30 de dezembro de 2010

Feliz ano velho

festejosO encerramento do governo Lula e a posse da presidente Dilma são fatos que nos colocam o desafio de conjecturar o que esperar do ano novo. Estou pessimista, menos pela troca de comando do que pelos fatos da conjuntura. A troca de governante, todavia, deve ser encarada também como sintoma de um tempo que se completou e da abertura de um novo ciclo. Creio que o governo Lula encerra um momento de grande prosperidade, que nada teve a ver com o seu governo. Simplesmente uma conjunção de fatores internacionais favoreceu e, a despeito de suas tolices e dos seus erros, a coisa andou bem para o Brasil.

 

Dilma assume sob outro signo. Os tempos agora são desfavoráveis. A Europa está colocada diante de um desmonte fiscal que poderá trazer a recessão profunda e prolongada em seu território. Os EUA não estão menos desfavorecidos, sob o desafio da recessão e da inflação. E da inação de Barack Obama, que parece ser esgotado sua política. Ele não sabe o que fazer. A China está agora ameaçada pela inflação e tem que tomar severas medidas de contenção. O somatório de tudo isso é que o ano de 2011 poderá ser o pior, em termos econômicos, em uma década.

28 de dezembro de 2010

Governo Lula, um governo de muita publicidade e pouco resultado

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Governo Lula põe publicidade em 8.094 veículos de comunicação

Fernando Rodrigues da Folha de São Paulo

Quando Luiz Inácio Lula da Silva tomou posse, em janeiro de 2003, apenas 499 veículos de comunicação recebiam verbas de publicidade do governo federal. Agora o número foi para 8.094.

 

Esses jornais, revistas, emissoras de rádio, de TV e "outros" estão espalhados por 2.733 cidades. Em 2003, eram só 182 municípios. Só neste ano eleitoral de 2010, o dinheiro para publicidade de Lula passou a ser distribuído para 1.047 novos veículos de comunicação. A categoria "outros" inclui portais de internet, blogs, comerciais em cinemas, carros de som, barcos e publicidade estática, como outdoors ou painéis em aeroportos.

FHC no Manhattan Connection

Fernando HenriqueNa última edição do programa Manhattan Connection no canal GNT estava lá o convidado especial Fernando Henrique Cardoso. No ano que vem o programa será transmitido pela Globo News. É o único programa da TV brasileira que me faz parar o que faço para vê-lo. Gosto muito do time de comentaristas, embora nem sempre esteja de acordo com a opinião deles.

 

Fernando Henrique é sempre muito ensaboado ao opinar sobre as pessoas, mas três pontos quero aqui sublinhar, por relevantes. O primeiro é que ele disse desconhecer o que pensa Dilma Rousseff pelo simples fato de que ela jamais completa um pensamento. Como ela também não publica podemos concluir que o Brasil elegeu uma pessoa completamente desconhecida, fiado no aval de Lula. Faça ela o que fizer será surpreendente, porque não se sabe o que ela quer, nem se sabe se ela tem algum projeto na cabeça.

27 de dezembro de 2010

Brincando com o pecado

odalisca do prazerSenhor, livrai-me das tentações desta mulher, olhai para mim com Vossos olhos de misericórdia. Perdoai-me, se olho para estes seios palpitantes que me atiçam, estas coxas roliças que me fazem perder o juízo, estes cabelos sedosos que me alucinam. Senhor, evitai que eu me atire em seus braços em uma profusão de amor, com doces palavras sussurradas. Impeça-me que aceite o convite que me é dirigido tão docemente.

 

Que meus pensamentos profanos sejam perdoados; que sejam contidos os desejos mortais que percorrem meu corpo, em eletrizantes ondas de prazer, frente a esta imagem provocante.

Tenho o olhar preso da mais terrível loucura, que me entorpece os sentidos. As mãos suadas querem estender-se e percorrer com as pontas dos dedos a escura mata, explorando, por fim, a gruta dos prazeres infinitos.

24 de dezembro de 2010

Incondicional

procuraQuando procuro a mim mesma no redemoinho de sonhos a que me entrego, vejo mil olhos que mostram beleza, mil dedos que buscam ilusões em versos que tracejo. às vezes sem nenhuma razão que não seja simplesmente o prazer de rebordar palavras e transmitir sentimentos.

