19 de março de 2012

O dia do Consumidor

Um artigo de Nivaldo Cordeiro

direito do consmidor No último dia 15 de março "comemorou-se" o dia do consumidor. Importa refletir o que houve nas últimas décadas para ver até onde chegam as garras daqueles envolvidos na criação do governo mundial e seus embustes. A partir dessas ideias mirabolantes oriundas da Onu criou-se todo um corpo de leis e uma vasta burocracia, supostamente para defende o consumidor. Na prática, o que tivemos foi o agigantamento do Estado em uma área em que as forças de mercado, sozinhas, simplesmente isolariam os maus produtores e os expulsariam. Nenhum varejista pode prestar maus serviços em regime de concorrência, sob pena de perder a clientela, assim como as indústrias.

O que se viu é que esse conjunto de leis, como o Código do Consumidor, virou mais uma ferramenta para destruir a pequena empresa. Esta não tem corpo jurídico para se defender das multas abusivas e caras, mais das vezes injustas, que recebe. A pequena empresa morre sangrada pela sanha tributarista travestida na ação de multar.

Os oligopólios fazem a festa, pois na defesa jurídica há também economias de escala, de sorte que a pequena empresa no Brasil está desaparecendo.

Qual é o truque sofístico por detrás dessas leis? É a de que a perfeição operacional existe. Assim, as leis imaginam um conjunto perfeito em funcionamento, sem levar em conta que nosso país continental tem todo tipo de obstáculo para se cumprir prazos de entrega, até o trânsito horrível das grandes cidades, responsabilidade do poder público, conspira contra os produtores. O varejo eletrônico, por exemplo, depende de todo uma cadeia de fornecedores que precisa funcionar para que tudo dê certo. Correios, transportadoras, estradas, trânsito, tudo. Se um elo falha, é claro que a responsabilidade não é do varejista, mas do conjunto ou da parte.

Ao supor a perfeição, os Procons simplesmente fazem a colheita de multa e inviabilizam as operações comerciais, no limite de quebrar as empresas. As pessoas olham para as grandes empresas que dão manchetes por receberem multas, mas eu olho para aquela pequena, isolada, que recebeu multa abusiva pelo simples fato de faltar um preço na vitrine. Multas desproporcionais ao faturamento e à rentabilidade, de sorte que, aplicadas, condenam o comerciante à morte por asfixia financeira.

Esse truque de supor a perfeição está em tudo que é norma que  se espelha nas instâncias de governo mundial. O resultado é a ossificação do sistema jurídico, fazendo do Estado o carrasco da livre iniciativa e o defensor dos oligopólios. Empresas como o Pão de Açúcar não teriam alcançado a dimensão colossal do monopólio sem a ajuda interessada desses falsos defensores dos consumidores, que só concorrem para a verticalização absoluta dos mercados. Todos perdem com isso, sobretudo o consumidor.

Creio que é preciso repensar toda essa legislação que aterroriza os empresários, sem beneficiar consumidores. Essas leis estão a serviço da burocracia e do poder absoluto do Estado, e não do consumidor, que entra aí como Pilatos no Credo. É preciso dar um basta à tirania burocrática, no limite de se abolir esses Procons, tão inúteis como nocivos, servindo apenas para que sua própria burocracia se locuplete. Nivaldo Cordeiro

16 de março de 2012

A vingança das esquerdas contra militares

O protesto do General Marco Antônio Felício contra a decisão do Ministério Público Federal de denunciar o Coronel Sebastião Curió reflete só mais um dos lances da esquerda contra os heróis militares que as venceram no campo das armas. A memória e a disposição vingativa dos vencidos são imorredouros. Mas o episódio é importante para se meditar sobre a história recente do Brasil.

Nunca, por período tão longo de tempo, os militares calaram e aguentaram os desaforos e as provocações das esquerdas como temos visto desde a chamada abertura política. É esse silêncio e essa omissão que estão na raiz das provocações crescentes e continuadas. Os comandantes escondem-se por detrás do formalismo e do discurso jurídico, achando que terão sempre amparo dos tribunais superiores. Bem vimos a profunda modificação que o STF sofreu desde as inúmeras nomeações feitas desde que Lula assumiu.

Esse revanchismo tem sido levado avante em todos os países sob o jugo do Foro de São Paulo, tendo sido o caso mais exemplar e ignominioso o do General Augusto Pinochet. Na Argentina tem até ex-presidentes presos. Felizmente entre nós os oficiais comandantes foram poupados e já morreram. Se as esquerdas são as autoras das tentativas de denegrir os militares que lhes deram combate, é a oficialidade omissão a grande responsável por essas ações não terem fim. Nivaldo Cordeiro

14 de março de 2012

Dilma e o PMDB

A exoneração de Romero Jucá da liderança do governo no Senado foi um salto no escuro. Uma brusca mudança na forma de o Executivo se relacionar com o Senado Federal e o PMDB, que lá manda. Dilma tem conduzido mal sua aliança com o PMDB, razão da derrota do nome indicado para a Agência Nacional dos Transportes Terrestres. Ela não podia passar recibo e se mover pela vingança. Romero Jucá é expressão do grupo liderado por José Sarney. Não se governa o Brasil contra essa gente. É claro que a tensão reflete o duelo eleitoral de 2012. Dilma fez o contrário do que faria Lula.  Nivaldo Cordeiro

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