30 de maio de 2011

Vai demônio, conte o que você fez

“Se a crise tem um lado positivo, foi ter trazido Lula para o protagonismo político. E ele se apresentou, não foi chamado. Foi aplaudido! Fala como irmão. Senti nele uma saudade, uma melancolia, uma vontade de abraçar os companheiros!”

Senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), numa sessão de exorcismo realizada na IURD, em que pastores entrevistam o demônio e ordenam que ele conte o que fez.

Goethe e o peregrino

goethe e o peregrino No Quinto Ato do FAUSTO Goethe introduz a figura do Peregrino que, no meu modesto entendimento, não é outro que não o próprio autor. Goethe tinha plena consciência de que tinha, com o poema, feito o grande mergulho nas trevas e cantado o mal com o tom épico nunca antes ousado por outro homem. Até então os cultos de obras satânicas eram coisas de pessoas de baixa estatura intelectual, simplórios sem maiores cabedais artísticos e de erudição. O desfecho do poema se aproximava e a morte insólita do Peregrino é o presságio da própria morte do autor, que purgou assim a ousadia de elaborar o nefando, embora magnífico, cântico ao Microcosmo e a Dom Satã, o verdadeiro herói do livro.

O Peregrino é introduzido na presença de Baucis e Filêmon, os velhos bondosos que resistiram ao avanço do mal. Eram a última ponta de bondade que permanecia nos chamados tempos modernos. Quem são os anciãos? O que simbolizam? Penso que são a personificação da tradição judaico-cristã, com seus valores e sua moral tida agora como démodé. Aqui o livro se torna profético. A Ação como princípio chega ao auge quando Fausto, no delírio de grandeza, manda Mefistófeles dar cabo ao problema, embora não quisesse, no fundo, o desfecho trágico. O trio ardeu na fogueira. Goethe outra coisa não viu que não a grande fogueira do século XX. O mais antigo, o hebreu, ardendo nos fornos que viriam.

Os leitores marxistas de Goethe vêem aqui o élan capitalista do livro, quando na verdade se trata de uma questão teológica: o mal agindo e destruindo a própria tradição. Reduzir o trecho do poema ao materialismo-dialético é de uma tolice sem igual. Há muito mais aqui, a própria denúncia e profecia de todos os crimes cometidos pela modernidade. O ódio que Fausto nutre pelo casal, pelo toque de sinos e pelas tílias é o ódio a tudo que representa a tradição. Mefisto, ansioso pelo desfecho que se desenhava, não perde por esperar e estimula o construtor ambicioso:

“Que cerimônia, ora! E até quando? Pois não está colonizando?

Há aqui a reminiscência dos crimes cometidos pela Europa nas novas terras descobertas, um paralelo óbvio. Colonizar é antes destruir o antigo. Só que aqui se coloniza o coração da própria Europa, que é o cristianismo e o judaísmo. A modernidade só poderia vingar à custa daquilo que era mais sagrado. Quem está colonizando tem a licença para destruir tudo, imolar, queimar. O paralelo que o próprio Goethe fez com a passagem bíblica do Primeiro Livro dos Reis (capítulo XXI), entre o rei Acab e Nabot, é mais do que evidente. Todos os mandamentos sagrados de respeito à vida e à propriedade são violados. Pois não está colonizando?

O lamento de Fausto será o lamento do povo alemão no século XX:

Fumo e vapor traz que lhe emana.

Mal ordenado, feito o mal!

Morre o Peregrino. Morrem o próprio personagem Fausto e seu autor, Goethe. É concluída a obra de uma vida inteira. O grande poema alemão é o cântico à tragédia da modernidade. Nivaldo Cordeiro

Desmotivando vocações

vocação militarEventualmente, recebemos indagações de “quando os militares vão agir” ou referências de “como era bom no tempo dos militares”. Lamentamos. Gosto não se discute.

Os militares que conviveram com a quebra da lei e da ordem, antes da Contra-Revolução de 31 de março, e a subversão e o terrorismo deflagrados nos anos seguintes, torcem o nariz para a hipótese de qualquer retorno.

Se eles concluíram que a Nação não mereceu tanto desgaste, não sabemos. É provável. A cruz decorrente daquela chama de idealismo, que deplorava um regime totalitário que batia à nossa porta, foi, e é pesada, até para o mais radical democrata nacionalista, militar ou não.

Contudo, hoje assomam na cabeça dos militares não somente as questões ideológicas, mas outras, triviais, visto que na trilha do Gramsci e pela manipulação da democracia, até os regimes mais totalitários travestidos e acobertados pelas distorções e facilidades inerentes à democracia, aboletaram–se no poder, mormente na America Latina.

Adentramos no “regime democrático”, foram-se os governos militares. E lá se foram os generais presidentes, pobres como assumiram seus cargos, não deixaram como lembrança, um filho, um sobrinho, um parente sequer para encher o nosso saco no reino da politicagem. Eles, simplesmente, cumpriram a sua missão.

A verdade, é que nem nos governos militares foram os soldados beneficiados com opulentos salários e vistosas mordomias. Os gastos com os equipamentos, parcimoniosos, estavam sempre de olho na capacidade da Nação. Segundo o saudável princípio de que o Poder Militar deveria ser compatível com a estatura do País.

De lá pra cá, os militares, cegos, surdos e mudos continuaram a sua lida de sempre. Abnegação, dedicação e exemplo foram e continuam como as tônicas da formação militar. Disciplina e Hierarquia, eis os pilares de uma Instituição Permanente e nacionalista. Mas o silêncio decorrente da férrea, mas não boçal disciplina, e da rígida hierarquia tem o seu pesado preço.

Hoje, o revanchismo atemoriza os jovens que poderiam orientar-se para a carreira militar. Como vibrar ou motivar-se para o ingresso ou prosseguimento numa carreira estribada em obsoletos equipamentos, de silentes sacrifícios, sem horas extras, sem horários?

E o salário? Ah, o ridículo salário. Na Academia Militar e noutras escolas, de todos os níveis, sem surpresa, jovens, ao invés da dedicação escolar básica para a sua formação militar, preparam–se para os concursos (civis). Mesmo os mais devotados à carreira, balançam entre viver na penúria, abraçados aos seus ideais ou gozar de um remunerado emprego, sem maiores responsabilidades, onde não lhes serão cobrados, o exemplo e a dedicação. É quase impossível, vestir uma farda e bradar, “seja tudo o que Deus quiser”.

Muitos questionam se a sociedade atual merece tanto desapego. Os superiores podem pelo exemplo e pelo convencimento enrolar na bandeira aos seus subordinados com palavras prenhes de nacionalismo como o “sublime amor à pátria”. Contudo, primeiramente, seu auditório precisa escutar e, mesmo assim, não significa que se encantará com o discurso patriótico e, além disso, seus pupilos poderão fazer ouvidos de mercador e suas necessidades básicas falarão mais alto.

A degradação salarial é um bom caminho para o esvaziamento de uma brilhante profissão. Mas assim caminha o revanchismo. Sucateando equipamentos e desprestigiando os recursos humanos.

Quando uma nação perde o seu poder militar, sua capacidade dissuasiva de, pelo menos, desencorajar pretensões, ela perde um de seus PODERES. Não há como barganhar, não há como inibir.

Diante das gritantes discrepâncias, no trato, no respeito e nos salários, a tentativa de esvaziamento da carreira militar “vai de vento em popa”. Em todos os níveis hierárquicos, sem exceção, o padrão do militar e, por conseguinte da instituição, rolam ladeira abaixo e, sem que o desgoverno esboce o mínimo respeito, ele mergulha um dos pilares da Nação num poço de iniqüidade.

Por isso, quando indagam sobre o retorno, a resposta é uma só, “só se for para exigir mais respeito e salários adequados, itens primordiais para a valorização dos recursos humanos”. Quanto ao resto, é dar de ombros e dizer, “é lamentável, mas é disso que o povo gosta”; que se lambuze. Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

28 de maio de 2011

A presidente “ultrapassada”

dilma, a muda

Editorial do Estadão. Nos primeiros tempos do novo governo, a presidente Dilma Rousseff era aplaudida por duas características que representavam um bem-vindo contraste com o estilo de seu mentor Lula. Para os ouvidos fartos da verborragia do então presidente e para as vistas cansadas das suas incessantes aparições, a economia de palavras e a concentração da sucessora nos seus afazeres foram recebidas com um misto de alívio e otimismo. Assim também os relatos do exame minucioso que dedicava aos assuntos de sua alçada e do rigor com que cobrava da equipe a correção das lacunas ou imperfeições identificadas nos documentos que pousavam na sua mesa de trabalho - a antítese da aversão de Lula pelos textos levados à sua leitura que excedessem um par de páginas.

Mas a política é impiedosa. Bastaram os primeiros sintomas de incerteza nas decisões do Planalto (sobre o reconhecimento de que a inflação começara a voltar e a escolha dos instrumentos para contê-la, por exemplo) e as primeiras rusgas com a balofa base parlamentar governista (sobre cargos e verbas, como sempre) para que as avaliações da conduta presidencial passassem a produzir conclusões diferentes. As suas aparentes virtudes seriam, na realidade, limitações. Se ela fala pouco, é porque, além da inaptidão para se expressar em público, pouco tem a dizer. Se ela dedica tempo e energia a perscrutar com lupa os calhamaços da administração, é porque padece do vício do detalhismo e do gosto tecnocrático pela microgestão, em detrimento do diálogo com as suas forças no Congresso. Foi em meio a essa mudança de louvores para reparos que Dilma sofreu dois golpes.

