num poço de mágoas o senador encarnou o cantor brega Valdick Soriano fazendo uma interpretação magistral.

 

Eu não sou cachorro, não
Pra viver tão humilhado
Eu não sou cachorro, não
Para ser tão desprezado

Tu não sabes compreender
Quem te ama, quem te adora
Tu só sabes maltratar-me
E por isso eu vou embora.

2 de agosto de 2011

Acordo é morte política de Obama

Os artigos reproduzidos no Estadão de Paul Krugman e de Thomas Friedman, partidários notáveis da mídia norte-americana da causa do Partido Democrata e de Barack Obama, confirmam com o acordo feito para elevar o teto da dívida foi na verdade uma rendição. Morre o modelo social-democrata, renasce, depois de pelo menos um século,o modelo liberal-conservador.

O sonho esquerdista de acabar com a Lei da Escassez mostrou-se impossível. De novo a América dá mostra de grande vitalidade política ao fazer a transição negociada. Basta ver o que se passa na Europa, onde os fatos determinam a agenda política e não o contrário. No continente europeu a crises são superadas com muitas dores e sem que a elite política proponha o enterro da alucinação social-democrata. Lá tudo será mais difícil. Friedman e Krugman são a viúvas carpideiras da morte da social-democracia. Nivaldo Cordeiro

Construindo a vida

As pessoas são pedras colocadas por Deus em nossas vidas. Como há diferentes qualidades de pedras, assim há diferentes qualidades de pessoas, devemos nos aproximar daquelas que fortalecerão a nossa vida, que nos ajudarão a construir os alicerces para a casa do futuro, e depois de pronto cercar a casa com as outras pedras que sobraram. Vê que não ficou nenhuma pedra sem utilidade? Assim é a vida.

Obama e a responsabilidade fiscal

Finalmente um acordo? Assim os principais jornais de hoje abriram suas manchetes, mais parecendo torcida do que informação. Ninguém sabe exatamente ao certo o que está rolando nos bastidores da Casa Branca. A mídia engajada na causa social-democrata, inclusive aquela do noticiário das TVs, ainda está incrédula com a capacidade de um bando de caipiras conservadores, organizados em torno do movimento Tea Party, de ter não apenas impedido a alucinação dos operadores econômicos da social-democracia – nos EUA liderada pelos Partido Democrata – e sua crença de que é possível acabar, ou ignorar, a Lei da Escassez, a lição elementar de qualquer economista iniciantes.

Os termos do suposto acordo ainda não estão inteiramente claros, mas o ponto essencial é duplo. De um lado, nenhuma menção a qualquer elevação de tributação, fato econômico novo mais sensacional em pelo menos cem anos. É a vitória esmagadora dos conservadores, que finalmente impuseram aos democratas a tese mais preciosa de que é preciso acabar com o roubo estatal na forma de impostos. Do outro, a decisão, também imposta, de cortes de gastos públicos em cifras trilionárias, fato também sem paralelo. Lembremos que há dois anos os chamados bailouts eram alegremente executados e toda sorte de irresponsabilidade fiscal praticada em nome do combate à crise. Novamente a agenda do Tea Party, integral. Na América o naufrágio completo da social-democracia alucinada está se dando pelo instrumento da razão e dentro da ordem democrática.

Portanto, estamos aqui diante de dois projetos de Estado, um que fracassou, o social-democracia e sua mentira de que sabe superar a Lei da Escassez, e o conservador, triunfante, que exige a redução do Estado e o cultivo da economia de mercado. Na Europa acontece a mesma necessidade, mas lá falta o elemento político organizado capaz de proceder à transição de forma organizada e negociada. Os casos de quebra técnica dos países estão impondo o abandono da irresponsabilidade fiscal do projeto social-democrata à força, mas contrariando o desejo e as crenças das elites políticas e econômicas e das massas mobilizadas em greves alucinadas contra a realidade.

É claro que a derrota política de Obama é espetacular. Todavia, saúdo a sua capacidade de negociar um acordo, o único possível, que enterra suas mais profundas convicções políticas e que tem sido seu discurso político-eleitoral desde sempre. Ao menos não fez a política de terra arrasada e está fazendo a retirada organizada. Evidente que toda essa metamorfose econômica terá profundos impactos eleitorais. Os conservadores, ao imporem sua agenda, dão a largada à frente para as eleições do ano que vem.

Os tempos agora são de disciplina fiscal, de Estado mínimo, de racionalidade na condução da coisa pública, do cultivo dos valores da economia de mercado. Juro que há seis meses eu nunca imaginaria um cenário desses, tão benigno, tão emblemático, tão paradigmático. O exemplo americano será certamente imitado pelas demais economias do planeta. A razão prevaleceu. A realidade prevaleceu. A mentira social-democrata está sendo impiedosamente enterrada, para o bem geral da humanidade. Nivaldo Cordeiro

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