31 de julho de 2011

O Palestrante, a ESG e Jonathan Swift.

O célebre romance do escritor irlandês Jonathan Swift, “As viagens de Gulliver”, e também um clássico da literatura inglesa, é uma tremenda sátira à época, que aborda outras passagens além do Gulliver entre os liliputianos, e que se tornou a coqueluche dos contos e filmes infantis, contêm outras interessantes estórias pouco conhecidas.

Lembraremos de uma. Aquela em que os cidadãos absortos em seus próprios pensamentos, dedicados ao estudo de problemas insolúveis, procurando mergulhar no amago do seu cérebro, olham fixamente para a ponta do próprio nariz. E ficam, entretidos no seu hábito, definitivamente, estrábicos.

Semelhante costume, levado aos extremos, desvirtuou-lhes a visão, e para evitar as colisões entre si e com os mobiliários, passam a andar portando na mão uma extensa vara com uma bola na ponta. Parece que uma bexiga de vaca.

Assim, semi-cegos vão batendo sua vara bexigosa nos outros e nos objetos, procurando evitar alguma desastrada trombada. Mas deixemos de divagações, e passemos ao nosso comentário.

Muitos alegam que a Escola Superior de Guerra (ESG) está ultrapassada. Seria a hora, sob a égide de uma nova visão social, de injetar modernidade e reflexão àquela casa de profunda meditação.

A ponta de lança foi o Stédile, como não saiu sangue, após o plantio da viçosa semente que germinou no coração de importantes e influentes esguiamos, nada melhor do que convidar um mestre para sacudir o lauto e letrado auditório com lições e verdades surpreendentes.

Esperamos que, após o evento, professores e alunos/estagiários, literalmente, caminhem embevecidos como se andassem nas nuvens.

E pasmem, falou sobre o papel dos militares na Estratégia Nacional de Defesa (END), tema de total desconhecimento do público militar. Foi, sem sofismas, um banho.

Torcemos para que a data de ontem, doravante, seja comemorada, anualmente, como o “dia em que ele esteve aqui”. Não estranharemos que, além da costumeira placa, sua vistosa estátua celebre a magna data.

Quem deu a brilhante ideia? Não sabemos. Um iluminado? Um luminar?

O ser humano é, inegavelmente, uma caixinha de surpresas. Individualmente, somos capazes das maiores e dignificantes propostas, mas cretinos o suficiente para propormos as mais degradantes soluções, atividades, leis, e assim por diante. Até aí, nada de mais.

Contudo, levada a proposta à apreciação do grupo, as pessoas de bom-senso podem abismar-se que outros viventes tenham endossado a idiotice. Até aí nada demais, a bandalheira, por vezes, segue em frente.

Apresentada a peça ao alvedrio da autoridade, que eventualmente pode ser constituída por um grupo de notáveis, ao abonar a estupidez, sua decisão soa como o fim da picada. Aí sim, tudo haver.

Por certo, pesando os prós e os contras, acreditamos que as autoridades tenham concluído que o elevado saber do palestrante, pelo muito que ele tem feito em prol da Pátria, seria de extrema valia, sem contar a simpatia que a vetusta Escola irá obter no seio da esquerda nacional. Sem dúvida, pressentimos o evento como mais um tremendo avanço.

Marchamos resolutos, agora com a valorosa contribuição da ESG.

Ah, quanto aos vesguinhos do Swift, dizem as más línguas que continuam andando por aí, olhos fixos na ponta do nariz, com sua vara com a bexiga de vaca na mão, batendo aqui e acolá, às vezes acertando passantes que nem nós, que não temos nada com a sua distorcida visão. Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

29 de julho de 2011

Mergulhados no vício

A recente prematura e dramática morte da cantora Amy foi um estridente grito de alerta para o nosso nojento vício, e mostrou como o consumo desvairado de entorpecentes pode inebriar, e proporcionar instantes de incontido prazer e deleites orgásticos pontuais, mas levar à ruina, à degradação, à morte moral e à putrefação ainda em vida.

Diante do infausto, impõe- se redobrados cuidados. Se não pararmos, ainda sucumbiremos disso. E nossas futuras gerações, também. Nós e milhões de brasileiros estamos nos últimos degraus da decadência humana. Fomos escravizados por prazeres passageiros e palavras enganosas.

Os traficantes sabem como somos dependentes, acostumados a injetar nas veias doses letais dos mais variados estupefacientes, e nem ligamos. Acorda, incauto Brasil!

Há décadas, embriagados pelos alucinógenos e entorpecidos pela mágica dos populistas, passamos a ingerir pequenas doses que se tornaram cavalares e a viver em outras galáxias, e ficamos viciados em qualquer droga que nos ofereçam.

Por falta de opções, fomos degradando, aviltando, e hoje temos que aguentar a droga da metamorfose ambulante, a droga da guerrilheira, a droga do congresso, as arrepiantes decisões do judiciário e os abusos dos estupradores da moral. Tudo, sem um ai.

Assim, não há veia que aguente. Em suma, somos viciados em porcarias.

Por quanto tempo será possível sobreviver a tanta intoxicação? Percebem-se os efeitos colaterais do entorpecimento, a perda do bom-senso, a falta de honestidade, de dignidade, a falência da indignação e o descaso com todo o tipo de devassidão.

Sim, somos viciados e, sem nenhuma ou pouca possibilidade de recuperação. É triste, mas é a pura verdade. Enlouquecidos pelo vício, nada mais importa, nem que a mula manque, o que eles querem é nos rosetar.

Reviramos os olhinhos à simples menção “de nunca na história desse País...”, deliramos com as propagandas, nos apegamos às mentiras, pois se o governo anunciou na mídia, passou a ser verdade. Diariamente, somos brindados com novas conquistas, repetitivas inaugurações, com novos feitos. O céu é o limite.

Mas quem se preocupa se forem falsos, superestimados, e que bradem que este é o Brasil de todos? O da propaganda sim, o real não. E não nos perguntem o que o desgoverno fará por nós, mas o que faremos por ele. E nós, em uníssono e, totalmente chapados, responderemos felizes, “pagaremos os mais altos impostos do planeta, aplaudiremos promessas e viveremos na doce ilusão, de que afinal de contas, como Deus é petista, tudo vai dar certo”.

Vivemos na ilusão dos discursos (até as pregações de Jesus Cristo sofreram recentes reparos), dos foguetórios, engolimos o PAC com sofreguidão, entramos na orgia dos estádios, preferimos templos do esporte bretão às escolas, às universidades, nos alucinamos com corrupções, sonhamos com uma viagem alucinante no trem–bala, estamos, desde já, gastando as riquezas do pré-sal, e a cada manhã, como dose de psicotrópico matinal, aguardamos o escândalo nosso de cada dia.

Inapelavelmente drogados, numa alucinação de dar medo, vemos o ex adentrar na ESG para mais um espasmo de populismo. É terrível, é tétrico, pois o gajo, no nosso delírio, é aplaudido de pé, como o Stédile.