O primeiro, a pneumonia que não só a obrigou a se recolher ao Palácio da Alvorada, a sua residência oficial, e a reduzir o ritmo de sua atividade, como evidenciou, com o passar do tempo, que o Planalto mentiu sobre a gravidade da doença que a acometeu. O segundo golpe, naturalmente, foi a revelação do enriquecimento, em meros 4 anos, do principal coordenador de sua campanha, o então deputado Antonio Palocci, que ela promoveu a personagem central do governo, como titular da Casa Civil e seu interlocutor com as elites nacionais. O silêncio - só ontem rompido - e a aparente inexistência de qualquer iniciativa de Dilma em face do escândalo deram azo a uma fuzilaria de críticas: procedentes, as da opinião pública; oportunistas, as dos políticos da base aliada, descontentes com o pouco-caso de Dilma e Palocci.

O comando da base vinha bloqueando, até por meios truculentos, as tentativas da oposição de convidar o ministro a se explicar. Mas o confronto entre a presidente e o PMDB a propósito da vitoriosa emenda ao projeto do Código Florestal, que anistia os cultivos feitos até 2008 em áreas de proteção permanente, instalou um clima de mala sangre entre o governo e sua base parlamentar de que a oposição, sobretudo no Senado, poderia tirar proveito para trazer Palocci às falas, no âmbito de uma CPI. Não se sabe se a presidente e o ministro já tinham se dado conta da erosão do seu patrimônio político no Congresso - e, em caso positivo, o que pretendiam fazer para recuperá-lo. O fato é que, com a sua proverbial intuição, Lula se abalou a Brasília e chamou a si o controle da crise. O resultado de sua intervenção é incerto, mas, com a sua entrada em cena, Dilma foi “ultrapassada”, como se diz na caserna quando um comandante tem diminuída a sua autoridade.

Sob a batuta de Lula, que a instou a “abrir mais” o seu governo, ela marcou sucessivos encontros com políticos petistas e aliados. Ao mesmo tempo, para dissuadir as bancadas religiosas na Câmara de abandonar Palocci à própria sorte, mandou para o arquivo morto o polêmico kit anti-homofobia - uma cartilha e cinco vídeos que o Ministério da Educação pretendia distribuir nas escolas públicas de nível médio a pretexto de promover a tolerância entre os alunos. Decerto ainda é pouco para aplacar a irritação dos políticos, a julgar pela pilha de reclamações que deixaram com Lula sobre a “indiferença” de Dilma e a “arrogância” de Palocci. Guiada pelo antecessor, ela tem o telefone e a caneta para ir ajeitando as coisas. Mas ele continua tendo de fazer o que até agora evitou: dar satisfações dos seus negócios. Do contrário, também será ultrapassado.

 

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NOTICIAS

Jorge Gerdau adere ao governo do PT

A ministra do Planejamento, Mirian Belchior, instalou a Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade, no Palácio do Planalto. Seu presidente será Jorge Gerdau, o mega empresário do setor de siderurgia. Abílio Diniz (dono da Companhia Brasileira de Distribuição, o Pão de Açúcar), Antônio Maciel Neto (presidente da Suzano Papel e Celulose) e Henri Philippe Reichstul, que presidiu a Petrobras entre 1999 e 2001 são os outros integrantes do Conselho por parte do setor privado. Do Executivo, os ministros Antônio Palocci (Casa Civil), Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) integram a câmara. Nivaldo Cordeiro

27 de maio de 2011

Goethe define a modernidade

morte de Sardanapalo“Mal ordenado, feito o mal!” Goethe, no Fausto

A mais completa e sofisticada definição do que vem a ser o que chamamos de “modernidade”, expressão cunhada por Rousseau, foi dada por Goethe no Fausto, à altura do verso 10.175: “Moderno e mau! Sardanapalo!”

O verso, visto de perto, é um oximoro. Quando falamos moderno intuitivamente ligamos a palavra ao conceito de atual, contemporâneo e, por vezes, mesmo em alusão ao futuro, algo como avançado. Esse sentido falsificado do termo moderno é uma das vitórias do Iluminismo, que persiste até hoje. Lembro que em textos anteriores eu próprio defini a modernidade como um conceito que só é compreensível em oposição ao cristianismo. Nada além. A modernidade nega tudo que é cristão, inclusive a sua filosofia aristotélico-tomista, seu conceito de Direito Natural indutivo, fundado na lei natural e seu senso de hierarquia, que toma o igualitarismo moderno como uma fraude e uma iniqüidade.

O que torna Goethe um gênio de larga envergadura e de insubornável honestidade intelectual é que ele jamais engana seu leitor, ao menos aqueles preparados e dignos de ler o grande poeta alemão. O segredo de sua definição está precisamente em usar o termo Sardanapalo, nome grego para designar o rei assírio Assurbanipal (668-626 a.C). Segundo a nota de Marcus Vinícius Mazzari, relativa ao verso (na edição da Editora 34), antigas lendas contavam que o referido assírio “se comprazia numa vida em meio ao luxo extremo e extravagâncias sexuais”. Mazzari informa também que Lord Byron usou o personagem para escrever sua tragédia Sardanapalus, que foi dedicada ao próprio Goethe.

A extraordinária percepção do maior dos poetas alemães é que a tal modernidade de atual e futurista nada tinha, era apena um retorno, uma regressão aos tempos primitivos, pré-cristãos. O novo, o verdadeiramente novo na História, é a Revelação, que tem seu cume em Cristo. O que Rousseau e seus contemporâneos e sucessores chamaram de modernidade não passou (não passa) de um retorno aos tempos do rei assírio pervertido.

Não podemos perder de vista que Eufórion, o filho de Fausto com Helena (esta o duplo feminino de Mefisto), já nasceu como estuprador e suicida e, ao morrer, suas vestes eram como pele expelida pela serpente, ao ser trocada por uma nova. Goethe teve aguda percepção dos tempos. Sua obra continua atual, nós que temos que lidar agora com kit-gay, gaysismo e práticas sexuais rejeitadas pelo cristianismo. O Brasil com Lula e Dilma desembarcou com tudo na modernidade. Sardanapalo! Nivaldo Cordeiro

Lula e a presidenta incompetenta

Lula esteve em Brasília com o propósito de suprir a desarticulação política do governo Dilma. Comportou-se como um condestável, acima das forças políticas e da própria presidente Dilma Rousseff. Eis uma situação potencialmente perigosa, que convida a aventuras cesaristas, na eventualidade de surgirem crises políticas e econômicas incontornáveis. Mais grave ainda porque Dora Kramer, em sua coluna, informou que Dilma Rousseff, em arroubo autoritário, ameaçou demitir todos os ministros do PMDB, se seus deputados não apoiassem o novo Código Florestal defendido pelo governo e contra a proposta do relator Aldo Rabelo. Ela não se deu conta que não tem poder para isso e o que poderia conseguir com o gesto tresloucado seria apenas uma crise institucional. Nivaldo Cordeiro

Fissura profunda

palloci e michel temer

Dora Kramer - O Estado de S.Paulo

Conflitos entre PT e PMDB não são novidade e de certa forma fazem parte dessa aliança entre parceiros de naturezas tão diferentes. Colisões, portanto, são normais. Mas o entrevero entre o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, e o vice-presidente da República, Michel Temer, na última terça-feira, ultrapassou o limite do habitual.

Quando Palocci telefonou para Temer transmitindo o recado da presidente Dilma Rousseff de que os ministros do PMDB seriam todos demitidos se o partido insistisse em contrariá-la na votação, Temer confrontou.

"Não precisa demitir, porque amanhã cedo mesmo todos entregarão os cargos", disse o vice-presidente.

Palocci insistiu, referindo-se especificamente ao ministro da Agricultura, Wagner Rossi, indicação pessoal de Temer, o que foi interpretado pelo vice como ameaça.

Disse isso ao ministro e terminou assim o telefonema. Palocci voltou a ligar desculpando-se, mas Michel Temer continuou perplexo. Com a rudeza da abordagem e também com o fato de ter sido tratado como subordinado de Palocci e não como o vice-presidente a quem deveria ser conferida a prerrogativa de falar diretamente com a presidente.

A história tem testemunhas dos dois lados, pois na hora do telefonema havia petistas com Palocci e pemedebistas com Temer. Não significa que haja rompimento na aliança. Mas quer dizer que o cristal ficou trincado.

De público ninguém passa recibo. Apenas haverá manifestações, algumas de caráter oficial, em que o PMDB vai reiterar sua lealdade em relação à presidente e lembrar que no salário mínimo e no Código Florestal o partido votou 100% unido, uma vez a favor outra contra o interesse do Planalto.

E assim prosseguirá. Para o bem e para o mal. Ciente de que tem deveres, mas sem perder de vista os direitos a que considera fazer jus como sócio fundador da candidatura Dilma Rousseff.

Desfocados. Onze dias e uma intervenção (de Lula) depois, Palocci começa a se explicar e o faz ao PT em vez de fazê-lo ao País. Onze dias e uma intervenção depois, Dilma começa a falar e o faz reclamando que a oposição faz política.

Assim é? Enquanto o PSDB se esfalfa no Congresso para tentar romper o mutismo do ministro Antonio Palocci sobre o crescimento de seu patrimônio, José Serra e Aécio Neves ocupam-se dos preparativos para disputar o poder na convenção nacional do partido, amanhã, em Brasília.