 

Quando desço aos meus porões, onde inconscientes dispersos se agitam, encontro mil demônios aflitos, pois anjos fiéis guardam as suas portas e não há qualquer derrota que não seja justa ou certa ou qualquer sucesso que envaideça tanto que me retire a meta.

 

Quando olho para os lados vejo legiões de pessoas que lutam em busca da felicidade e às vezes sequer enxergam que dentro delas há todo um território desocupado, e que basta estender um pouco a mão e fazer valer a voz do coração.

 

Quando olho para a minha frente vejo você que assim como eu, busca se autoconhecer melhor na tentativa de abrir os caminhos livrando-se dos espinhos caminhando na direção do horizonte, buscando Deus na pródiga natureza, a sua fonte incondicional.

 

Baú de Recordações - Guida Linhares

Á espera de Dilma

dilma terroristaO que esperar o novo governo de Dilma Rousseff? Em tudo e por tudo teremos o continuísmo petista, juntamente com seus aliados. Mas o movimento em espiral descendente continuará no rumo aos ideais jacobinos dos revolucionários, pois estes jamais se satisfazem com a mera chegada ao poder. Precisam implantar sua ordem revolucionária.

 

Dois indicadores foram dados ao público, sublinhando essa realidade terrífica. Em entrevista dada à Folha de São Paulo no último domingo o futuro ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, que é o secretário geral do PT, disse que a primeira ação da pasta sob seu comando será fazer a reforma política. Falou pouco em que consistiria essa reforma, enfatizando apenas o aspecto do financiamento público das campanhas. Nas suas palavras: “Ela é imprescindível para o país e é a tendência da presidente eleita, Dilma Rousseff. Tenho uma série de convicções a respeito, mas, como ministro da Justiça, vou construir o que for possível. Estou absolutamente convencido de que o governo sozinho, sem diálogo com o Congresso e a sociedade, jamais fará uma reforma política. É tarefa inadiável. Defendo com vigor o financiamento público”.

23 de dezembro de 2010

No apagar das luzes do governo Lula a indecência festeja

consumoEstá chegando a hora de pagar a conta

As festas estão chegando. A euforia domina. O consumo é desenfreado. Os parlamentares aumentaram seus salários em “apenas” 61,8%. “Apenas” 20 milhões de reais serão despendidos na campanha publicitária do bota–fora do REI.

 

Parece que festejaremos o Baile da Ilha Fiscal, a última grande festa da Monarquia, que ficou marcada pelo excesso e pela extravagância, antes da Proclamação da República. Contudo, aos poucos, sem que sejam precisos grandes esforços, nem previsões maléficas, nem gratuitos alertas, vamos caminhando para uma realidade inquestionável – há uma pesada conta a pagar.

A entrevista de Julian Assange

julan assange O jornal O Estado de São Paulo trouxe hoje uma expressiva e sensacional entrevista com Julian Assange, o publisher do site WeakLeaks. Perguntado se se considerava um anarquista da internet, ele respondeu: “Vamos colocar de forma simples. Sou um publisher. E esse é meu papel. Como publisher tenho de organizar nosso pessoal e administrar a seqüencia do material. Não pretendo ganhar dinheiro, mas levar conhecimento às pessoas para que entendam seu mundo”. É o que penso dele desde o início, menos no quesito dinheiro. O que ele tem é valiosíssimo e ser publisher é um negócio como outro qualquer.

 

O governo Obama, pela boca Joe Biden, qualificou Assange de terrorista. Ele comentou: “Talvez o que mais se aproxime desse tipo de comportamento seja o período macarthista. Vemos declarações de que eu sou um terrorista high tech, de que toda nossa organização deve ser perseguida, como Osama bin Laden. Leis propostas no Senado nos qualificam de ameaça transnacional para que ações possam ser tomadas contra nós. Todo esse comportamento contra uma organização que apenas publicou o material a que teve acesso é alarmante. Isso revela algo que não víamos antes e o quanto a retórica dos EUA sobre a liberdade de imprensa na China ou outros países é falsa. Quando começamos a publicar algo sério, que poderia levar a reformas, e de fato eram informações embaraçosas, vimos as leis e os valores dos EUA serem jogados no lixo, de forma preocupante”.