Sim, é melhor acordar antes que o pesadelo se torne realidade (já é). Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

27 de julho de 2011

A mensagem de Oslo


Os atentados sangrentos de Oslo, que ceifaram dezenas de pessoas, fizeram soar os sinos de alarme. Como nos anos Trinta estamos vivendo de novo a ascensão da Besta Loura de que nos falou Nietzsche. De novo e de novo Mefistófeles, o "Demônio do Norte", fez sua turnê sobre a Europa e sobre o mundo. O atirador é claramente um louco, mas são os loucos aqueles que são os mais sinceros e refletem os movimentos profundos da alma coletiva.

Observemos os resultados das últimas eleições nos paises europeus. Veremos que o racismo é o seu denominador comum, não o mero racismo social, que temos por aqui, mas o racismo letal, elevado à condição de razão de Estado. Vivemos a síndrome de Ricote. Melhor ler de novo os grandes livros da literatura, especialmente o Dom Quixote, de Cervantes, o Fausto, de Goethe, e o Doutor Fausto, de Thomas Mann. Eles nos legaram o mapa do caminho para compreensão do drama de nosso tempo. Nivaldo Cordeiro


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25 de julho de 2011

Peter Drucker e o liberalismo


“O segredo e a existência de nossa era não são a libertação e o desencontro do eu. Do que ela representa, o que deseja, o que criará – é o terror”. Thomas Mann, em A Montanha Mágica
Foi que grande prazer que reli trechos do livro Melhor de Peter Drucker: Homem, Sociedade, Administração (São Paulo, Editora Nobel, 2001). Meus leitores devem se lembrar da resenha que fiz de outro livro dele, no qual sublinhei ter sido Drucker o único autor que, ainda nos anos setenta, fez o diagnóstico correto da sociedade norte-americana, apontando seu caráter coletivista, e foi ele o profeta da crise que se instalou desde 2008 (Economia Política da Crise). O autor fez o seguinte diagnóstico:
“1. A economia baseada em produtos primários “desatrelou-se” da economia Industrial;
2. Na própria economia industrial, a produção desatrelou-se do emprego;3. Os fluxos de capital e não o comércio de bens e serviços tornaram-se o instrumento e a força motriz da economia mundial. É possível que os dois não tenham se desatrelado, mas o elo ficou bastante solto e, o que é pior, totalmente imprevisível.Essas mudanças são permanentes e não-cíclicas.”
Drucker não tinha ainda vivido para ver o deslocamento de parte importante da base industrial dos EUA para a China, fenômeno que não tinha como imaginar. Em paralelo, multiplicou-se nos EUA (e no resto do mundo) a clientela do Estado, sob muitos pretextos – raciais, de sexo, recrutados para as guerras –, de tal modo que uma vasta camada de desocupados ou improdutivos passou a viver de renda estatal. Sem nenhum planejamento e até mesmo consciência do processo, os EUA construíram uma sociedade de bases coletivistas, que agora está em crise.
Drucker foi verdadeiramente clarividente quando escreveu: “A terceira mudança fundamental é o surgimento da economia simbólica — movimentos do capital, taxas de câmbio e fluxo de crédito — como diretriz da economia mundial, no lugar da economia real: o fluxo de bens e serviços — e acima de tudo, independente desta. É a mais visível e, no entanto, a menos compreendida das mudanças.” Diante dele desenvolvia-se a economia mefistofélica do dinheiro falso, ancorada nas teorias dos irmãos siameses Milton Friedman e Keynes.
Coloco esse assunto como prolegômeno deste artigo. Peter Drucker foi muito mais do que um teórico da Administração. Foi um filósofo que percebia com muita nitidez o que se desenrolava ao seu tempo, que é o nosso tempo. Adiante ele vai incursionar pela filosofia política e aqui foi incisivo:
“É tido quase como um axioma na literatura política e histórica nossa liberdade ter raízes no Iluminismo e na Revolução Francesa. Essa crença é de tal modo generalizada, sua aceitação tão completa, que os descendentes do racionalismo do século XVIII apropriaram-se da palavra Liberdade, denominando-se liberais.”
E mais: “Há uma linha reta que liga Rousseau a Hitler — uma linha que abrangeRobespierre, Marx e Stalin. Longe de serem as raízes da liberdade, o Iluminismo e a Revolução Francesa representam as sementes do despotismo totalitário que hoje ameaça o mundo.”
Claro que Drucker, como todos os grandes intelectuais do seu tempo, investigava a causa final do totalitarismo. E a achou. Ao contrários dos liberais tolos que enveredaram pela senda dos direitos humanos e da crença essencial no Estado como ente (ainda que reduzido) que pudesse salvar os homens dele mesmo, Drucker, como Leo Strauss, Eric Voegeline e outros filósofos do mesmo nível apontaram o dedo na direção certa: Roussseau e, com ele, toda a tradição totalitária que remonta a Epicuro.
Se Drucker aceitava as teses do livre mercado e do liberalismo econômico, não podia deixar der ver na vertente liberal o elemento revolucionário da mesma natureza que o marxismo. Ao escrever essas linhas provavelmente atraiu contra si a ira de muitos dos contemporâneos. Pode-se perceber que, do ponto de vista da filosofia política,Drucker foi essencialmente um conservador. Argumenta então duramente contra a razão, essa deusa entronizada pelo Iluminismo, ficando subentendido na exposição que forças superiores atuam na história. Ele completou:
“Todos os dogmas básicos do racionalismo durante os últimos cento e cinqüenta anos não foram apenas irracionais, mas basicamente anti-racionais. Isso foi verdade no racionalismo filosófico dos iluministas que proclamava a racionalidade inerente do homem e no racionalismo utilitarista da geração de 1848 que viu na ganância do indivíduo o mecanismo pelo qual a “mão invisível” da natureza promovia o bem comum. E é particularmente verdade no racionalismo do século XX que considera o homem determinado psicológica e biologicamente. Cada um desses princípios neganão só o livre-arbítrio, como também a razão humana. E cada um desses princípios pode ser transformado em ação política apenas pela força e por um governante absolutista.”
Recuperar essa análise de Peter Drucker é essencial no momento, pois a crise que se desenrola está fazendo com que esses liberais “absolutistas” voltem com seus argumentos de outrora, sofismando ao dizer que o totalitarismo tem os meios para fazer superar as crises. Estamos vendo a Europa e o euro derreterem. A verdadeira raiz da liberdade está no movimento conservador, que ele corretamente apontou ser aquele que realizou a Revolução Americana. Os economistas de fachada liberal, apoiados em Friedman e Keynes, insistem em apregoar que sabem os caminhos que minoram o sofrimento humano, desde que tenham o poder absoluto para implantar o que julgam ser o mais racional. Mais Estado e não menos Estado, o chamado Estado mundial, é por isso que clamam os supostos liberais no momento, baseados em seu utilitarismoconsequencialista. Ler Drucker é um antídoto contra essas tentações totalitárias.
A conclusão de Peter Drucker não pode ser esquecida: “O mergulho de Rousseau no absoluto irracional tornou os conceitos básicos do Iluminismo politicamente eficientes.” Cabe lutar para que, de novo e de novo, o totalitarismo não triunfe. É uma questão de vida ou de morte. Nivaldo Cordeiro