Ambos falaram quando o caso surgiu. Serra para dizer antes mesmo do Palácio do Planalto que Palocci era digno de toda confiança. Aécio para cobrar explicações só faltando pedir desculpas ao avisar que a intenção dos oposicionistas não era causar transtornos ao governo.

De lá para cá, período em que o PT acusou o PSDB de "armar" denúncia contra Palocci, de nenhum dos dois se ouviu palavra.

Quando eram governadores distanciavam-se dos embates dos tucanos no governo argumentando que suas funções eram administrativas e que exigiam boas relações com o governo federal. Vide a posição de ambos quando a bancada oposicionista se articulava para derrubar a renovação da CPMF no Senado.

Agora os dois são candidatos, cada qual à sua maneira, à Presidência em 2014. Aécio imbuído do espírito de líder da oposição, Serra empenhado em "discutir o Brasil".

É de se perguntar aos dois se a resistência de um ministro da Casa Civil em explicar enriquecimento abrupto e o ineditismo de se ter um ex-presidente no comando da articulação política do governo não são assuntos de interesse do Brasil. Lideranças políticas que se pretendem candidatos podem ignorar questões desse porte?

Caso a ideia de ambos seja ficar longe de embates para evitar desgastes, convém lembrá-los de que uma eleição - como de resto ficou claro nas duas últimas - não se ganha do dia para a noite nem mediante titubeios.

Mal comparando, se apartam da cena tanto quando se alheia Antonio Palocci.

26 de maio de 2011

Palloci salvo pelo kit-gay?

A imprensa informou que o governo suspendeu a produção e distribuição, pelo ministério da Educação, do famigerado kit-gay ou kit anti-homofóbico, para que a bancada "cristã" (católica e evangélica) não se unisse para chamar o ministro Palocci a explicar a surpreendente evolução meteórica do seu patrimônio pessoal. É grande recuo político do governo Dilma, que acabou de editar decreto chamando conferência nacional para o assunto da causa gay, no próximo mês de dezembro. Meu palpite é que Palocci não sobreviverá como ministro. Nivaldo Cordeiro

23 de maio de 2011

Bolsonaro, a bola da vez,... outra vez

bolsonaro A esquerda virulenta, por motivos diversos, alguns sobejamente conhecidos, escalou seus inimigos públicos. O número 1 são as Forças Armadas. É cansativo e enfadonho enumerar os por quês. O Bolsonaro, não se sabe o lugar que ocupa no índex, mas deve estar entre os dez mais. Por quais motivos? Inúmeros.

Tanto as Forças Armadas, como o Bolsonaro fazem a alegria da ala mais radical do furioso petismo. São alvos fixos e enormes. Em geral, dependem apenas de si para espernear. O Bolsonaro, pelo menos, esperneia.

O Deputado Jair Bolsonaro é nosso velho conhecido. Num parque de diversões, ele seria, na tendinha do tiro de espingarda, o alvo fixo, onde qualquer petista paga um real e manda bala.

A cena se repete, há anos. O deputado sai chamuscado, lanhado, porém, resiste. Muitos não gostam do Bolsonaro, até o odeiam; muitos votam nele, o suficiente para mantê-lo no Congresso. Por isso, é difícil dirigirmos qualquer conselho para o massacrado Parlamentar. De repente, ele tem a convicção, e as reeleições o comprovam, de que o seu caminho e a sua postura estão certos. Quem sabe.

Infelizmente, o Parlamentar caiu na esquerda da mídia ou de parte da mídia e, mesmo quando está coberto de razões, a galera delira com a oportunidade de espinafrá-lo, pois é fácil distorcer palavras, manchar uma imagem, e desmoralizar até um santo ( ou vice-versa, jura o Palocci).

Porém, mesmo acuado e solitário, valendo-se de sua coragem para defender-se de difamações, e acusações infundadas ou super dimensionadas, ele tem a coragem ou o desplante de digladiar-se contra uma turba sedenta do seu sangue.

Falta-lhe, apesar da vasta experiência congressual, a fineza que emoldura um bando de corruptos que entopem a casa, carece da capacidade de falar pelas entrelinhas, de insinuar, de fingir que não sabe, de plantar boatos, de não emitir opiniões na presença de outrem, de negar mesmo quando pego com a mão na boca da botija, por tudo, destemperado ou ingênuo, tem contrariado princípios básicos da política nacional, atraindo a ira da esquerda, e da maior parte dos seus pares.

Assim, vez por outra, lá está o Bolsonaro como a bola da vez, atraindo a ira sagrada pelas mais violentas e virulentas acusações, por homofobia, por aversão aos gays (viados para a velha guarda), por racismo, por preconceito, e o pior, opinar sobre a conduta das pessoas.

Acusar alguém, festejada artista, branca, preta, amarela ou cinza de promíscua foi uma temeridade.

Circulam vídeos que mostram que a estrela é diferente, que está acima de mesquinharias, que é uma fora de série, que falar e agir com certo destempero é sinal da sua magnitude. Se fosse uma desconhecida, sim, seria uma demonstração explícita de falta de vergonha, de falta de pudor, um atentado ambulante aos bons costumes, mas para a diva dos palcos, é o seu savoir vivre saindo pelo ladrão, pois o seu talento é aquele, proibi-la de ser assim, é sufocar a arte na sua mais retumbante explosão.

Postar–se contra o chamado kit gay, outra temeridade, o pacote elucidativo, assim como o livro que orienta e justifica o emprego do palavreado errado (de rua) estão sacramentados pelo MEC, com o aval veemente do Ministro da Educação.

Infelizmente, o Deputado Bolsonaro carece de visão de futuro, pois o atual desgoverno tem um projeto ideológico de médio alcance, destinado a, inicialmente, desorientar, para depois, apontar para a massa popular imbecilizada, o verdadeiro caminho. O da subordinação boçal e soberana, mas em troca, nada nos faltará.

Por vezes, surgem uns destrambelhados, como o Bolsonaro, que ousam denunciar; mas de acordo com Gramsci, aos poucos, como ninguém reage, a impressão geral é de que tudo está certo, e se o povo acha que está, é por que tá.

É, o deputado, mais uma vez, é a bola da vez. E o incrível, é que V.Exa está certo, mas o que fazer? Gen. Bda Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Lukács não compreendeu Goethe

lukacs e goethe Ao concluir a leitura do livro OS ANOS DE APRENDIZADO DE WILHELM MEISTER, de Goethe, na excelente edição da Editora 34, deparei-me com um Posfácio escrito por Georg Lukács em 1936. Eu havia lido outros textos do autor húngaro sobre a peça FAUSTO e rapidamente dei-me conta da pobreza de sua interpretação, um reducionismo marxista incompatível com a grandeza do alemão. Compreender a obra goethiana é sobretudo compreender sua metafísica, seus símbolos. Nada aparece lá fora de lugar.

Faço esse comentário a propósito de uma afirmação de Lukács sobre o Wilhelm Meister: “O problema do teatro e do drama domina, portanto, completamente a primeira versão. Na verdade, o teatro significa aqui a libertação de uma alma poética da indigente e prosaica estreiteza do mundo burguês. Assim fala Goethe de seu herói: ‘Não havia de ser um palco para ele um porto seguro, já que, comodamente abrigado, sem se importar com intempéries, poderia admirar o mundo como numa redoma, como num espelho seus sentimentos e suas futuras ações, as figuras de seus amigos e irmãos, dos heróis, e o abrangente esplendor da natureza?’ Na versão posterior, o problema se amplia para a relação entre a formação humanista da personalidade total e o mundo da sociedade burguesa. Quando, em Os Anos de Aprendizado, o herói se decide finalmente a entrar para o teatro, formula a questão da seguinte forma: ‘De que me serve fabricar o ferro, se meu próprio interior está cheio de escória? E de que me serve também colocar em ordem uma propriedade rural, se comigo mesmo me desavim?’ O motivo de sua decisão provém de sua compreensão, à época, de que o teatro lhe poderia proporcionar o perfeito desenvolvimento de suas capacidades humanas. O teatro, a poesia dramática são aqui somente meios para o livre e pleno desenvolvimento da personalidade humana.”

Em artigo anterior O teatro como símbolo em Goethe procurei argumentar que o teatro é símbolo, não mera diversão e nem mesmo instrumento pedagógico. Os artistas da arte de encenar procuram tão somente reviver o que é o elemento vital. Teatro é a própria vida e dela os artistas, em analogia, produzem seus textos e fazem as representações. Lukács jamais compreendeu isso, portanto jamais compreendeu o autor que tanto estudou. Ignorou que Goethe tomou de empréstimo a visão do espanhol Calderon de la Barca, especialmente da peça El Gran Teatro Del Mundo, para compor o FAUSTO e o resto da obra. Goethe praticava e acreditava em astrologia, sendo o tema (mapa) natal a peça que caberia a cada um representar. Sua visão era próxima à de Sófocles, em que os deuses (a Natureza) agiam e que o curso das estrelas determinava as decisões, que selavam os destinos, como Édipo selou o seu.

A admiração de Goethe pelo espanhol vai além. No WERTHER podemos ler, na carta datada de 22 de maio: “Que a vida do ser humano não passe de um sonho, eis uma impressão que muitas pessoas já tiveram, e também eu vivo permanentemente com esta sensação.” Não preciso lembrar que a peça mais famosa de Calderon é precisamente LA VIDA ES SUEÑO, onde a idéia foi originalmente exposta.