21 de dezembro de 2010

Os acertos políticos de Geraldo Alckmin

geraldoA indicação do reitor da Unesp, Herman Voorwald, para a Secretaria de Educação, e de Andrea Calabi para a Secretaria de Fazenda, mostrou que Geraldo Alckmin assumiu plenamente a liderança do governo a ele confiado pelos eleitores no primeiro turno e, ao fazê-lo, a liderança nacional do PSDB. Alckmin, ao recusar o apelo de José Serra pelos seus protegidos, respectivamente Paulo Renato de Souza e Mauro Ricardo, relegou-o a segundo plano na política nacional.

 

O que vemos não é apenas a troca de um grupo por outro no comando do PSDB paulista. Muda-se toda uma geração e um jeito de fazer política. José Serra e Paulo Renato imprimiram uma gestão autoritária na Educação e afastaram do partido Gabriel Chalita, que se passou para a oposição e foi um dos deputados mais votados em São Paulo.

20 de dezembro de 2010

Dilma é presidente por acidente

 

Trecho do livro do repórter Kennedy Alencar a ser publicado pela Publifolha (a matéria não dá o título do livro) dá detalhes de episódios importantes da história política recente do Brasil, como o Mensalão e a e da do caseiro Francenildo. O primeiro custou a José Dirceu a chance de ser o sucesso de Lula, o mesmo acontecendo com Antônio Palocci, por causa do segundo episódio. Foi assim que o nome obscuro de Dilma Rousseff emergiu para ser sagrada presidente da República. Parece claro que um destino está sendo cumprindo, ela de fato tem a estrela. O que lamento é que os detalhes dados a público agora não vieram antes, pois teriam impacto eleitoral. Assim age a Folha de São Paulo e seus repórteres engajados. "Administram" a notícia para causar o menor impacto possível quando é contra a patota dos petralhas. Nivaldo Cordeiro

19 de dezembro de 2010

Mensalão, corrupção e inchaço da máquina

petralhas do mensalao O mensalão e a corrupção, além do inchaço da máquina pública federal, são marcas do governo Lula, segundo avaliação do jornal Folha de S. Paulo deste domingo, 19. Os ministérios, que no tempo de Juscelino Kubitschek, quando Brasília foi projetada, somavam um total de 11, hoje são 37.

 

Diz o jornal: "Juscelino Kubitschek tinha 11 ministros para os 19 prédios da Esplanada dos Ministérios. Lula tem 24, fora os 13 diretamente vinculados à Presidência da República, que não cabem juntos no Palácio do Planalto". Ainda segundo o texto: "a tabela de remuneração dos servidores, calhamaço que lista as carreiras, cargos e salários do funcionalismo, começou a ser publicada no final da década passada com 82 páginas. São 520 hoje".

O traje invisível do Rei

o rei esta nu Um retrato fiel do Brasil e “Nosso Rei”

Uma livre adaptação do conto infantil “A Nova Roupa do Imperador”, do afamado escritor e poeta dinamarquês Hans Christian Andersen

 

Na Esbórnia vivia um povo safado e, ao mesmo tempo, crédulo. O reino era chefiado por um embusteiro, reconhecido “borra-botas”, conforme, exaustiva seleção para a escolha do mais patife cidadão da Esbórnia.

 

O povo, desinteressado e voltado para a galhofa, não se importava em entregar o seu futuro nas mãos de qualquer um, no mais, para viver na irresponsabilidade, nada melhor do que a “fraude ambulante”, famoso por suas fantasiosas mentiras, ego grandioso, comentado narcisismo e imensurável vaidade.

17 de dezembro de 2010

A síndrome da mulher de Lot

Quem há de chorar por essa mulher? Não é insignificante demais para que a lamentem? E, no entanto, meu coração nunca esquecerá quem deu a própria vida por um único olhar. Anna Akhmátova

mulher de lot As forças que de fato estão na oposição no Brasil, os liberais e conservadores, estão em sua maior parte fora dos partidos políticos oficiais. Estão dispersas e são minoritárias porque não estão unidas. Elas é que representam a alma coletiva brasileira, apegada que é aos valores tradicionais e à ética liberal-conservadora. A revolução gramsciana em cinqüenta anos conseguiu distorcer a burocracia estatal e os partidos políticos, de tal sorte que a chamada direita foi expulsa do debate político e da representação.