24 de julho de 2011

As formas de corupção no Brasil

A corrupção no Brasil não se restringe aos flagrantes grotescos do Ministério dos Transportes e nem aqueles do tipo filmado no Correios, com o funcionários subalterno embolsando pequena quantia. Temos também a corrupção endêmica pela admissão maciça de funcionários públicos, não sujeitos a demissão. O jornal dos concursos é hoje mais impostante que o caderno de emprego dos grandes jornais. E instrumentos como a política monetária. O Brasil paga as maiores taxas de juros do mundo apenas para manter a ligação revolucionários petistas e banqueiros, que foram os pagadores do mensalão. Lembremos que o dinheiro do mensalão saiu da emporesa Visanet. O fascismo em marcha no Brasil é igual ao congênere histórico: plenamente corrupto e prenhe de grande violência. Nivaldo Cordeiro

Obama x Te Party

Um fato histórico da maior relevância é o cabo de guerra ora em disputa entre Barack Obama e os republicanos inspirados no Tea Party, a respeito da expansão, ou não, do limite da dívida pública. Situação histórica única, ao menos desde o final da II Guerra Mundial. Não deixar o Estado se endividar mais e não permitir a elevação de impostos é a realidade enquanto tal, a sanidade política e econômica. Mas desde o Pós-guerra governos de todo o mundo abandonaram o real e mergulharam na aventura inflacionária desenfreada. Felizmente uma elite conscientes nos EUA está sendo capaz de dar um basta na loucura. Enquanto isso, a Europa encontrou seu basta na crise da dívida, que tem na Grécia seu caso laboratorial. Não é dado ao homem abolir a Lei da Escassez. Nivaldo Cordeiro

A Máfia às avessas

Nos EUA, a máfia durante décadas simbolizou o cúmulo da bandidagem. A ferro e a fogo os gângsteres atuavam em todas as áreas da ilicitude, inclusive, nos seus primórdios de crime, “vendiam proteção”. Donos de biroscas e botequins que não pagavam a proteção levavam uma sova e os malfeitores depredavam o seu estabelecimento. Depois, só pagando.

Com o passar do tempo a máfia expandiu-se. Havia os capos setoriais e o capo supremo, para quem eles enviavam parte do butim.

Abençoados com tanta riqueza, para lavar o dinheiro facilmente arrebanhado, passaram a explorar negócios de honesta fachada, onde podiam ganhar algum de forma lícita, e também escamotear os ganhos ilícitos.

Para não serem perturbados, molhavam a mão de muita gente. Policiais, Delegados, funcionários de órgãos repressores e fiscalizadores, todos eram aquinhoados com abonadas esmolas. Idem juízes, advogados e tantos quantos pudessem tornar tranqüila a vida dos mafiosos.

No Brasil, por ser um País visceralmente avesso aos EUA, a brava gente brasileira resolveu inverter os papeis. A nossa máfia, não achaca pequenos comerciantes, ela paga regiamente, pois ela deu prioridade aos crimes do colarinho branco em detrimento dos tradicionais crimes de extorsão. Lembrem-se do MENSALÃO.

Assim, como lá, a coisa nossa (Cosa Nostra) não é acossada pelos órgãos repressivos ou fiscalizadores, aqui eles já estão cooptados ou são partícipes na partilha. Fazem parte da grande famiglia, são “tutti cumpanheiros”, que seguem um rígido código de conduta: “Não sei de nada, não vi, não...”. Já vimos este filme.

Aqui, como lá, temos um grande capo e pequenos capos que dominam feudos. Temos 38 (?) feudos e um capo geral (Casa Civil?).

O que fazer? Bom, como os encarregados de qualquer repressão e fiscalização (Ministério Público? Receita Federal? Polícia Federal?) são omissos ou coniventes, nada poderá ser feito.

A nossa esperança repousa num resto de jornalismo responsável e investigativo, que por vezes, descobre coisas do arco da velha, e surpresa, sem ter o aparato, mesmo o legal previsto em lei inerente aos órgãos policiais.
Sem lenço e sem documento, os seus repórteres chafurdam os criminosos e seus crimes contra o patrimônio público, contra a população, os desvios dos recursos do Tesouro Nacional, destampam panelas e descobrem um mundo de podridão.

Como já disse um ex- presidente, “é uma imprensa que merece ser controlada, pois é contra o nosso governo, contra o povo”. Graças a eles, ou lamentavelmente (muita gente não gosta de saber) já foram destampadas duas panelas ou latrinas, a da Casa Civil e, recentemente, a do Ministério dos Transportes. Faltam 37.
Oxalá, aqueles periódicos tenham fôlego e estomago para adentrarem e perscrutarem outros feudos e mini feudos, como o dos Correios e Telégrafos, por exemplo, sem esquecer o da Infraero, o do...

Alguns outros feudos poderiam ser vasculhados, como o do INCRA, o da FUNAI, da Petrobras, entre outros. As perspectivas são extremamente promissoras.

Cremos que a Presidente, após as averiguações das reportagens investigativas seria obrigada a fazer uma limpa tão grande, que o seu numeroso séquito de cumpanheiros seria reduzido à meia–dúzia de gatos pingados, se tanto.

Antes que o País naufrague num mar de lama, apelamos para que elas escolham qualquer feudo dos tantos citados, não precisam escolher muito, por sorteio mesmo, e sigam em frente.

Se for para achar corrupção, corruptos e corruptores, maracutaias, licitações fajutas, negociatas, propinas, qualquer um serve. Nenhum escapará incólume de uma boa investigação. Portanto, não se acanhem, deixem esta Nação estarrecida diante dos descomunais valores que lhes são surrupiados diariamente.

Aproveitem. Por enquanto, apenas as obras da Copa estão livres de controle. Logo, por precaução mafiosa, a medida deverá ser estendida, como nos sindicatos, para todos os feudos. Depois, nem com Bula Papal.

E a mídia investigativa que se cuide, não perde por esperar. Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

21 de julho de 2011

Revanchismo ou Vendeta

revanchismo ou vendetaEm recente texto, aventamos a hipótese de que inflama a mente da esquerda nacional um virulento revanchismo ou vendeta contra a Nação brasileira. Esta acusação poderia ser rebatida não fossem as incontestáveis ações de desmantelamento da sociedade brasileira como um dos suportes da nacionalidade e da soberania desta terra.

Impossível, não visualizar uma motivação torpe que anima os algozes deste povo, o desvirtuamento dos costumes, a preocupação em dividir para desmoralizar e, provavelmente, depois incutir novos parâmetros morais.

E como observamos, cumprem à risca e com êxito os seus propósitos. É flagrante que mergulham a sociedade brasileira num turbilhão de insensatez, incendiando ânimos, açulando espíritos, promovendo diferenças, incitando ao ódio e ao menosprezo.