Lukács não revelou apenas ignorância em seu Posfácio, expôs também a limitação do método marxista para análise literária. A grande obra de arte trata sobretudo das questões da alma. O FAUSTO, por exemplo, é a radiografia do drama do descenso espiritual da modernidade, que tem no marxismo um epítome. O marxismo deriva também de Goethe, de um leitura simplória e unilateral do próprio Marx do grande poeta alemão. Evidentemente o menor não pode conter o maior. O marxismo não tem resposta nem para a obra de Goethe e nem para nenhum grande autor da alta literatura. Nivaldo Cordeiro

21 de maio de 2011

O orgulho de ser gay

orgulho gay Aos poucos, muitos brasileiros se distanciam de sentimentos como o orgulho, o amor à pátria e os bons costumes. Não sabemos se a transformação se deu por artes da evolução da humanidade ou por reflexões ideológicas da esquerda brasileira.

Sem perceber, porém desconfiando, nossos níveis de padrões, alguns até da pétrea moral, foram entortando, entortando e, de repente, num abrir e fechar de olhos, estamos seguindo a cartilha do politicamente correto, firmes no cavalo, mas destituídos de qualquer senso.

Graças ao tudo pode e a liberdade total, demos um passo à frente, atropelando todos os tipos de preconceitos. Acabamos com os não pode. Pelo menos para alguns. O Palocci pode, porém você, é provável que ainda não possa (o Bolsonaro, também não pode). Como o exemplo vem de cima o desgoverno foi o 1º a demonstrar que tudo pode. Que bom.

Chegamos à sociedade sem limites, sem culpa, sem consciência. Acabamos com a propriedade privada, com a família e com o mérito. Enterramos a punibilidade, prestigiamos o golpe, aceitamos as maracutaias, e elegemos os canalhas.

Na prática, abrimos espaço para que todos, venham de onde vierem, tenham êxito nesta terra, cujo cenário, se para alguns assemelha-se a um bordel, para outros emerge como o “eldorado” das oportunidades.

É uma terra diferençada. Onde, os patifes e canalhas, que também são filhos de Deus, poderiam alcançar tal projeção, obter tanto sucesso?

Nós já nos orgulhamos da ABL, da vitória sobre o Paraguai na Guerra da Tríplice Aliança, da Contra-Revolução de 31 de março, da Amazônia, da FEB, de personagens heróicos, de Tiradentes, contudo, nosso orgulho foi se arrefecendo e, por isso, hoje, temos inveja do orgulho gay, talvez a último sopro de “dignidade” que ainda resta neste País.

Sempre nos orgulhamos de nossa capacidade de miscigenação, por isso, brancos e pretos andavam sem preconceito. De repente, numa população na qual, provavelmente 50 % têm um pé nos dois lados, descobrem para nós, que lá ano fundo grassava uma torpe inveja. Os brancos perseguiam os pretos que odiavam os brancos. Daí as cotas para prejudicar os brancos e contrabalançar as diferenças.

Assim, nosso orgulho diante de nossa falta de preconceito transmutou-se em vergonha. Éramos sacanas e não sabíamos. Da mesma forma, aqueles olhares de reprovação e até o carinhoso epíteto (“seu viadinho”) com que brindávamos os enrustidos gays, hoje, por vingança, os nossos representantes transformaram-nos em crime.

Se antes, tínhamos orgulho de não sermos gays, hoje lamentamos não ser (agora é tarde, pois dizem que se nasce com este dom), pois é o único orgulho que ainda resta por aí.

Ah, como éramos preconceituosos. Ainda bem que temos um governo atento aos nossos maus–costumes, e uma barulhenta minoria (?) que se orgulha de dar as costas para os inimigos, amigos, amantes e desafetos.

De fato, como ensinamento, é de costas que se vai ao longe. Se assim proceder, esteja certo, você perde um monte de coisas (supérfluas), mas, pelo menos, o seu orgulho cresce (quanto mais sacana, mais orgulho).

Assim, o orgulho gay, recentemente, obteve retumbante vitória no STF, incapaz de decidir o caso Batistti, mas capaz atropelar a cambaleante Constituição em prol da alegre e orgulhosa comunidade.

A luta continua colegas gays e assemelhados, pois logo virá o benefício do sistema de cotas. Que nas novelas já existe (para cada três, um é?). Vai ser orgulhoso lá longe. Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

19 de maio de 2011

BNDES eleva participação no Grupo JBS-FRIBOI

As debêntues subscritas pelo BNDES emitidas pelo Grupo JBS-FRIBOI foram convertidas em ações. Total de R$ 3,5 bilhões. Podemos dizer, ao gosto do PT, que a "carne é nossa". O processo de estatização segue seu curso, em prejuízo dos consumidores, dos produtores e do comércio de carnes. O fascismo econômico se dissemina a olhos vistos. O desfecho pode ser o totalitarismo. Nivaldo Cordeiro

18 de maio de 2011

A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988

constituição do brasilA Constituição da República Federativa do Brasil é a lei fundamental e suprema do Brasil, situando-se no topo do ordenamento jurídico (wikipédia).

Conhecemos a Constituição redentora de 1988. Na verdade, obra inacabada, detalhista e, aparentemente, supérflua.

Construída e pautada em direitos, de passagem mal toca nos deveres. Capenga, superficialmente revisada em 05 de setembro de 1993, conforme preconizado após cinco anos de vigência, carecendo de complementos que as autoridades preferem nem comentar.

Seu texto, que deveria servir como bússola para a Nação, volta-e-meia é brandido como sagrado, igualando–se aos mandamentos recebidos por Moisés, isso quando suas linhas contêm argumentos para estribar benefícios para aqueles que muitas vezes não os tem.

Foi a constituição brasileira que mais sofreu reparos: 64 emendas mais 6 emendas de revisão. Diversos partidos assinaram a Constituição. O Partido dos Trabalhadores inicialmente não aceitou a Constituição, pois acreditava que ela impedia a reforma agrária e mantinha a estrutura militar(Wikipédia).

Diante da importância que deveria ter tão impoluta obra, natural seria sabermos quem deveria ser o seu guardião. O Executivo? O Legislativo? O Judiciário?

Se tal figura existe, por que ainda permanece incompleta, com lacunas incompreensíveis? Quando descumprida, quem irá restabelecê–la, conforme norma maior da Nação? Na atualidade, questões pontuais podem facilmente by pass artigos e normas gravados a ferro e fogo em suas páginas.

Basta que valores momentâneos emerjam, e corusquem na mente curta e imediatista de alguns luminares, para a obra ser desdenhada e considerada letra morta.

Os estudiosos bradam em alto e bom som, que o STF em unânime decisão, ao pronunciar-se em libelo como favorável, e sacramentar a união de pessoas de mesmo sexo como legítima, emprestando ao conúbio ares de “família”, fechou os olhos e desdenhou o seu conteúdo.

“O relativismo jurídico no país a serviço da nova “aristocracia” dos corruptos e prevaricadores chega, assim, ao seu nível mais grotesco”, citando, Geraldo Almendra no seu recente artigo ORDENAMENTO JURÍDICO A SERVIÇO DO PT.

Recordemos que, recentemente, o STF abdicou de exercer seu poder independente, ao votar pela extradição de Battisti, incapaz de postar–se, soberanamente, contra uma parcial posição do Poder Executivo. E a decisão no caso de Roraima. Doeu, não doeu? E o mensalão do PT, tá doendo, né.

Contudo, testemunhamos pálidas demonstrações de subordinação, até certo ponto “explicáveis”, quando sabemos que a alguns dos seus ministros, alguns de questionáveis méritos para o relevante cargo, foram indicados pelo Executivo.

É flagrante que os critérios para o acesso à mais Alta Corte Judiciária devem ser revistos. Hoje, podemos fazer vista grossa, como usual, quanto ao ocorrido, e considerar tudo como uma pequena bobagem, contudo, para certas questões, basta um pequeno arranhão nas normas, para serem estabelecidos a anarquia e o caos.

É, estamos a um passo do tudo pode desde que uma dúzia de autoridades se julgue no direito de desrespeitar a Carta Magna da Nação.

No início, aceitamos o pequeno furto, a invasão e o saque por necessidade, admitimos que a propriedade nem sempre possa ser “privada”, pois poderá ser distribuída para usufruto popular, nas escolas, aplaudimos que nossos filhos sejam doutrinados e desorientados sexualmente, calamos diante das ofertas de camisinha, da pílula do dia seguinte, e de outras tantas responsabilidades que amoldam o homem, o cidadão e a família.

Estamos abrindo mão de valores básicos em troca de esmolas, e vendemos barato a dignidade e o discernimento, inclusive a preservação do que deveria ser a nossa Bíblia na gestão dos indivíduos em relação a si e ao Estado.