 

Um enigma está colocado para os cientistas políticos: como interpretar o elenco de forças que controla o Parlamento e os poderes executivos nas diferentes esferas de governo? Eu tenho me empenhado para mostrar que a teoria de Voegelin sobre o movimento revolucionário pode perfeitamente bem ser aplicada ao Brasil. Voegelin mostrou que as forças revolucionárias normalmente são compostas por dois pólos. De um lado, os jacobinos, que puxam o processo e mais das vezes triunfam. Na esteira da sua vitória vem o caos, porque a mente revolucionária não tem como se adequar ao real. Foi assim na Revolução Francesa, na Russa e em toda parte. Então surge o outro pólo, “conservador”, que põe ordem ao caos se, todavia, perder a sua condição de membro da revolução.

16 de dezembro de 2010

Fraudes eleitorais 2010! Nunca antes nesse país se viu tamanha cara de pau

fraude eleitoral Inacreditável a velocidade com que se consumaram fraudes eleitorais em 2010. Os candidatos assumiram compromissos programáticos com o eleitor e, menos de um mês após as eleições, começam a fazer o contrário do que se comprometeram, descaradamente.

 

A primeira delas foi quantos aos tributos. Todos disseram que não aumentariam quaisquer tributos. Mas dias depois, Dilma e sua turma começaram a declarar e agir pela volta da CPMF. Até governadores foram chamados, com oferta de repasses adicionais para saúde pública. Essa semana Lula voltou ao tema.

 

O aborto foi tema de campanha que, inclusive, elevou o patamar de votos de Marina Silva, declaradamente contra. As Igrejas se mobilizaram em defesa dos valores cristãos e contra o decreto de "direitos humanos" (argh!). No segundo turno, todos fizeram declarações abertas contra o aborto. Dilma disse que não disse o que tinha dito.

15 de dezembro de 2010

Sérgio Cabral e a namoradinha que aborta

sergio cabralO aborteiro Sérgio Cabral

A má fé daqueles que se engajam na nefanda causa do aborto teve ontem, com Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro, uma manifestação bastante didática. Vou comentá-la aqui para demonstrar que, sob qualquer ângulo, a questão do aborto é insustentável ante a ética cristã. Pela boca de Sérgio Cabral falou a legião daqueles que fazem o cultivo da cultura de morte, de que nos falava João Paulo II.

 

O primeiro recurso sofístico cabralino é assumir que a generalização de um vício torna a sua repetição uma necessidade de positivização no sistema jurídico. Foi enfático: "Quem aqui não teve uma namoradinha que precisou abortar? Meus amigos, vamos encarar a vida como ela é", falou retórico. O problema de ter tido uma namoradinha que levou ao aborto coloca a necessidade de se abrir o olho moral daqueles que estavam cegos para a enormidade do crime que estavam praticando. Ao invés disso, de se buscar a correção do malfeito, o filosofar cabralense propõe o caminho oposto: que se regulamente e permita legalmente o aborto, como se isso fosse algo moralmente aceitável e resolvesse o problema da gravidez indesejada.

A arte de dividir e atemorizar sem fazer força

medo do petismoUma das medidas que mais chamaram a nossa atenção no desgoverno do “duende nativo” foi a profusão de Ministérios e Secretarias. O lulo–petismo havia descoberto a roda. Os ministérios multiplicaram - se de forma espantosa, e os pessimistas sentenciaram... “foi para acomodar o universo dos petistas e simpatizantes”.

 

A conclusão era óbvia, porém, aguçando o olhar, concluímos que o loteamento de cargos pelos petistas, um fim nobre, de acordo com a visão dos cumpanheiros, camuflam-se outros interesses, mais profundos.

 

Sabe – se que os cumpanheiros pendurados nas tetas da vaca nacional devem recolher o dízimo para os cofres do partido, ou seja, quanto mais apaniguados melhor, fortalecem as finanças da ONG oficial.