As recentes reportagens da TV Band sobre a situação atual da Reserva Raposa Serra do Sol são um exemplo gritante. Lá, ficaram explícitos como prejudicar e desunir sem fazer força. No acirramento da pretensão de pequena parcela de indígenas conseguiram tumultuar, empobrecer e desmoralizar os agricultores e... os indígenas.

Chamou-nos atenção as palavras pretensiosas e até ameaçadoras do cacique macuxi Vice–Presidente do Conselho Indigenista de Roraima que foi entrevistado, e que não fosse pelo vistoso cocar, poderia ser qualquer um de nós.

Vimos como aquelas comunidades indígenas de há muito abandonaram a vida na selva e, certamente, nem pescar quanto mais caçar sabem. Seu esporte agora é chafurdar no lixo das cidades como Boa Vista.

No Mato Grosso do Sul, emerge um novo campo de atrito para alimentar a sanha da esquerda, como se abriu na área de Alcântara, antiga base de lançamento, posição privilegiada e estratégica, e que foi desmantelada para gáudio dos revanchistas da esquerda, falsamente condoídos com os quilombolas, apoiados em decisões que contrariam o próprio espírito da lei que destinava para aquelas comunidades algumas áreas do território nacional. Decisão por si, já eivada de incorreções.

Ao reescrever a nossa história, menosprezando lídimos exemplos de coragem, de cidadania, e ao disseminar falsos heróis, tripudiam na memória nacional, abrindo caminho para o turvamento das consciências, para o sepultamento do bom-senso e para a subversão da honra.

De há pouco, por coniventes leis com a bandidagem, praticamente ninguém poderá ser preso, mesmo em ato flagrante. No entanto, não se atreva a chamar de veado a um escandaloso homossexual. Se assim o fizer, o pesado braço da lei cairá sobre a sua cabeça.

Por um lado, tolerância zero, para o outro a tolerância infinita. Não custa perguntar, quantos arrolados no Mensalão foram presos? Alguém foi condenado por alguma CPI? As Comissões Éticas do Congresso condenaram alguém? O Batistti foi extraditado? O Pagot será penalizado? E o Ministro Nascimento?

Por tudo, salta aos olhos que existe um complô, que está em marcha uma determinação para prostrar de quatro esta Nação. Não duvidem, sofremos uma terrível vingança. Para muitos isto é um revanchismo.

Nós concordamos com a hipótese de revanchismo, pois a canalhice e os erros são tantos que devem ser propositais. Tanta incúria e tanta esbórnia só podem ser friamente planejadas.

A desconstrução da Nação é a desgraça que se abate sobre todos nós, e o pior, com o nosso beneplácito. Que os céus tenham piedade de nós, pois eles não têm. Gen. Bda Valmir Fonseca Azevedo Pereira

20 de julho de 2011

Anatomia da corrupção no Brasil (4)

A crise no Ministério dos Transportes, que se arrasta há duas semana, expôs o modus operandi integral da corrupção endêmica que tomou conta do Brasil. Aquele órgão público desde sempre tem sido flagrado em lances de corrupção, pois tem grandes verbas e pode financiar campanhas políticas e rendas dos líderes partidários que o controlam. O fato novo é que parece estar havendo um deslocamento do eixo de poder: Dilma Rousssef, auxiliada por Ideli Salvati, está tirando a fatia do PR na distribuição dos cargos, como se seu apoio não fosse necessário. Valdemar da Costa Neto e Alfredo Nascimento foram distrados, mesmo com a intervenção em contrário do próprio Lula, de Michel Temer e de Gilberto Carvalho. Uma tentativa de vôo solo de Dilma Rousseff? Tudo leva a crer. Aguardemos os acontecimentos. Nivaldo Cordeiro

19 de julho de 2011

O revanchismo explícito ou acorda Brasil

comunismo explicito Durante o chamado regime militar assistimos a um forte recrudescimento de siglas de ideologia comunista que se multiplicaram e clamavam para si o título de libertadoras da Nação brasileira. Como sabemos, não era verdade. Os registros implacáveis mostram que mesmo antes da contra-revolução de 31 de março, grupos em nome da ideologia marxista–leninista lutavam para a tomada do poder.

Eles eram admiradores e subordinados ao Movimento Comunista Internacional (MCI). Tiveram sua chance na fracassada intentona de 1935. Após 1960 julgavam que era chegada a hora da vingança. À época, tumultuavam, agitavam, entravam em greve, incendiavam sacudindo a Nação com seus brados de guerra, com suas foices e seus martelos.

Infiltraram-se e dominaram os sindicatos, subverteram jovens estudantes que os seguiam sem pensar, inebriados como tantos adolescentes mundo a fora. Era moda ser de esquerda.

Intelectuais foram cooptados e passaram a ser a voz dos letrados, dos filósofos, dos esclarecidos, dos cultos, dos avançados. Muitos artistas embarcaram na troupe, e atraíram multidões de ingênuos, de inocentes uteis, de sabichões e sedentos de agirem às margens da lei. Encantados, não vacilavam em roubar, seqüestrar, de quebrar a lei e infringir a ordem pública.

A história da repressão a estes crápulas, nós conhecemos. O aparato policial, sem qualquer auxílio estrangeiro, aprendendo na própria pele foi conhecendo e dominando as práticas da subversão e do terrorismo. Assim, com o sangue de brasileiros em suas mãos foram dominados, nas cidades e nos campos.

Como em 35, habilmente, mas sem “paredón”, sem matança, o aparato da repressão sufocou uma-a-uma as organizações que tumultuavam a vida nacional. Retornamos à vida democrática, e foi estabelecida uma ampla anistia.

Este poderia ser o fim de um período terrível, mas não foi. Uma medonha vergonha, uma clara verdade surgiu que eles lutavam para a implantação do regime comunista no Brasil.

Na medida em que a situação voltou à normalidade, eles voltaram mais audaciosos, agora adeptos do Gramscismo, e foram galgando postos, conquistando eleitores e, quanto mais subiam, mais o rancor da derrota ressurgia, por isso clamavam por justiça, que só viria pela manutenção e a preservação de um revanchismo implacável.

O revanchismo está aí, presente e explícito, e amiúde mostra as suas garras. Contudo, os últimos acontecimentos têm demonstrado que ele ultrapassou o ódio contra os órgãos de repressão de antanho e, acintosamente, voltou-se contra a própria Nação.

Por certo, num tacanho exame de consciência, eles devem desprezar este povinho que não lhes deu guarida, cujos ouvidos não acolheram seus feitos terroristas e criminosos, como a luta de heróis, um povo que os reconheceu como mercenários e como malfeitores. Uma gigantesca mágoa está aninhada na mente dos fracassados heróis.