Enquanto isso, a legalização da maconha está aguardando na fila. Que Deus nos proteja diante de tanta tibieza. Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

17 de maio de 2011

Ministro Palocci é o Midas do PT

Os jornais de hoje informam que o ministro Antônio Palocci enriqueceu rapidamente quando do exercício de cargos públicos. Deve uma explicação à opinião pública. Deprimente a declaração cínica de Sepúlveda Pertence, que hoje ocupa a Comissão de Ética Pública da Presidência: "Não nos cabe indagar a história da fortuna dos pobres e dos ricos que se tornaram ministros". Ora, pobre nunca se tornam ministros. Nivaldo Cordeiro

16 de maio de 2011

Ministro Fernando Pimentel retalia Argentina

O ministro Fernando Pimentel determinou que não haverá mais licença prévia automática para a importação de automóveis, atingindo duramente o principal produto daquele país destinado ao mercado brasileiro. Resposta tardia e adequada às arbitrariedades que o governo de Cristina Kirshner têm perpetrado contra os produtos brasileiros exportados para aquele país. Foi um tiro certeiro. O Brasil agora vai negociar em posição de força e acabar com a palhaçada argentina. Nivaldo Cordeiro

Sai da “FRENTE”

pais de tolosEm recente texto, indagamos “que País é este”, e elencamos fatos que ilustravam o nosso espanto. De fora, ficaram muitos de descomunal perplexidade. O sedento revanchismo contra o poder militar é um deles. O poder militar de uma nação, como os demais poderes nacionais, deveria ser preservado, prestigiado e respeitado. O da Comissão da Verdade é outro. Não a Comissão em si, que nos será enfiada pela goela, mas a sua aprovação.

Já nos indagaram sobre o que achávamos e como reagiríamos diante da sua aprovação. O entrevistador, nitidamente, esperava que disséssemos cobras e lagartos acerca da impoluta invenção revanchista, provavelmente, sabedor das restrições do Ministério da Defesa a respeito de opiniões sobre a Comissão.

A Comissão, respondemos, é como um pesado e injusto imposto. Estamos sobrecarregados deles. Chiamos contra os novos e com os velhos que aumentam dia após dia. Berramos, mas religiosamente, apesar de contragosto, pagamos e, por isso, eles sempre tiram um naco a mais. Infelizmente, não fazemos Tiradentes como antigamente.

Seria muito estranho, e até paranóico se a imprensa publicasse que os Comandantes Militares estão empenhados na criação da Comissão. O ideal seria que se empenhassem ao contrário, uma vez que causará maléficas conseqüências para as suas Instituições.

Na mesma linha de raciocínio, sem pretender algum movimento para impedir sua criação, o lógico seria esperarmos, se não o empenho do Ministério da Defesa, pelo menos uma posição de neutralidade diante do problema, até para preservar a sua credibilidade (?), entretanto, justificando a indigesta pergunta “que país é este”, a imprensa publica à larga o desusado empenho do Senhor Ministro na criação da Comissão.

O Ministério da Defesa, a Secretaria dos Direitos Humanos e o Ministério da Justiça, organizam reuniões com parlamentares e seus chefes, num convencimento sem quartel pela aprovação da Comissão.

E não estão a sós na sua empreitada. Breve, os interessados e o advogado-geral da União, Luiz Inácio Adams, assinarão portaria interministerial para reformular o Grupo de Trabalho Araguaia-Tocantins.

O Ministro da Justiça baixou a portaria 417, de 5 de abril de 2011, (Diário Oficial da União), que comete uma flagrante injustiça e uma clara inconstitucionalidade no acesso a documentos guardados no Arquivo Nacional. A regra prevê um tratamento diferenciado (e discriminatório) para agentes do Estado e para aqueles que tiveram seus nomes incluídos como “inimigos do Estado” em processos investigatórios promovidos pelo extinto Sistema Nacional de Informações e Contra-informação – SISNI -, entre os anos de 1964 e 1985.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), ligada à OEA, está questionando o governo brasileiro pela impunidade dos responsáveis pelas torturas e outras violências praticadas durante a ditadura militar.

Assim, Desgoverno (Advocacia - Geral da União), Ministérios, Secretarias, OEA, organizados em frente (na época da subversão, os grupos de esquerda enfraquecidos, seja por ação dos órgãos repressores, seja pelo personalismo de seus dirigentes, pela falta de preparo ideológico de seus quadros e pela diversidade dos caminhos e do apoio externo oferecido, para sobreviverem realizavam ações de roubos, terrorismo e outras contravenções em conjunto. Tais uniões (chamadas de “frentes”) atropelam quem se postar à sua frente.

Nós, sovados, mas lúcidos, sabemos que “dias piores virão”. Do jeito que vai, nem o tsunami de nova Orleans, nem o terremoto no Japão, nem a pior das catástrofes poderá fazer frente à poderosa “FRENTE”. Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Os filhos do Fausto

filhos de fausto “Esse é a quem amo, quem almeja o Impossível”. Goethe

É preciso sublinhar um fato importante na obra FAUSTO, de Goethe: os nascimentos que ocorrem ao longo da obra. O filho de Fausto assassinado por Gretchen; o filho da filosofia (ou da alquimia), o Homúnculo; e o filho de Fausto com Helena, o Eufórion. A obra tem nesses nascimentos seu fio narrativo e compreendê-la é compreender o que cada um significa. Aqui estamos diante do mais sofisticado e hermético simbolismo. A ligação entre os três não é óbvia. Desvendar os segredos do FAUSTO é desvendar o elo que os une.

No pacto firmado por Fausto com Mefistófeles trocou-se a alma do primeiro pelos poderes do segundo para lhe proporcionar sexo, dinheiro e poder. O pacto é antecedido pelo encontro de Mefistófeles com Deus ele mesmo, usando do paradigma exposto no Livro de Jó. O curioso dessa cena inaugural é que Deus diz que seu Favorecido, aconteça o que acontecer, já tem para si a graça. Mefistófeles não compreende assim e vai tentá-lo com permissão divina, para tomar posse de sua alma. Ao contrário do personagem bíblico, um homem incorruptível e temente a Deus, Fausto é amoral, entrega-se alegremente a Mefistófeles e o mundo além vida é um desvalor. Seu primeiro grande crime é o assassínio de toda família de Gretchen, começando pelo envenenamento da mãe, passando pela matança do irmão e, do sofrimento e do abandono, o desespero de Gretchen a leva a matar o bebê recém nascido, vindo ela própria a subir ao cadafalso pelo crime. Gretchen, a infanticida, é também uma Favorecida, alcança a salvação apesar dos crimes por ela cometidos.

Fausto vai à cozinha da bruxa, onde toma o elixir da juventude. Este elixir tem o poder de lhe dar um apetite sexual descomunal, uma espécie de super Viagra avant la lettre. Fausto envelhece no romance, portanto pode-se concluir que por juventude do elixir devemos entender apenas a virilidade descomunal. Na cozinha da bruxa Fausto se apaixona pela imagem do espelho, obviamente ele mesmo, que se enxerga como Helena de Tróia. Mefistófeles declara então que, desde aquele momento, ele verá Helena em qualquer mulher. Estamos aqui diante da Anima, o conceito psicológico desenvolvido posteriormente por Jung. Uma das conseqüências do elixir da juventude é o ímpeto onanista incontrolável desenvolvido por Fausto, narrado em diversos momentos, indicando que ele estava apaixonado por si mesmo. Amor sui, como diria Santo Agostinho.

Quando Fausto vai fazer a magia em busca de Helena, a pedido do Imperador, desce ao Reino das Mães com a chave dada por Mefistófeles, que é seu próprio falo. Fausto ali tem o sentimento megalomaníaco de querer possuir todas as mulheres em idade fértil, pois vê nelas a projeção de Helena. A chave lhe cresce às mãos e o ato masturbatório é descrito sem restrição. A lanterna mágica da qual as figuras fantasmagóricas de Páris e Helena emergem nada mais é do que a genitália feminina. À visão de Helena (=o feminino em geral e a beleza por antonomásia) Fausto tenta raptá-la e a cena se conclui com seu desmaio. Em sono surge então a figura de seu antigo fâmulo (discípulo) que é a expressão de sua Sombra. Esse fâmulo é que vai produzir, como que de partenogênese, a figura do Homúculo (ser sem peso e hermafrodita), nascido com intelecto adulto e com corpo em miniatura. O fâmulo, agora bacharel, é ele mesmo todo arrogância de quem supõe tudo saber:

“Antes de eu criá-lo, não havia o mundo;

Fui eu quem trouxe o sol que do mar brota;

Comigo a lua iniciou sua rota;

Em meu caminho abrilhantou-se o dia,

A terra ao meu encontro florescia.”

Vê-se a enorme inflação que se apossou da Sombra intelectual do Fausto, que se pretende um substituo de Deus. É dele que o Homúnculo vai ser parido, na retorta alquímica. Vê-se também o delírio do idealismo filosófico por inteiro, o de que o universo é o pensado ou, em termos goethianos, o microcosmo se sobrepõe ao macrocosmo. O delírio de Paracelso realizado, de criar “um ser humano fora do corpo feminino e de uma mãe natural”. Aqui se tem a ânsia por se tornar andrógino, masculino e feminino no mesmo corpo, que é o tema do livro. O próprio Mefistófeles aparecerá neste figurino, fundido com as fórquias, uma medonha figura de mulher portadora de falo, enquanto governanta de Helena. A imagem do andrógino é a própria expressão da indiferenciação satânica, que será a marca da modernidade.

A genialidade de Goethe consiste em retratar o que seus contemporâneos pensavam em termos filosóficos e teológicos e, ao mesmo tempo, apontar a loucura dos seus propósitos, ainda que de forma intuitiva e, exteriormente, concordando com eles. É claro que o Homúnculo haveria de perecer, como muitas das loucuras da modernidade e seu mergulho na Segunda Realidade. Mas, antes, vai narrar sua epopéia em busca dos antigos filósofos pré-socráticos, Tales e Anaxágoras, para esclarecer o que seria a natureza e a origem da vida. O fogo ou a água é a origem de tudo? Em busca da resposta o Homúnculo morre, ele que nasceu do forno alquímico, na ânsia da união amorosa com Galatéia, forma transformada de Vênus/Helena.