13 de dezembro de 2010

As heranças administradas pelo governo do PT

moedas petistas Heranças e heranças

O desgoverno lulo-petista é pródigo em lamentar e acusar o governo de FHC de legar-lhe um presente de grego. Uma herança maldita. Contudo, sem mexer um milímetro nas políticas econômicas que lhes foram repassadas e acusadas ferozmente de retrógradas, falsas, liberais, promotoras do caos econômico e um sem número de destratos violentos, descaradamente, seguiram a sua trilha. Com auspiciosos resultados.

 

Porém, o desperdício, a corrupção, a má gestão, a incúria, a soberba, a inconseqüência atingiram tal montante que transformaram um especial momento para o Brasil, numa apoteose, a do nada.

12 de dezembro de 2010

Um certo Capitão Nascimento

 

O personagem Capitão Nascimento, do filme Tropa de Elite, encarna o arquétipo de herói nacional e, por isso mesmo, teve identificação imediata com o grande público. Mesmo José Padilha, o diretor, e os roteiristas, têm dificuldade para lidar com esse fato, presos que estão a preconceitos politicamente corretos. Capitão Nascimento é o herói que está dormente na alma de cada brasileiro e nisso consiste a sorte e a arte de Padilha. Ao fazer um filme de caráter cronístico não lhe restou alternativa que não sacrificar seus próprios preconceitos esquerdistas, dando lugar ao real. Isso encantou os brasileiros. Capitão Nascimento é esse herói que está na nossa alma desde a origem, alma bandeirante e conquistadora, alma que tem compromisso com a ordem e combate e vence o caos, sempre. 

Sobre o Autor:
SEU_NOME José Nivaldo Gomes Cordeiro é economista e mestre em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/SP), ocupou vários cargos na administração federal e é hoje Diretor de Operações do Grupo Nobel de Livrarias.

11 de dezembro de 2010

Depois de algum tempo

Nossas dádivas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.

tempoDepois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

 

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

10 de dezembro de 2010

Em busca da mãe Felicidade

153Zap e Zip são dois irmãos que saem para passear fora do quintal de casa pela primeira vez, á procura da mãe Felicidade. Ao sair pelo velho portão da casa, se deparam num lindo caminho de pedrinhas, uns lindos jardins com muito verde. Seguiram então por essa estrada de pedrinhas, até encontrar e perceber a presença de uma nova amiga, que sempre estivera presente em todas as horas e dificuldades, a União.

 

Pensavam que junto com esta amiga encontrariam um mundo maravilhoso, que os impulsionaria a seguir adiante sem pensar em voltar. Seguiram por um caminho estreito no qual sentiam-se livres e felizes. Neste passeio pelo mundo exterior, encontraram bichos de todas as espécies e ficaram encantados com tudo.

9 de dezembro de 2010

O relativismo moral de Padilha e Mantovani


Ontem a noite tivemos o lançamento do mais recente número da revista Dicta&Contradicta, no auditório da Livraria Cultura da Avenida Paulista, aqui em São Paulo, com a presença de José Padilha, diretor dos filmes Tropa de Elite, bem como do roteirista Bráulio Mantovani. Tive a oportunidade de dizer à dupla da minha admiração pelos filmes, uma verdadeira obra prima. O caráter cronístico de ambos permitiu que, a despeito dos preconceitos intelectuais e morais dos realizadores o filme mostrasse o real. Certamente é esse caráter realístico e cronistico que tem encantado o grande público, que não se cansa de elogiar e se identificar com seus principais personagens. Eu disse ao Padilha que seu relativismo moral, que identifica policial e bandido, avilta a grandeza de sua obra prima. De qualquer modo foi um evento memorável. Não é todo dia que podemos ter contato que gente tão talentosa como eles são.
Sobre o Autor:
SEU_NOME José Nivaldo Gomes Cordeiro é economista e mestre em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/SP), ocupou vários cargos na administração federal e é hoje Diretor de Operações do Grupo Nobel de Livrarias.