Hoje, ao assistirmos o que estão fazendo com a Nação brasileira, manipulando, incutindo as práticas mais torpes, subvertendo, não seus pensamentos, aspirações ou ideologias, mas os princípios básicos do cidadão, esfacelando a família, decompondo costumes, acirrando dicotomias. Por tudo que testemunhamos, chegamos à triste conclusão, de que o revanchismo de há muito ultrapassou o ódio aos militares, e surge à nossa vista uma certeza terrível, a de que eles não sossegarão enquanto não colocarem esta Nação de quatro.

Hoje, provavelmente, se perguntados, dirão que não professam nenhum credo, nenhuma ideologia. Pode ser, seu objetivo é outro. Talvez atenda pelo nome de vingança, para outros de revanchismo, o que nos soa como mais correto.

Assim, quando perguntamos o porquê deste ódio, a razão de tantas atrapalhadas e atitudes que beiram ao suicídio da grandeza nacional, se indagarmos porque se dedicam a destruir esta Nação, subverter os seus costumes, seus padrões de cidadania, porque implantam o caos, a resposta só poderá ser, “por puro revanchismo”.

Lembrai-vos de Raposa Serra do Sol, da Base de Lançamento de Alcântara, da Reserva Ianomâmi, das Cotas, de Batistti, da “família” Gay, do PNDH 3, do 52º Congresso da UNE, dos KIT sexuais e dos primorosos livros didáticos ... ainda querem mais? Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

18 de julho de 2011

Iminente quebra da Europa

Onde escrevi um texto mostrando a gravidade do momento que o mundo vive. A razão é a derrocada da proposta política da social-democracia. Hoje o jornal O Estado de São Paulo publicou editorial no qual aponta a fragilidade dos países europeus. 24 bancos estão em situação crítica e 8 deles não passaram nos testes de estresse.  O editorialista apontou que há uma causação bilateral da crise entre tesouro-bancos-tesouro: quem quebrar primeiro leva o outro a quebrar também. O jornal concluiu que agosto poderá ser o mês fatídico. O mundo está sob ameaça equivalente àquela que viveu em 1929. Nivaldo Cordeiro

A crise da União Européia

moeda europeiaTenho escrito reiteradas vezes que a crise econômica atual é reflexo do fracasso político da social-democracia, força que ganhou musculatura desde o final da II Guerra e é o modelo político imperante em quase todo o mundo, exceto China e Cuba, comunistas (esqueço algum dinossauro?). A social-democracia é a tentativa contraditória de implantar igualdade econômica e política, ao preço da supressão da lei da escassez, o sonho socialista desde sempre. Sonho impossível, posto que essa fórmula mágica não é conhecida e não sobrou remédio que não os países adotarem a economia keynesiana como instrumento, o que equivale a implantar o truque mefistofélico tão belamente cantado por Goethe no magnífico poema Fausto, no começo do século XIX… A prosperidade inflacionária pode ser obtida, sim, por certo tempo, mas seu preço é caro. Depois da alegria do pileque embriagador vem sempre a desagradável ressaca e a respectiva dor de cabeça.

Emitir moeda em profusão é tomar pinga na boca da garrafa. É o que estamos a ver na União Européia, e não apenas; nos EUA também, que seguiram por outras formas a mesma fórmula.

Aproveito dois artigos publicados na página Três da Folha de São Paulo hoje para comentar o assunto. A Folha propôs a pergunta: A crise dos países europeus ameaça a zona do euro? Mario Ramos Ribeiro disse “Sim” como resposta, enquanto Roberto Luis Troster disse “Não”. Ao ler ambos os artigos fiquei com a sensação de que os economistas escaparam ao tema central da questão e suas repostas, aparentemente contraditórias, na verdade convergiram no essencial.

A questão central não respondida é que o modelo social-democrata inerente à zona do euro faliu. Não é possível ter um Estado tão agigantado e pagante de contas para as quais não tem recursos e nunca os terá, ainda que eleve a tributação aos céus. A social democracia vende aos eleitores a idéia de bem-estar social como sinônimo de enriquecimento fácil e ócio gracioso: acesso a serviços caros e sofisticados por toda a gente, sem a responsabilidade de trabalhar para obtê-los. Pior: o Estado quis bancar um sistema irracional de aposentadorias sem um custeio prévio consistente. Claro que déficits viriam a seu tempo e a bancarrota pública está evidente pela situação de países como Grécia, Portugal e Itália.

Do outro lado do Atlântico, os EUA debatem-se no afogamento inflacionário sem precedentes (no momento Obama precisa de autorização do Congresso para aumentar a dívida ainda mais e os republicanos, que controlam a Casa, não parecem dispostos a ceder sem um profundo corte nos gastos públicos, que decretaria o fim da social-democracia norte-americana). O festim de gastos públicos no bem-estar social (locução mal emprega, slogan publicitário enganador, eleitoral) levou à explosão da dívida pública e da emissão de moeda, à inflação.

Roberto Luis Troste, embora tenha dito “Não”, argumentou o óbvio: “Faltam também recursos e autoridade para atuar de forma contundente quando aparecerem dificuldades”. Reparem na palavra autoridade, voltarei a ela. Se faltam recursos, obviamente há uma ameaça imediata à zona do euro. O autor não se apercebeu da contradição com que argumentou, negando sua negativa. E, como a se sustentar numa escora sonambúlica, completou: “O projeto do euro é um projeto ganhador: há mais países interessados em fazer parte dele e as cotações da moeda corroboram sua força. A integração do continente avança, mas ainda é fraca”. Falso argumento porque não era essa a questão. O critério não é saber se outros governos tolos querem, ou não, entrar no festim inflacionário. É saber se o sistema se sustenta.

Sob a palavra “autoridade” vejo que Troster enxerga a solução tecnocrática de um governo central tirânico, que possa ditar a todos suas regras de gastos. Nem sei se tem consciência disso, mas o suposto de sua defesa da moeda comum é a tirania, com a abolição das autonomias nacionais. Em suma, o governo mundial sobreposto a todas as instâncias locais. O pesadelo de todos aqueles que lutam e perseveram pelas liberdades individuais.

O “Sim” de Mario Ramos Ribeiro é mais consistente e mais lógico, embora convirja com Troster para a saída tecnocrática e tirânica. Começa o artigo com uma pergunta muito pertinente: “Quanto tempo pode resistir uma união monetária sem a ocorrência conjunta de uma união fiscal? Ou, mais ainda, sem uma união política?” O autor colocou o dedo na ferida: a união monetária carrega consigo o germe do Estado totalitário, que poderá exigir o fim dos Estados nacionais e a respectiva supressão das liberdades individuais.

Em seguida, Mário Ribeiro Ramos argumento, de forma assaz equivocada: “Crises financeiras são epifenômenos. Estão apenas na superfície de uma doença mais profunda e ainda não declarada. O fenômeno, que é a própria patologia, é a ‘crise de governança’.” Claro que crises financeiras não são meros epifenômenos, são a crise em si. Mas Ribeiro Ramos afirma essa bobagem porque julga, como bom tecnocrata que é, que tem a chave para a superação dos problemas monetários. E qual é a chave? Claro, a tirania. Dê a Bruxelas o poder de dizer a cada país, e até mesmo a cada europeu, o que pode e o que não pode gastar, o quantum e em que, e aí a crise monetária tornar-se-ia mero epifenômeno. É a crença de Milton Friedman e de Keynes de que a humanidade conhece as leis monetárias últimas, bastando, para administrá-las, que se dê aos tecnocratas o poder total sobre a vida das pessoas e se transforme toda gente em escravos de um tirano mundial.

