20 de fevereiro de 2011

Símbolo na Praça Tahrir

praça tahrirReiteradas vezes, ao ler a coluna do aloprado Clóvis Rossi, sempre fico na dúvida se devo comentá-la ou não. Custa-me perder meu tempo diante de textos que são puro estrume. Por outro lado, Rossi fornece temas preciosos para que possamos agir contra a revolução da burrice, aquela que Gramsci pôs em marcha e que tem em Clóvis Rossi um seguidor sincero. Radical, porém sincero. Crédulo, porém sincero. Burro, porém sincero. Ele se entrega às suas mendacidades sem qualquer pudor e tudo me leva a crer que seus leitores no Folhão de São Paulo o têm como oráculo. Clóvis Rossi é o retrato da Folha.

10 de fevereiro de 2011

Luiz Fux rasga a Constituição

O recém nomeado ministro do STF, Luiz Fux, em sabatina ontem no Congresso Nacional declarou: "a neutralidade é um mito e é preciso tratar desigualmente [os] desiguais". Com isso Fux rasgou a Constituição Federal, especialmente no que estabalece no seu parágrafo quinto, de que todos são iguais perante a lei. É preciso lembrar que o conteúdo do referido parágrafo é o que torna o Ocidente "a" civilização.

Essa igualdade jurídica só tem paralelo com os preceitos cristãos que dizem que na assembléia todos têm a mesma dignidade diante de Deus, não mais escravo e não mais senhor. É a grande conquista do Direito moderno. Fux declara um retrocesso civilizacional, tanto pior porque não é voz isolada, representa o espírito de boa parte da magistratura e dos agentes políticos. Grave porque condições de nascimento ou escolhas poderão favorecer demandantes diante do Estado, restabelecendo a desigualdade de fato, que foi duramente banida da civilização. Posições assim é que geraram Hitler e seu relativismo jurídico. É claro que o ministro tem a melhor das intenções, das quais o inferno está cheio. Relativismo jurídico é o meio do caminho para a barbárie. Nivaldo Cordeiro

8 de fevereiro de 2011

Os presos estão sendo socializados pelo amor. O poder do beijo

O Governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) deve estar rindo a toa,  ontem assistia a reportagem  do Jornal Nacional que mostrava a explosão da violência na Bahia, diferente do que ocorre em Pernambuco, onde a criminalidade tem caído, números ridiculos, mas está sob controle. Campos credita a redução a politica do Amor e Beijo que policiais daquele Estado tem implantado com sucesso nas delegacias.

7 de fevereiro de 2011

O Mestre perdoa o pecador para que sendo livre tenha um novo começo

jesus, o MestreNo último jantar, o Mestre dos Mestres estava profundamente entristecido com seus discípulos. O mais inteligente deles, Judas Isacariotes, iria traí-lo; o mais frte, Pedro, iria negá-lo. Qual destes crimes é maior? Ambos os crimes foram gravíssimos. Judas o traiu uma vez, Pedro o negou três vezes, e com veêmencia.

Mas as lições que nos deus são bombásticas. Mas Ele não puniu seu traidor. Ao contrário, deu-lhe um pedaço de pão, mostrou em código que não tinha medo de ser traído, mas sim de perder um amigo. assim, revelou que os nossos erros dever ser corrigidos com o nutriente da educação, simbolizado pelo pão. Nem condenou seu negador, Pedro. Ao contrário, alcançou-o com um sublime olhar no exato momento em que Pedro vomitava a história que juntos viveram. Gritou para ele sem usar a voz: eu o compreendo! Deu a Pedro e a Judas ferramentas para domesticarem o fantasma da culpa e dos erros e, assim, recomeçarem tudo de novo. Só Pedro as utilizou. Judas foi dilacerado pelo seu fantasma. O vendedor de sonhos – A revolução dos anônimos. Augusto Cury

A existência, um contrato cheio de itens a cumprir

existenciaQuando nos despimos da maquiagem voltamos a ser o que sempre fomos, seres humanos, tolos e lúcidos, incoerentes e sábios, frágeis e seguros, enfim paradoxais. Quem não inventa sua história não reescreve seus textos. Lembre-se, não há ser humano que não tenha ou não construa seus fantasmas.

A existência é um contrato de risco, e nas cláusulas desse contrato está escrito que o estresse e o alívio, as lágrimas e o riso, a loucura e a sanidade fazem parte da história de cada ser humano. Nesse redemoinho vêm suas lições. O vendedor de sonhos – A revolução dos anônimos. Augusto Cury

Vivemos na incerteza do amanhã, na ilusão do passado e na indiferença do hoje. Há momentos em que desesperados pelas circunstâncias nos sentimos atados, nos restando apenas fazer da nossa vontade de vencer nosso instrumento de libertação, é quando a força da imaginação nos leva a construir e dar corpo a nossos desejos mais íntimos. Assim, há momentos de dor que em que não conseguimos emitir uma sílaba, mas em contraponto há tempos que gritamos de alegria, mais ainda quando percebemos que vencemos situações difíceis, nos surpreendemos com a força exibida, e da qual pensávamos não tínhamos.