Por fim, tem Eufórion, o filho de Fausto com Helena, que tive oportunidade de comentar em artigo anterior. No texto, comento que Helena é a representação de Vênus, cujo símbolo é a Estrela da Manhã, o próprio pentagrama, o duplo feminino infernal de Mefistófeles. Eufórion é o próprio homem moderno no apogeu da sua loucura e a psicologia suicida do mesmo antecipa a de Hitler. A honestidade intelectual de Goethe é radical. Ele nunca se deixou enganar, ele sempre soube que a modernidade é a filha dileta do mal. Seu poema, anticristão e sobretudo anti-católico, deixa os leitores perplexos. Aquilo que ele canta é o destrutivo e o que deve perecer. Que homenagem maior eu poderia fazer ao grande poeta alemão? Exaltar sua honestidade, que está acima e além de sua arte. Leio o FAUSTO como leio uma crônica: um canto que é um lamento. Os filhos da modernidade são os filhos de Fausto fecundado por Mefistófeles. Era tenebrosa que ainda não teve um fim. Ao contrário, aproximamo-nos do apogeu. Nivaldo Cordeiro

14 de maio de 2011

Deputado Marco Feliciano propõe a realização de um Plebiscito sobre união gay

Imagem Portal FielA noticia a seguir está no Portal Fiel. O Deputado Federal Pr. Marco Feliciano pretende lançar um plebiscito para saber o que a população brasileira pensa sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo.

O referido Plebiscito tem como objetivo ouvir da população brasileira a sua opinião sobre a união civil de pessoas do mesmo sexo, visto que na última semana o STF se decidiu favorável a união estável homoafetiva.

Em nota, o Deputado explicou que a Constituição Federal foi ferida, cabendo então medidas legislativas. Em duas semanas haverá uma audiência pública com este assunto, promovido pela Frente Parlamentar Evangélica, visando encontrar uma medida rápida e constitucional a respeito do assunto.

Nesta audiência pública, será discutida uma emenda constitucional e o Plebiscito, que visa mobilizar o Brasil em respeito à honra da família brasileira.

O Deputado Pr. Marco Feliciano diz que não se trata de uma briga religiosa, e sim a sobrevivência da Constituição. Quem legisla tem que ser legislador, eleito pelo povo, pois o poder emana do povo!

Comentário:

Conversa fiada! Marco Feliciano faz questão de estar sempre as sombras das trevas, na campanha apoiou Dilma que claramente é a favor do aborto. Agora pegando carona na aprovação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da união homoafetiva com os mesmos direitos dos casais heterossexuais, Feliciano propõe este plebiscito. O “pastor” por falar muito anda dando bom dia a cavalo, julgando-o seu semelhante. O poder o esta embrutecendo, as orelhas se encompridando. Pastor, leia a Bíblia, importa saber a vontade e opinião de Deus. Caso queira honrar a família brasileira, tenha atitude de cristão, não fique propondo coisas que onerem os cofres públicos, que se revelará de pouca serventia.

13 de maio de 2011

Que país é este

que pais e este Em geral, apontamos nosso arcaico arco e flecha literário em direção ao desgoverno e seus pilares, como ao petismo, aos parlamentares da oposição aliada, o MST, à estudantada politiqueira, aos sindicatos, às ONG de minorias barulhentas que infernizam a nossa existência e a cada dia avançam e tornam indigesta a vida de quem trabalha e paga vultosos impostos.

Pelo andor da carruagem, fracassamos. Eles são imbatíveis, intocáveis e impuníveis. É o que se pode depreender por algumas notícias recentes, e outras, nem tanto, que aumentam o gosto amargo de decepção que temos na boca.

A patifaria de hoje se sobrepõe à de ontem, e a cada dia, mais uma denúncia comprovada, mais uma cretinice transparente, mas o Brasil continua como se absolutamente nada tivesse acontecido. Mas, afinal, “Que país é este”?

Ah, a Gasolina. Há cinco anos o grande trombeta anunciava a nossa independência. Era pura jactância.

Ah, a CPMF. Não adiantou a repulsa da sociedade. A esmola institucionalizada para o desgoverno cisca de volta.

Ah, o Desarmamento. O Sarney desqualificou o repúdio recente da sociedade, e a nova tentativa está de volta.

Ah, a Vale do Rio Doce. A empresa semi-estatal é o produto acabado da ingerência do desgoverno no setor privado, que escolhe as empresas contempladas, com base em critérios políticos e “doações financeiras”.

Ah, o Crédito. Metade do crédito já depende do governo, o maior banqueiro do País!

Ah, os Correios. A Estatal, incompetente para entregar cartas no menor prazo, por medida provisória (esta aberração consentida), foi autorizada a criar e comprar companhias aéreas e, inclusive, permitir a entrada da estatal no Projeto do Trem - Bala.

Ah, o Trem - Bala. Como as Olimpíadas e a Copa, mero deslumbre e desejo de um narcisista empedernido e destituído de senso. Não se importando com sua inutilidade e custos.

Ah, os Parlamentares. Lamentavelmente, eles representam, apenas, a si e ao desgoverno.

Ah, as obras do PAC. Seguindo em frente, sem lenço e sem documento, ao arrepio de qualquer fiscalização. Por vezes, tombam, racham, afundam.

Ah, o Mensalão do PT. Jaz enterrado em cova rasa.

Ah, o Batistti. Vai bem obrigado. É fã do desgoverno.

Ah, as ossadas do Araguaia. Eles continuam cavoucando.

Ah, a Inflação. É impressão nossa e o desgoverno jura que é uma miragem.

Ah, os Impostos. São idênticos à Comissão da Verdade, ao Mantega, aos Ministros em geral, ao ex-presidente, e a um bando de salafrários de grosso calibre, de parlamentares cretinos, dos quais reclamamos, mas agüentamos; aos quais repudiamos, mas pagamos; aos quais maldizemos, mas elegemos.

Ah, a Taxa Básica de Juros. Continua aumentando.

Ah, o PNDH 3. Ele, disfarçadamente (Vide a Comissão da Verdade), vai sendo introduzido, sem vaselina.

Ah, a Comissão da Verdade. Continua vendo a “novela” do SBT para firmar suas convicções.

Ah, os/as LGBTs. Ainda será crime não sê - lo. O Bolsonaro que o diga.

Ah, a Medalha da Vitória. Uma grata surpresa para o estratego guerrilheiro, que nem sabia sobre a FEB, e achava que eles eram os membros do “Lar Fabiano de Cristo”..

Ah, a Medalha da ABL. O Ronaldinho gaúcho foi agraciado pela Academia com a Medalha Machado de Assis ao passar com louvor no teste de alfabetização.

Finalmente, mas sem encerrar a odisséia de pândegas, ah, e o Passaporte Diplomático? Quando vencido, devolve quem tem juízo, não, quem tudo pode.

Diante de tantos fatos insólitos e abismados com o savoir - vivre nacional resta indagar, “Que país é este?” Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

10 de maio de 2011

Eduardo Suplicy, Bin Laden e a morte provocada por cócegas, ou ainda, você vai me matar de rir

cócegas“Todos passamos a odiar esse Bin Laden. Mas todos passamos a nos preocupar sobre como ocorreu a sua morte. A maior vitória do terrorismo é quando todos passamos a nos comportar como terroristas”. Essa delinqüência verbal é do Senador Eduardo Suplicy (PT). Suplicy discursava no Senado, condenando o governo americano pela suposta violação do território paquistanês para captura e morte do anjo de candura . Suplicy crê e defende que por Osama haver feito milhares de pessoas chorarem a morte de seus entes queridos, para evidenciar que somos diferente dele, que o certo seria que o fizéssemos rir, fazendo-lhe cócegas ou então colocá-lo numa roda de piada.  Sofrendo um ataque de riso, o terrorista morreria feliz e risonho.Em uma situação mais extrema, forçaríamos-o  a assistir uma performance de Suplicy no senado. Uma grande piada. 

9 de maio de 2011

Goethe e a filosofia do mal

raio caindo do ceuEu vi Satã cair do céu como um relâmpago. Lucas 10, 18

O que transforma a obra FAUSTO, de Goethe, em um monumento imorredouro não é apenas a grandiosidade de sua construção e a beleza de seus versos. Nem mesmo o seu tema. George Satayana o classificou como um poema filosófico, ao lado dos poemas de Dante e de Lucrécio. É esse caráter filosófico que lhe eleva acima do seu tempo, mas não apenas. A genialidade de Goethe lhe permitiu fazer a síntese de uma era – os tempos modernos ou a modernidade – e registrar para a posteridade de forma ornamental essa fotografia histórica. O poema é também uma crônica extraordinária.

É preciso olhar a história da filosofia para se dar conta da grandiosidade de Goethe. O Ocidente sofreu uma inflexão filosófica no assim chamado Renascimento, que ocorreu no período que medeia o século XIII e o século XVII. Nesse intervalo a hegemonia do pensamento cristão na Europa ocidental sucumbiu. A filosofia que teve origem em Sócrates, Platão e Aristóteles é questionada e, depois, abandonada. A teologia, que colocava Deus no centro da Criação e o homem como coisa criada, Deus como ser e o homem como ser dele dependente, é jogada no lixo. Descartes, como bem ensinou João Paulo II no livro MEMÓRIA E IDENTIDADE, é o autor final desse processo, que se inicia com os nominalistas. Emerge triunfante o humanismo renascentista, que refaz tudo e recupera de novo o lema de Protágoras: o homem é a medida de todas as coisas.