Mario Ramos Ribeiro é tão ingênuo em sua crença tecnocrático-totalitária que escreveu, sem qualquer pudor: “Governança na zona do euro requer regras do jogo bem definidas, exige um mapa contratual em que as responsabilidades e a segregação de atribuições sejam acordadas de modo supranacional, mas que não abafem o ethos nacional de cada país-membro e que, assim, possam ser razoavelmente factíveis.Governança requer instituições comuns.” Governança, nesses termos, requer apenas a tirania, nada mais. O fim das liberdades.

O que esses dois não viram é que é preciso seguir o caminho contrário ao da social-democracia: redução do Estado, deixar o cidadão cuidar da sua própria vida, de sua sobrevivência, de sua aposentadoria, de sua saúde. Não é preciso burocratas para gerir a vida prática. Essa mentira política é a raiz da crise. Ela precisa ser desmascarada, do contrário a tese de que só a tirania é que poderá superá-las pode prevalecer. Deus nos livre e guarde dessa maldição, que é a mesma pensada por Hitler e Lênin. Nivaldo Cordeiro

15 de julho de 2011

As CPIs e as Audiências Públicas e suas ridículas averiguações

Pagot, corruptoDeveríamos estar acostumados com os pomposos e pífios instrumentos democráticos empregados pelo parlamento nacional em busca da verdade. Mas, não aprendemos. Tanto as complicadas CPIs, cujos principais cargos são disputados a tapa pelos lados oponentes, como as não menos rutilantes Audiências Públicas, ambas servem, de fato, como palco para o desempenho de verdadeiros artistas e até de deploráveis canastrões, cuja única fala é um retumbante NÃO.

Vimos a fulminante atuação da ex–terrorista cognominada Isabel, quando perguntada se mentiu durante um interrogatório policial, subiu nas tamancas, ergueu a fronte e bradou sim, mediante tortura, para salvar cumpanheiros, menti . Foi aplaudida de pé, e o perguntador, após sua brilhante indagação, só se recompôs meses depois.

Ontem, 13 de julho de 2011, como em CPIs e Audiências anteriores, o acusado ou o sabatinado, como queiram, esgrimiu com rara maestria todas as indagações e dúvidas a seu respeito e acerca de seu trabalho à frente do DNIT.

Revelações surpreendentes brotaram da boca do questionado. Que as estradas estão muito bem, que os poucos buracos existentes já foram relacionados e todas as providências estão em curso para tapá-los.

Que os recursos, embora vultosos, foram empregados com parcimônia e mesmo com rígidos critérios, graças a ele, cioso gestor de polpudos orçamentos e que sua consciência determina sejam preservados, pois pertencem ao povo, e que não tem culpa que a inflação às vezes causa um sobre preço incontrolável.

O sabatinado nunca perdeu a compostura, e sob certos aspectos foi extremamente educado. Se lhe fosse perguntado se era um ladrão contumaz, responderia que não. Se furtara pirulito de criancinhas, negaria com veemência. Se alguma vez retirara esmola de um mendigo cego, rebateria com sonoro não. Quem o vira com a mão no chapéu deveria ser algum oponente político, pois estaria colocando o seu óbolo no recipiente.

Quanto às licitações fajutas negou qualquer participação e defendeu seus amigos, alegando ser capaz de por a mão no fogo por eles. Como lá não havia nenhuma fogueira, ficou por isso mesmo. No Brasil, felizmente ainda vale a palavra do individuo. Os outros são dados ao péssimo habito de mentir, de macular, ele não.

Foram sete horas de bombardeio. Foram sete horas de nãos, complementados com informações de como trabalhar bem e, silenciosamente, em prol do País.

Na platéia, a imprensa, os amigos, os inimigos, o desgoverno, curiosos, crentes e descrentes, otimistas e pessimistas, todos aguardando revelações e acusações bombásticas, que não vieram. Decepção (?).

Tivemos centenas de CPIs e Audiências Públicas e debates no Congresso ou adjacências, mas o que esperávamos? Que o sabatinado falasse cobras e lagartos, que estrebuchasse e batesse vigorosamente no peito e bradasse, perdoe–me sociedade brasileira, por que pequei?

Sim, ontem a verdade foi posta na mesa para o nosso banquete, e descobrimos que todas as acusações e insinuações contra a pobre vítima eram falsas e de pouca profundidade.

Pelo contrário, ao sabermos de viva voz os seus feitos à testa daquela agremiação beneficente, o DNIT, admiramos com redobrado fervor o Senhor Pagot. A pergunta que não quer calar é, por que diabos convocaram o Pagot?

Felizmente, as Audiências, assim como as CPIs servem para lançar uma luz nos verdadeiros heróis desta Nação. Pagot é um deles. Na próxima semana, outro herói, o Ministro Nascimento, certamente, abrirá seu coração ao julgamento público (dos Parlamentares, é bom que se diga). Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Fascismo em marcha, Perdigão-Sadia

O amolecimento do CADE com a fusão da Sadia com a Perdigão era previsível. Donos da Sadia são fundos de pensão controlados por sindicatos, que controlam o PT e o governo. Fascismo em marcha acelerada, destruindo as pequenas e médias empresas e os empregos. Aviltando os preços aos produtores e aumentando-os aos consumidores. Por isso as ações da empresa fundida sobem. Rentabilidade de monopólio. Nivaldo Cordeiro

13 de julho de 2011

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11 de julho de 2011

Ah, se fossemos do PT! Estaríamos inebriados com tantos sucessos

pt = corrupçãoÉ o emprego garantido. Se sindicalista, é juntar a fome com a vontade de comer. Se perder a eleição, não se preocupe, temos uma vaguinha para você. É a gloria, o sucesso, sem qualquer mérito, mas quem está preocupado com isso?

Os idiotas abrem as portas para nós atravancarmos e atravancamos. Pequenos percalços, alguns até incentivados por nós, tonteiam a fajuta oposição e obnubilam a visão dos mais críticos.

O MST prossegue impune como entidade sem registro, mas aquinhoada com recursos governamentais, mais adestrado, mais agressivo, conforme os planos.

Reforçamos as dicotomias sociais e recrudescemos as diferenças. Negros, índios, quilombolas, pervertidos sexuais, estudantes, beneficiados com bolsas, maconheiros e bandidos presos ou ainda livres nos adoram.

Pagamos auxilio-reclusão para quem vai preso, mas não para as vítimas. Os defensores dos direitos humanos entram em orgasmo com esta e outras medidas, que consideram compensadoras de seus esforços do tudo pelo social.