7 de dezembro de 2010

Oficializando a censura

censura petistaO destaque da Folha de São Paulo de hoje é a gestação de projeto de lei com o objetivo de criar uma nova agência governamental, que teria entre as suas atribuições a regulação do conteúdo veiculado no rádio e na televisão. Desde que foi anunciada a Confecom que o governo do PT tem pelejado para pôr uma trava na liberdade de imprensa, a pretexto de fazer a necessária modernização na legislação que regula o setor.

 

Um órgão dessa natureza não foi sequer pensado nem mesmo no auge do governo militar, quando a censura era feita abertamente e sem tentativa de institucionalização ou de uso de eufemismo para sua prática. Era censura e fim de papo. A turma do PT, inspirada por gente como Franklin Martins, sabedora da resistência do país a esse tipo de exorbitância governamental, tenta fazer atalhos para dar poderes burocráticos ao Estado contra os produtores de conteúdo.

6 de dezembro de 2010

Autoconhecimento

Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo de Deus. Sócrates

conhecimento À medida que os anos passam, podemos nos conhecer um pouco mais. A cada década de vida se pode dizer, que as mudanças acontecem, não só em nosso entorno, mas também dentro de nós.

 

Até podem existir aquelas pessoas que permanecem sempre do mesmo jeitinho, sem querer mudar ou ao menos tentar. Contudo o movimento existencial precisa ser tão dinâmico quanto o universo no qual habitamos neste tempo e espaço.

 

Assim o autoconhecimento se torna o melhor e mais eficaz instrumento para se poder entender melhor sentimentos e pensamentos, que nos atraem e que emitimos aos demais.

 

Refletir sobre todos os erros passados, usar do bom senso e discernimento para semear o campo do futuro e meditar profundamente, nos prepara no presente para melhor vivenciarmos a vida em toda a sua plenitude e beleza. Guida Linhares

Bolsa Família, beneficiários continuam a viver com a miséria

boilsa familia algema dos miseráveisMais de 40% dos beneficiários do Bolsa-Família continuam miseráveis

Número de pobres apesar de benefício aparece em estudo do ministério a pedido do 'Estado'

 

A presidente eleita, Dilma Rousseff, não terá dificuldade para encontrar a pobreza absoluta que ela prometeu erradicar até o fim do mandato, como um dos principais compromissos da campanha. Quase 5,3 milhões de famílias - a grande maioria dos brasileiros que permanecem na condição de miseráveis - já são beneficiárias do programa Bolsa-Família, de transferência de renda.

4 de dezembro de 2010

A oratória tosca de Lula

A revista Piauí e a oratória do poder

A jornalista Dorrit Harazim assina a matéria de destaque do último número da revista Piauí (A oratória do poder). A matéria é de excelente nível, mas escorrega na hora de falar da oratória de Lula. A jornalista quis elogiar o que não é possível elogiar. Lula mal sabe falar, tem parca cultura e a imagística que emprega mal ultrapassa as analogias futebolísticas. Mais das vezes usa francamente dos palavrões. Comparar Lula com Lincoln é possível apenas para mostrar um orador esplêndido diante de uma caricatura. A jornalista fez uma pesquisa de profundidade sobre os grandes oradores e autores de seus discursos. Matéria de leitura obrigatória, apesar do puxa-saquismo ostensivo que faz ao apedeuta Lula.

3 de dezembro de 2010

Vivas ao arauto do caos e da anarquia

a face visivel do malA recente homenagem (1º de dezembro) da Câmara Legislativa de Brasília ao fundador e líder do MST (o movimento que não existe para fins legais, mas é empregado sob os auspícios do desgoverno, para invadir, saquear e destruir propriedades, mesmo as produtivas, e sob os olhares complacentes e protetores do aparato policial) é uma bofetada na democracia, um acinte descarado por parte de um grupo de “para lamentares” que extravasam seu partidarismo ideológico, e destacam a que ponto chegou a sua desfaçatez e os seus verdadeiros objetivos.

 

Não nos impressiona que deputados mal-intencionados tenham a vergonhosa idéia de propor a benemerência, e se apequenem para tecer loas à nefasta figura, que prega a luta armada entre as classes, contudo, nos espanta que os seus pares, não repilam com determinação a desqualificada imprudência.