A trinca de filósofos clássica e seus seguidores cristãos, especialmente São Tomás de Aquino, é abandonada, dando lugar à herança de Epicuro e Zenon e dos seguidores que lhe sucederam desde a antiguidade, como Cícero. Foi uma grande revolução no sentido exato da expressão. Os homens renascentistas talvez não tivessem a exata dimensão espiritual e filosófica do que faziam, mas fizeram. Tudo que era sagrado foi conspurcado, tudo que era sólido desmanchou no ar. No plano teológico o mal se introduziu como força motora da história, o mal derivado do pecado no sentido exato como entendido por Santo Agostinho: “Amor de si mesmo até o desprezo de Deus”, como escreveu na Cidade de Deus.

O mal, como força personificada operante, a Igreja Católica sempre o chamou pelo nome bíblico: Satã e suas legiões. Os cristãos sempre souberam que o homem sozinho não tem como lutar contra essa força poderosa, que ousou confrontar o próprio Deus. A rejeição do auxílio divino contra essa força é o famoso pecado contra o Espírito Santo, ao qual não cabe redenção. Foi o que se deu no Renascimento. E o Ocidente cristão, cujas idéias depois se espalharam por todo o mundo, foi além. FAUSTO é o canto supremo desse momento, quando ainda a humanidade tinha ao menos consciência do seu mergulho na Negação. Goethe versificou sobre esse espírito que vagava sobre a terra e que encontrou em filósofos como Descartes, Rousseau, Kant, Hegel e Marx seus agentes criadores.

O “Penso, logo existo”, a máxima de Descartes, deslocou o tema da filosofia do ser para o aspecto particular das habilidades humanas, o pensar; ao fazê-lo, rompeu com a necessidade de se refletir sobre o ser, ou seja, Deus ele mesmo. O pensamento humano tornou-se o lócus da criação e o homem como o autor dessa criação. Fausto e Mefistófeles narram nas suas aventuras esse momento crucial em que o intelectual – provavelmente modelado na figura do próprio Descartes ou alguém equivalente – entediado diante da criação, invoca o Espírito de Negação para transformar o mundo ao seu talante. A dialética hegeliana e, depois, a marxista, dá foro filosófico e teológico a esse princípio de que a negação é o motor da história e o homem é o elemento que permite a síntese criadora.

Essa filosofia dará origem a todas as ideologias – entendidas como substitutas do real e explicações fantásticas da realidade, ou a Segunda Realidade – que virão nos séculos subseqüentes. Nazismo, marxismo, abortismo e gaysismo são todas variações desse tema, e enquanto ideologias, foram colocadas no mesmo patamar destrutivo por João Paulo II..

Goethe levou sessenta anos para escrever o poema e é possível notar que, nos momentos iniciais, ele foi mais entusiasta com a suposta capacidade criativa do mal. O Urfaust e, depois, o Fausto I, são documentos de vigorosa adesão às teses de que o mal é capaz de criar e ajudar ao homem. Goethe ele mesmo aderiu a um naturalismo radical tomado da filosofia de Spinoza – uma forma panteísta que via na matéria a própria emanação da divindade – e, com ela, suportando essa visão dualista de cunho teológico. Goethe abraça o maniqueísmo. Seu poema inicial é um cântico a ele. Ao final, no Fausto II, o fecho do mesmo na véspera de sua morte revela que alguma coisa mudou no seu modo de pensar, vindo Goethe a colorir os versos derradeiros com ícones do catolicismo. Mesmo assim o poema continuou a ser uma peça maniqueísta.

A influência de Goethe na literatura foi profunda, pois deu voz às idéias dominantes do seu tempo, que são as idéias dominantes até os dias de hoje. Nenhum grande autor escapou à influência magnética de Goethe. Ao cantar o Microcosmo não pensou que seu símbolo estaria, tempos depois, inserido em todos os lugares, em todas as bandeiras, em todas as nações. O pentagrama é o estandarte do mal metafísico que se propôs substituir o próprio símbolo da cruz. Desde o Renascimento ele tem ganhado a batalha iconográfica. É uma maneira de as gerações sucessivas desde então reafirmarem sua rebelião contra Deus.

O que é a modernidade? Numa definição curta e exata a modernidade é a negação de Deus. Ela tenta, em tudo e por tudo, matar a Revelação, conspurcar as coisas tidas como sagradas e negar a verdade. A recente decisão do Supremo Tribunal Federal – STF sobre a união de pessoas do mesmo sexo é um dos triunfos maiúsculos da modernidade entre nós, brasileiros. O mesmo pode ser sito, no âmbito do Poder Judiciário, do banimento dos crucifixos das repartições públicas, gesto repetido na primeira hora por Dilma Rousseff, quando assumiu o poder. Não devemos esquecer que o Microcosmo está estampado no próprio Escudo da República e é símbolo do poder de Estado. Vê-se que as ondas de propagação da modernidade e de Goethe, seu grande cantor, continuam vigorosas. Não por acaso Lula mandou desenhar o símbolo do Microcosmo nos jardins do palácio presidencial.

É preciso lembrar que o FAUSTO antecipa o que viria a ser o nazismo e o comunismo. Goethe o apresenta como o Demônio do Norte. Fausto fará suas núpcias com Helena, a deusa Vênus ela mesma, a representação feminina do mal, ajudado por generais oriundos de cada uma das tribos germânicas. Nesse momento do poema afirma-se a superioridade do germanismo, tão em voga nos tempos de vida de Goethe, e a mentira nele embutida, a de que o germanismo é uma cultura superior a todas as outras. Goethe liga o glorioso passado grego ao presente germânico, ignorando Roma e o cristianismo. Esse foi o passo essencial para que no século XX o personagem Eufórion encarnasse na figura de Hitler. A alucinação mais delirante da mente doentia dos modernos entrou com força na história e deixou o seu rastro de morte. Hitler foi a sua representação.

As ideologias de morte mudam de forma, mas não desistem de seu intento. Por isso ler e compreender FAUSTO, de Goethe, é essencial para que se compreenda o que se passa. O mal opera no cotidiano e está à porta de cada um. Sem perceber o que se passa é impossível buscar o único refúgio capaz de fazer frente ao mal: a tradição. Nas Escrituras estão as profecias e o registro de tudo que se passou e que vai passar. A grande mentira do Maligno é fazer com que as pessoas pensem que ele não existe e que está inerte. Ler os jornais do dia sob a luz de Goethe vai mostrar o quanto essa mentira é grotesca, como o mal é grotesco. Nivaldo Cordeiro

6 de maio de 2011

Brasil, a década arruinada

dedcada perdidaEm passado recente, conhecemos e lamentamos as chamadas “décadas perdidas”. Das de 80 e 90, até hoje, ouvimos as lamúrias do pouco que foi feito, do ridículo avanço, da patinação no mesmo lugar, ou até do penoso passo atrás, isto enquanto alguns países iniciaram ou prosseguiram sua trajetória rumo ao deslanche econômico.

Países como a China, a Índia, a Coréia do Sul e outros, de repente atracaram–se nas asas de uma pujança econômica, e impressionaram aos demais com o seu “milagre”.

Contudo, o milagroso desempenho não aconteceu por artes de qualquer duende ou por Deus ser chinês, coreano, ou simpatizante de alguma nação.

“Milagres” daquele tipo, mesmo os mais crentes sabem, não ocorrem gratuitamente, e não despencam dos céus no cocuruto das nações. Eles são planejados, construídos, e somente após alguns anos, quando não décadas, tal qual frondosa árvore frutífera, florescem e apresentam aos que a cultivaram, os seus frutos.

Aqueles governos plantaram condutas e normas exóticas para a nossa tacanha compreensão, cultivaram com esmerado cuidado as sementes da educação, fertilizaram os recursos humanos com os nutrientes da meritocracia, sulcaram estradas com parcimônia, adubaram a infra-estrutura com honestidade, irrigaram a indústria com determinação, selecionaram criteriosamente os agentes da produção, separaram o joio do trigo e, após inaudito esforço, sedimentaram uma sólida base para uma colheita farta.

Quanto a nós, eufóricos, encantados com a nossa imagem no espelho, com a bunda grande das nossas damas, com as peripécias futebolísticas de nossos craques, com a alegria esfuziante dos nossos carnavalescos, com os embalos dos trios elétricos, com as incentivadoras palavras de nossos populistas e amados líderes, e embriagados de prazer, acreditamos que o futuro é agora, e o depois a Deus pertence, e que Ele, nunca nos faltará.

Assim, desgovernados por um inconseqüente, muitos acreditaram no papo furado, desprezaram os fatos e riram das evidências. E, assim, foi - se um, dois, três... quase dez anos e, quem sabe, muitos mais.

Dos emergentes, alguns atingiram resultados de tirar o chapéu, outros menos; o Brasil, na comparação geral, menos ainda. Foi uma década arruinada, esbanjada. Se a esbórnia tivesse cara ela seria a de um viscoso molusco.

Dizem que, “quem não faz leva”. Não fizemos, fingimos, não semeamos, não plantamos, não adubamos, não lavramos, não irrigamos, não fertilizamos, não sulcamos, não separamos o joio do trigo, não tivemos o necessário patriotismo, apenas comemoramos, por isso estamos levando.