Inventamos as cotas, alimentamos raivas, adubamos ódios e fortalecemos as nossas posições. Sem esforço, acuamos a milicada. Desarmamos todos os homens honestos. Só falta proibir a cusparada em nós, que breve será enquadrada em crime hediondo.

Somos batutas em criar Seminários, Debates e Referendos, que inundamos de cumpanheiros que sufocam os contrários. Metemos a mão em tudo, como nada fazem, vamos em frente.

Apadrinhamos o trem–bala contra tudo e contra todos. Soltamos o Batistti, entregamos os exilados cubanos, expulsamos os plantadores de Roraima e abençoamos como família a juntada de dois homens, de duas mulheres, meras amostras de como e de quanto podemos. Decretamos que é proibido beber um copo de cerveja se for dirigir, apesar de já existirem rígidas regras de controle através dos bafômetros, nunca dantes aplicadas. Para os trouxas um tremendo sinal de que o governo está preocupado com a moral e os bons costumes.

Sublimamos o politicamente correto. Mas, matreiramente, decidimos o que é politicamente correto, logo... chamamos de afro-descendentes negros retintos, de incompreendidos sexuais as mais asquerosas bichonas e, carinhosamente, de aloprados a um bando de malfeitores.

Estamos de olho na comunidade maconheira, por isso acenamos a nossa simpatia para a descriminação do produto, é o voto certo da galera. Na educação o lema é deseducando que se vai ao longe. Nas Escolas, nas Universidades estamos formando novos quadros, jovens cheios de idéias, combativos, dispostos a tudo, inclusive, colher cana em Cuba.

Nos livros, um patrulhamento infame, até Monteiro Lobato foi escrachado. Incentivamos a incerteza sexual das criancinhas. Os desnorteados serão uma presa fácil para cooptação. Nas artes, viva a sodomia, pois quanto mais promiscuidade melhor.

Nossa gestão de tirar dinheiro de muitos, segurar uma parte para nós e repartir o resto para a comunidade pobre é elogiada mundo a fora. Incentivamos a poupança sabendo que ela rende menos do que a inflação. Patrocinamos com polpudos aportes as ONGs co-irmãs.

O PAC 1 vai de mal a pior, e até criamos o PAC 2, mas o que importa é inaugurar o teleférico das comunidades no Rio de Janeiro. Isto dá IBOPE.

Banalizamos a pratica da negociação malandra, quando nós e os nossos comparsas ganhamos, só a viúva é quem perde, e ninguém reclama.

Aprovamos o Regime Diferenciado de Contratações (viva a Copa), que muito breve deverá ser extensivo às obras do PAC, metemos a mão na Vale do Rio Doce, o BNDES é o nosso caixa dois, elegemos a poste de alta tensão, a Petrobras é do PT e os sindicatos não prestam contas a ninguém.

Enfim, culpamos a sociedade por todas as mazelas, diferenças sociais, atrasos e demais óbices da Nação, por isso, por sua incúria, ela deve pagar com pesados impostos. Daí é só cobrar que a sociedade culpada, paga sem chiar.

Assim, em menos de uma década subvertemos as mente e as consciências. Não há do que reclamar, melhor estraga.

Em cada rincão, temos massas de manobra para com violência sublinhar nossas posições. A Idelli de leão de chácara foi travestida em Miss Simpatia. Mas é disso que povo gosta.

Por tudo, e fácil entender porque nos ufanamos de ser petistas. Querem mais? Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Anatomia da corrupção no Brasil (2)

A corrupção no Brasil está ligada à corrupção geral no mundo ocidental que, desde o Iluminismo, tem sido atacado pelos revolucionários de todos os matizes, que conspiram contra a propriedade privada, contra os bons costumes, que corrompem a juventude, que prometem eliminar a lei da escassez e perfectibilizar o mundo. A corrupção da alma individual determina a corrupção do sistema político, de tal modo que a própria população é desencaminhada, iludida pelo discurso populista e sofístico dos revolucionários.

O Brasil ficou protegido dessa tragédia até o fim dos governos militares. Desde a abertura política o mergulho no niilismo revolucionário foi dado em vôo livre. O PT é o coroamento desse processo e fatos como mensalão, kit gay, Parada Gay distributivismo, supertributação, crises econômicas periódicas, cada vez maiores, são o resultado desse descenso moral inexorável, com os pervertidos tornados governantes. Nivaldo Cordeiro

Síndrome do petequeiro! Terça-feita (12) haverá repeteco?

peteca O caso do Petequeiro dos Correios, filmado recebendo dinheiro, provocou as denúncias sobre o mensalão. O PT espalhou que vinha mais coisa depois, que seria entregue a este ou aquele meio de comunicação. O presidente do PTB aceitou a aposta e fez as denúncias que se tornaram públicas, impactaram a opinião pública e produziram uma CPI explosiva e o processo contra os mensaleiros, que entra em fase final no STF. E desmoralizaram o PT, carro chefe do mensalão.


Agora é o caso do Diretor Geral do DNIT, do Ministério dos Transportes, só que com uma bateria de informações e muita munição para fazer arrepiar o governo e o PT. Seu mentor, senador Blairo Maggi, não aceitou o convite para ser ministro e se mostra solidário a seu indicado, a quem pediu que comparecesse ao Senado e a Câmara e falasse tudo.

Depois de perder o comando do Ministério dos Transportes sob acusações de corrupção, o PR manda ao governo seu recado: não quer pagar sozinho pelas denúncias que abalaram a pasta e já faz ameaças a petistas que estão na estrutura do órgão. Afastado após ser envolvido nas acusações que derrubaram o ex-ministro Alfredo Nascimento, o diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luiz Antonio Pagot, deu prévia ontem de como será seu primeiro depoimento sobre o caso, terça-feira, no Congresso.  "O Dnit é um colegiado. O Hideraldo manda tanto quanto o Pagot", disse, em referência ao petista Hideraldo Caron, diretor de Infraestrutura Rodoviária do Dnit, e listando, em seguida, todo o colegiado do órgão.


Caron, filiado ao PT do Rio Grande do Sul desde 1985, é apontado por políticos como uma espécie de "espião" de Dilma Rousseff no Dnit. Segundo Pagot, ele era responsável por 90% das obras, já que cuidava da diretoria de Infraestrutura do órgão. "No Dnit só se aprova por unanimidade. É claro que cada um é responsável por sua área. A responsabilidade pelas obras é do Hideraldo. Como ele é diretor de Infraestrutura Rodoviária, é óbvio que tem um volume maior concentrado", disse Pagot. A pedido do senador Blairo Maggi (PR-MT), seu padrinho político, Pagot dará explicações públicas na Câmara e no Senado. Ele foi escalado para defender publicamente o PR. Só depois, a sigla pretende encaminhar ao Planalto seus indicados para o ministério. Ex-blog do César Maia

9 de julho de 2011

O garotinho e o palhaço

pior que tá não fica "Dizem que a presidente Dilma Rousseff anda nervosa, aborrecida, estressada. Se eu fosse ela, nomeava o Tiririca. Pelo menos ela se divertiria”. Anthony Garotinho (PR), afirmando que bom mesmo é um palhaço no ministério dos Transportes, uma vez que há milhões de palhaços que enfrentam todos os dias transportes precários, vias esburacadas e estradas que atrasam o progresso brasileiro, assim a nação estará bem representada. De uma coisa sabemos "pior que tá, não fica!" E aí abestado, você concorda?