6 de fevereiro de 2011

A brevidade da nossa vida

a brevidade do tempoTodos os dias eu morro um pouco. Todos os dias três trilhões de células que constituem meu frágil corpo precisam se nutrir para não entrarem em colapso. Todos os dias o tempo uiva em minha mente anunciando que a vida, por mais séria que seja, é uma brincadeira do tempo.

Todos os dias o tempo grita que em breve encenarei meu último ato no palco de um túmulo. O vendedor de sonhos – A revolução dos anônimos. Augusto Cury

A busca da santificação

romario deputado “Em primeiro lugar, não deixei de trabalhar. Ontem, para aqueles que não sabem, não teve plenário e a apresentação não era obrigatória. Mesmo assim, como eu já havia dito, marquei minha presença e me reuni com mesmo assessores. Sei que tenho meus defeitos, cometerei alguns equívocos, até porque estamos longe da perfeição. Amo futebol e futevôlei e vou continuar praticando”.

Romário, deputado federal pelo PSB do Rio de Janeiro, explicando que espera alcançar a tão sonhada perfeição ao longo dos próximos quatro anos, afinal estara constantemente próximo de professores de ética e moral que lhe indicarão o caminho para que ele tenha uma alma limpa e purificada. Depois disto, teremos a consagração pelo Vaticano de um santo genuinamente brasileiro. Aleluia!

5 de fevereiro de 2011

Goethe e Jó

goethe e faustoO poema-tragédia Fausto, de Goethe, é peça única na literatura universal. Na forma de teatro, não foi feito para os palcos, em face do seu tamanho. Impossível encenar. O estilo literário está contido na sua mensagem, daí a necessidade de ser escrito como peça teatral, onde o próprio diretor vira personagem. O poema é uma síntese poética da filosofia do autor. Aqui quero explorar o paralelo entre o Jó bíblico e o personagem Fausto. É claro que Goethe inspirou-se no antiguíssimo livro sapiencial judaico para sua criação, mas seu personagem nada tem em comum com Jó.

O pano de fundo é a questão do bem e do mal e também da redenção. Afinal, Deus é amor ou nele também está contido o seu oposto? O que é que determina a salvação e em que ela consiste? Todo Fausto é uma coleção de símbolos que trata desses assuntos. Vemos que ele desposa a tese do dualismo e vê Deus como uma encarnação de Abraxas.

Dilma, sindicalistas e o salário mínimo

Dilma Rousseff foi surpreendida com a demanda descabida dos sindicalista que integram seu governo sobre o reajuste do salário mínimo. Eles pedem o impossível, uma elevação que arrebentaria as contas públicas. Por que o fazem? Talvez para marcar território no início de governo. Talvez para, como sempre fazem nas negociações sindicais, pedindo o impossível para conseguir o máximo possível. Talvez para criar mesmo o impasse, a fim de preparar o reaparecimento do "companheiro" Lula, que selaria o acordo.. O fato é que a questão do salário mínimo transformou-se em um angu caroço nesse princípio de governo, em prejuízo da própria Dilma. Nivaldo Cordeiro

3 de fevereiro de 2011

O enigma do Egito

enigma egito Preciso dizer ao caro leitor mais algumas palavras sobre a situação do Egito. O conflito evoluiu em desfavor do governo constituído, com as brigas de rua fazendo muitas mortes e a repressão militar caindo com mãos pesada. Eu volto ao assunto porque li a coluna de Clóvis Rossi na Folha de São Paulo de hoje (O espírito de 1776), na linha da estupidez dos analistas de esquerda espalhados pelo mundo. Evidente que não há qualquer paralelo entre a Revolução Americana e a situação egípcia. Os EUA eram um país a construir e o Egito é um país islâmico, dos mais antigos.

Clóvis quis dar um tom heróico aos sublevados. Não há nada disso. No Egito só podemos esperar duas alterações políticas possíveis: ou se mantém o regime e assume um outro general ou assumem os revolucionários islâmicos, como foi feito no Irã. Fora disso é delírio perigoso de analisa torcedor, que se recusa a ver o real e prefere projetar miragens sobre os fatos.

A socialização do Butim

O deputado Marco Maia, do PT do Rio Grande do Sul e que foi eleito presidente da Câmara de Deputados, declarou: "As emendas são como a socialização do próprio Orçamento". Comento a fala do deputado, mostrando que o excesso de carga tributária é uma forma de roubo institucional sobre os cidadãos brasileiros. Marco Maia fala a linguagens do assaltantes usando eufemismos. Socialização é outro termo para dizer partilha do butim. Nivaldo Cordeiro

1 de fevereiro de 2011

Egito não mudará com saída de Mubarak

A situação do Oriente Média está em fase aguda e é preciso sublinhar a gravidade que pode ser a tomada do poder no Egito pelos radicais islâmicos. O Egito em ordem é a garantia que o risco de guerra com Israel seja menor. É inútil clamar por democracia naquela região. Lá o duelo nãoé entre democracia e tirania, mas entre ordem e caos, algo mais primitivo. A ordem precisa triunfar sobre o caos. Nivaldo Cordeiro

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More