Inútil pretender que a incúria dos dirigentes e acólitos não cobraria o seu preço, não deles, que erraram tanto, que nada será suficiente para remediar os seus desatinos. No caso de uma população, somente ela, em especial ao seu futuro, caberá o ônus da incúria desbragada.

O estranho não será pagarmos a conta (estamos acostumados, é uma sina), o esquisito será prosseguirmos na crença de que os pilantras não sofrerão qualquer ônus, e apesar de iminente a cobrança de suas inconseqüências, ainda afirmarem, sem pudor, que os outros "estão inventando uma pseudo-crise econômica”.

No momento, cumpre acenar para a década esbanjada, e rezar para que o continuísmo que escolhemos, não patrocine outras décadas perdidas, pois será difícil, mesmo para uma nação de pascácios suportar tanta esbórnia.

De repente, como os cubanos, a tchurma agüenta até o fim dos tempos. Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Ocaso político de José Serra

Reportagem do jornal O Estado de São Paulo analisa o estágio em que se encontra o Partido Social Democrata - PSD, criado por Gilberto Kassab com apoio velado de José Serra. Este partido drenou parte das forças do PSDB, sobretudo aquelas alinhadas com o ex governador de São Paulo. Drenou também a dissidência do DEM, partido cuja marca queimou-se com o mensalão do José Roberto Arruda. Como fica a figura de José Serra? Parece caminhar para o ocaso. No plano estadual teve que ceder espaço a Geraldo Alckmin e, no plano federal, a Aécio Neves. Se for candidato a prefeito pelo PSDB poderá encerrar a carreira política amargando derrota melancólica. Nivaldo Cordeiro

5 de maio de 2011

O Terrorismo

terrorismo mundialA recente morte do terrorista Osama Bin Laden tem provocado acirradas dúvidas e discussões. Até, que é uma farsa montada pelos EUA. Não importa. Não poucos, equivocadamente, simpatizam com a perpetração daqueles atos criminosos, procurando justificá-los de várias maneiras.

No caso do Bin Laden, francamente, por se declararem antiamericanistas. Se o alvo principal dos atentados, não fosse aquela nação, talvez não fossem tão condescendentes com o terrorista. Nada há a estranhar. Recordemos que por ocasião dos atentados de 11 de setembro, de início aquelas imagens, dantescas, terríveis, foram chocantes

A devastação, o número de mortos, a surpresa, a dimensão do ataque, de pronto, indignou e deixou atônita, a população mundo a fora.

Porém, passado o impacto da chacina, pulularam analistas na mídia com suas análises e opiniões sobre a barbárie, e na medida em que os dias foram passando, não poucas vezes, nos deparamos com frases do tipo “eles (EUA) mereciam”, “mais cedo ou mais tarde tinha que acontecer”, “foi uma espécie de vingança”, e por pouco um iluminado qualquer não propunha a concessão de alguma medalha nacional para o astucioso e cruel terrorista.

Não sabemos qual a opinião da população em geral; provavelmente, nem tem, mas a de diversos formadores de opinião, de certo modo, foram deprimentes. Só faltaram aplaudir o tresloucado e bárbaro ato.

Por isso, quando alguém pergunta o que achamos da Comissão da Verdade, disposta a esmiuçar “torturas”, não titubeamos em afirmar, que pela submissão, condescendência e simpatia de nossos representantes com indivíduos tão determinados em atingir seus objetivos, de que ela será aprovada, e se prestará a infernizar a vida de pretensos torturadores, mas, e, principalmente, colocar uma pedra sobre os atos opostos, isto é, as ações terroristas, praticamente avalizando, desculpando e justificando os seus atos.

Nós, da Organização Não Governamental “Terrorismo Nunca Mais” (Ternuma) por óbvias razões, abominamos o terrorismo e os seus agentes, aqui e no exterior, não por sermos pró ou antiamericanistas, mas por acreditarmos no bom combate, e por deplorarmos aqueles, que no seu intento, religioso ou ideológico, não se importam em ceifar vidas inocentes.

Lamentamos que alguns jovens ou cidadãos envolvidos pelos mais diversos tipos de promessas, se imolem como homens-bomba, ou como kamikazes pilotem seus engenhos em direção às edificações, pouco se lixando com os inocentes que serão imolados na sua ação.

A morte de Bin Laden certamente não será o fim dos atentados terroristas islâmicos, ou não, contudo, a certeza de que semelhante ser humano, capaz de infernizar a vida, não somente dos EUA, mas de outros países democráticos, deve trazer um mínimo de tranqüilidade, seja para os países alvos e seus governos, mas também para você, para nós, para nossos filhos e netos, que podemos estar, inocentemente, um dia na frente de seus artefatos destrutivos.

Sem esquecer que, segundo os desejos do terrorismo, a morte de inocentes é muitas vezes o seu propósito maior, objetivando inundar de medo, de pânico uma população, não sendo necessariamente ou estando dentro de uma instalação militar ou do governo para ser martirizado, pois o propósito é, simplesmente, o de matar inocentes.

O terrorismo é crime, inafiançável e inesquecível, para as suas vítimas, pais, filhos, parentes e amigos, e deveria ser também para a Justiça. Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

3 de maio de 2011

A morte de Osama Bin Laden

A ordem dada por Barak Obama para que Osama Bin Laden fosse morto foi uma decisão de Estado que precisava ser tomada. Foi feito o que devia ser feito, uma forma de justiça reparadora aos milhares de inocentes mortos pela ação do facínora saudita. Osama preso seria um incômodo e um ícone para seus seguidores. Ele era como Hitler, não cabia outra coisa que não a morte sumária. O discurso do presidente norte-americano veio na medida exata, sem arroubos retóricos e sem fanfarronadas. Obama is gone. Simples e direto. O mundo amanheceu mais livre hoje. Nivaldo Cordeiro

2 de maio de 2011

O circo lulo-petista no Dia do Trabalhador

ladrão de muié “Hoje tem marmelada, tem sim senhor, hoje tem goiabada tem sim senhor. E o palhaço o que é?… É ladrão de muié”.

E lá vai o palhaço do circo concitando a petizada a responder em uníssono, o “tem sim senhor” e o “é ladrão de muié”. De fato, para os sindicatos nunca foi tão fácil, tão gratificante ser o animador de uma claque idiotizada.

Para alegrá-los, dá-lhes sorteios. Carros, casas, geladeiras ... são distribuídos, alegremente. É a paga pela subserviência, por não reclamarem, por julgarem que uns miseráveis trocados pagam a exorbitância que é arrecadada pelos sindicatos, de cada trabalhador, obrigatória e mensalmente.

E viva o desgoverno! E vivam os sindicatos. O sindicalismo ri de orelha a orelha. O desgoverno, também.

Belíssima maracutaia a do engodo institucionalizado, “pois é dando que se recebe”.  Chegar aos píncaros do sindicalismo é a pós-graduação do pelego. No início, matricular–se no partido, condição “sine qua non” para galgar a árdua escada do sucesso.

Lá chegando, o que é um justo prêmio para um radical subordinado ao desgoverno, deitar e rolar nas mordomias, “botar para quebrar” que o nepotismo da posição facilita. Depois, o céu é o limite. Um polpudo cargo no desgoverno, a presidência de algum fundo de pensão, um cargo político, um cargo eletivo, só Deus sabe aonde pode chegar um “verboso cabra da peste”.

Hoje, é maravilhoso ser dos sindicatos. Entidades sem limites, sem freios, que recolhem fábulas em contribuições mensais de seus associados (obrigatória), e, o impensável, por decreto de “nossa majestade”, não prestam contas a ninguém. Por isso, queremos ver quem é capaz de arrancar o sorriso maroto do semblante de qualquer sindicalista.

As regalias e a desobrigação financeira são de graça? Quase. Basta uma canina obediência aos ditames do desgoverno. Por tudo, creiam, o palhaço não se limita a ser “ladrão de muié”.

Ele surrupia a nossa dignidade, o nosso senso, a nossa faculdade de julgar, o nosso dinheiro, em troca de uma submissão aos seus diletos donos.

Portanto, ao distribuir pelo Brasil a fora, com estardalhaço e embalado ao som de famosas duplas sertanejas, esmolas para uns poucos sorteados, cria para o restante, a resignação de que eles poderiam ser os premiados. Como não foram, fica para o próximo ano.

Nós também estamos no circo. Na jaula dos macacos, olhando aparvalhados, escutando a cantilena, mas, infelizmente, mudos. Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

1 de maio de 2011

FHC desenganado

O artigo de hoje de Fernando Henrique Cardoso publicado no Estadão (Um novo Brasil) é o retrato em branco e preto do desamparo intelectual e político em que as oposições estão metidas. Querem ser de esquerda quando só caberia oposição de direita, pois à sinistra o PT é soberano. FHC manifesta anseio nostálgico por uma classe média independente do Estado, quando ela não mais existe. Erra fragorosamente, não enxerga que sua ação histórica pessoal ajudou a tornar o Estado brasileiro monstruoso, de feição fascista, e este está dominado pelo PT, que tem o discurso mais afinado com a clientela estatal, a maioria. A crise fatal se aproxima e o guru FHC está sem rumo. Nada tem a dizer à Nação. Devia ao menos reconhecer os próprios erros teóricos e políticos, mas FHC não tem a grandeza necessária para isso. Nivaldo Cordeiro

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