Era uma casa muita engraçada

casa engraçada “É a gente mesmo que está fazendo, sou engenheiro civil, é uma obra sem muita coisa, não tem telhado, as aberturas são muito grandes, eu vou colocar vidro”.

Mauro Barbosa da Silva, ex-chefe de gabinete do ex-ministro Alfredo Nascimento, demitido por suspeita de corrupção. Barbosa classifica a casona avaliada em R$ 4 milhões de “uma obra sem importância”. Por certo ele anda ouvindo Toquinho que retrata uma casa “muita engraçada, não tinha teto, não tinha nada”.

8 de julho de 2011

Anatomia da corrupção no Brasil

A denúncia do procurador-geral contra os "sócios" do mensalão, coincidente com a exoneração do ministro Alfredo Nascimento coloca o tema da corrupção em evidência. Neste vídeo, primeiro de uma série, procuro fazer a análise da corrupção endêmica que tomou conta do País, desde o centro de poder. O sistema político e o sistema econômico são os dois lados da mesma moeda, que pressupõe, impõe  e exige a corrupção, que tomou conta do Estado e da sociedade. Ninguém é inocente. Como vai acabar? Ninguém sabe, mas o potencial de violência ameaça a todos os brasileiros. O sistema é entrópico, intrinsecamente degenerativo. Nivaldo Cordeiro

6 de julho de 2011

80% dos brasileiros são contra a legalização da maconha

erva do diaboA última pesquisa nacional feita sobre a legalização das drogas leves foi realizada em 19-22 de maio de 2007 pelo GPP, com 2 mil eleitores. A pergunta se o eleitor brasileiro era contra ou a favor da legalização das drogas deu: 80% contra, 17% a favor e 3% sem opinião. Importante comparar com a pesquisa sobre a legalização do aborto, em que 73,3% responderam ser contra, uma proporção menor do que sobre a rejeição à maconha. Nesta mesma pesquisa, a resposta sobre a legalização do casamento entre homossexuais, 56,6% responderam ser contra, uma porcentagem próxima aos 50%, o que sinalizava as decisões posteriores.


Entrando por dentro da pergunta sobre legalização da maconha, no Sul, 77% responderam ser contra; no Sudeste, 76,9%; no Centro-Oeste, 74%; no Nordeste, 86,1% e Norte, 87,3%. A proporção nas regiões Nordeste e Norte  mostra a dificuldade que o governo federal terá em aderir a esta tese, pois contraria suas principais bases eleitorais. Nas Capitais, 76,6% são contra; nas áreas Metropolitanas, 77,3% e no Interior, 82,9% são contra.


Por nível de renda são os mais pobres os que são mais contra a legalização da maconha. Até 2 SM são 85,6%. De 2 a 5 SM são 83%. De 5 a 10 SM são 73%. E entre os que têm renda maior que 10 SM são 65,2%. Por nível de instrução: Até primeiro grau, 88,1% são contra. Daí até segundo grau completo são 75,3%. E daí até superior completo são 66,9%.


Os entrevistados se auto-localizam por classe social. Na classe Baixa-Trabalhadora, 85,8% são contra. Média-Baixa são 78,4%. Média, 74%. E Alta/Média-Alta são 77,5%. Entre os homens chefes de domicilio, 80% são contra. Entre as mulheres chefes de domicilio também, 80,1% são contra. Mas entre os que têm filhos, 82,8% são contra, bem mais que entre os que não têm filhos, em que 73,5% são contra.


Entre os que se dizem de esquerda, 73,5% são contra. Centro-esquerda, 70,2%. Centro, 74,8%. Centro-direita, 82,4%. Direita, 84,7%. E entre os 36,5% que não se localizaram politicamente, 85% são contra. Ex-blog do César Maia

4 de julho de 2011

Um idiota no pedaço

nelson jobim, um idiota Na infância, recebemos diversos epítetos. A gozação, para os mais pessimistas, poderia ser no mínimo um projeto de bulling. Mas, impávidos seguimos em frente. O tempo apagou na memória da maioria dos companheiros de infância e do colégio, os desanimadores e gozativos apelidos e deploráveis denominações como “tapado”, “imbecil”, “estrume” etc. Somente uns poucos ainda relembram e, sem nenhum senso, são capazes de chamar-nos como de antanho, na frente de filhos e netos. Aqueles são em geral, uns bostas.

Mas, continuamos em frente. Depois, os cabelos grisalhos, o olhar grave, a face enrugada retiram dos mais afoitos qualquer vontade de mimosear-nos com alguma denominação pejorativa. Quanto mais depreciativa ou ofensiva.

Contudo, com o passar do tempo amealhamos parentes, amigos e simpatizantes e, certamente, inimigos e desafetos, porém, mesmo estes, por respeito, podem no máximo, nomear–nos com a pecha de torturadores, de gorilas, de bando, de capitalistas, de neoliberais, de milicos enrustidos, de ditadores, de homofóbicos, de racistas.

Isto, até ontem. No seu último discurso, o Ministro da Defesa enfatizou estar cercado de idiotas. Para boa parte da sociedade esclarecida o palavreado soou como uma retumbante reclamação e uma sonora constatação. Era dos seus companheiros que o corajoso Ministro se referia?

Desconfiaram diversos estudiosos que seu desabafo poderia ser, inclusive, para a cúpula do desgoverno. Um mal estar geral percorreu a arquibancada. Assim não dá. Ele vai ser chamado para explicar-se. Esta era a conclusão lógica e irrefutável.

Se foi ou não, só Deus sabe, mas que matreiramente realinhou a direção de seu letal palavrório, foi um fato e, esclareceu que ao citar sua desdita de estar cercado de idiotas, não se reportava ao magnífico governo ao qual está subordinado, nem havia a menor referência, seja ao ex–presidente ou à atual presidente ou a ambos.

Por certo, embora merecesse citações diárias, eventualmente, escrevemos textos que não podem ser aproveitados como enaltecedores do Senhor Ministro, useiro e vezeiro em atos e palavreados retumbantes e inócuos, por isso, por volta-e-meia apontamos senões, e por repassarmos contundentes e indefensáveis denúncias que azucrinam aos interessados, chegamos à brilhante conclusão que os idiotas somos nós.

Nós quem? Vocês sabem.

Poderíamos levantar a fronte ofendida pelo despautério, e bradar não somos idiotas, mas precavidos com a balança da nossa justiça, que vive com a venda dos olhos meio que arriada e, portanto, não é tão cega como pregam os seus admiradores, decidimos engolir em seco.

De fato, pensando bem, somos bastante idiotas para agüentar esta turma. Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

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