A vontade política faz as coisas acontecerem

ocupação favela O lado certo

Li com atenção a entrevista de Luiz Eduardo Soares dada à Folha de São Paulo. Fez-me pensar. Ele é o um dos co-autores do livro que foi base para o filme TROPA DE ELITE. Supostamente tem autoridade para falar do assunto de Segurança Pública, pois exerceu cargos na área, tanto no Rio de Janeiro como no plano Federal. Apesar de todas as credenciais Luiz Eduardo Soares na entrevista demonstra uma grande confusão moral e chega mesmo a identificar o crime com as forças da ordem, onde tudo está misturado. Como alguém tão confuso assim pôde trabalhar num roteiro tão sensacional? Obra coletiva esconde às vezes as carências individuais.

 

Vimos pela televisão que a paz nos morros depende da presença esmagadora das forças da ordem estatais. Não tem meios termos: ou mandam os bandidos ou o Estado. Se os bandidos ficam fortes a ponto de desafiarem seriamente a ordem estatal então a guerra civil se instala, como vimos na Colômbia, vítima das FARC. E estamos a ver no México, onde uma miríade de organizações criminosas tem matado muita gente, usando armamento de guerra e desafiando as autoridades constituídas.

2 de dezembro de 2010

As causas da fuga dos traficantes do Complexo do Alemão

Imagem Último Segundo Por que os traficantes do complexo do alemão fugiram?

Uma primeira pergunta é quanto ao número de traficantes que controlavam ou estavam "exilados" no Complexo do Alemão (C.A.). As forças militares e policiais no momento do cerco da semana passada falavam em 500. A imprensa -antes disso- falava em 1.200. E blogs de policiais e afins falavam em 2000. Fiquemos com 1.200. Muito difícil passarem despercebidos após o cerco, com binóculos noturnos, helicópteros, posicionamento em comunidades mais altas no entorno.

 

A polícia, nas últimas semanas, garantia que ali os traficantes contavam com 500 fuzis. Afinal, seja pela entrada de UPPs, seja pela entrada de milícias, os fuzis saltam para lá, junto com os traficantes. A polícia diz ter encontrado 34 toneladas de maconha. Mesmo que o peso inclua a embalagem, (trouxinha) e o peso seja a metade, é uma grande quantidade. Mas uma quantidade dessas não há como carregar, nem vale a pena pelo preço que o "matuto" consegue no Paraguai. A quantidade de cocaína que a polícia informa ter apreendido de 235 kg, é na verdade menos da metade disso, belo "batismo" que recebe e a "endolação".

1 de dezembro de 2010

A maquiavélica arte da desconstrução

Uma das discussões no pós - queda do muro de Berlim foi a destinação das Forças Armadas no geral, e as nacionais, em particular. Discussão – vai, Imagem Blog do Estadãodiscussão - vem, resolve – não - resolve, decidiram pela colocação de um bridão na milicada, que vira - e - mexe se imiscuía no maravilhoso e resplandecente mundo da política nacional.

 

Decidido que a milicada nativa volta - e - meia metia a colher onde não era chamada, resolveram que deveriam ser criadas medidas de sua desconstrução, e as Forças Armadas foram enfraquecidas (ataques permanentes aos governos militares), empacotadas (revanchismo interminável) e, sufocadas (variações em torno da interpretação parcial da Lei da Anistia), ficando apenas com um minúsculo buraquinho para respirar, com dificuldade. Assim, nasceu o Ministério da Defesa.

Nada muda, a mesma equipe ministerial medíocre

lula, cigarra cantante
A reforma ministerial - Editorial Estado São Paulo

Nunca se deve subestimar o gosto do presidente Lula pelo som da própria voz. Ainda assim, é improvável que neste seu derradeiro mês no Planalto ele ainda tenha tempo de proferir uma falsidade comparável às suas reiteradas garantias de que não indica nomes para Dilma Rousseff porque o futuro Ministério tem de ter “a cara” dela. Teria se a sucessora tivesse barba e bigode. De fato, o que se desenrola em Brasília nas últimas semanas, à vista do País, é menos a constituição de um novo Gabinete, de acordo com as preferências pessoais e os compromissos políticos de um líder em vias de assumir a Presidência, do que outra reforma ministerial do governo Lula.

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